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Candidata denuncia à polícia intolerância religiosa nas redes

Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Na disputa por vaga no Legislativo, Ribah relata ofensas pelo fato de ser muçulmana


Miriam Gimenes

04/11/2020 | 08:48


Candidata a vereadora em Santo André, Rihab Hammadeh (PSD) denunciou à polícia ataques que tem sofrido nas redes sociais pelo fato de ser muçulmana. A pessedista registrou ontem boletim de ocorrência em que relata ofensas em razão de sua religião.

Ao Diário, Rihab contou que os ataques começaram quando passou a divulgar seu material de campanha no Facebook. Segundo a pessedista, pelo menos dez pessoas reproduziram cerca de duas centenas de comentários nos últimos dias relacionando sua religião ao terrorismo.

“Muitas pessoas comentam (nas postagens) que eu não sou daqui (do Brasil), me chamando de terrorista, dizendo que os islâmicos matam e que tenho preconceitos com as mulheres e com os homossexuais, o que não é verdade”, disse Rihab, ao explicar que decidiu acionar as autoridades por medo de que os ataques virtuais se transformem em ameaça à sua integridade física. “Eu me sinto com medo, as pessoas ficam destilando ódio e quem não tem conhecimento pode me atacar na rua achando que eu sou o que essas pessoas falam. Pelo contrário. Uma das minhas principais bandeiras é contra o preconceito com as mulheres.”

Candidata de primeira viagem, Rihab frisou que, apesar do medo, seguirá firme no projeto de conquistar vaga no Legislativo. “É a minha primeira eleição e estou assustada. Não sabia que as pessoas tinham tanto ódio no coração. Quiseram me intimidar, mas eu não vou desistir”.
Rihab acredita que, além da discriminação religiosa, há cunho político-partidário nos ataques. “Existem muitos perfis falsos, outros que nem são de Santo André. Você percebe que tem um cunho político, sim”.

O caso foi registrado na Delegacia Seccional de Santo André como crime resultante de preconceito de raça, cor, etnia ou religião. A pena para essa conduta é de um a três anos de prisão mais multa. 



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Candidata denuncia à polícia intolerância religiosa nas redes

Na disputa por vaga no Legislativo, Ribah relata ofensas pelo fato de ser muçulmana

Miriam Gimenes

04/11/2020 | 08:48


Candidata a vereadora em Santo André, Rihab Hammadeh (PSD) denunciou à polícia ataques que tem sofrido nas redes sociais pelo fato de ser muçulmana. A pessedista registrou ontem boletim de ocorrência em que relata ofensas em razão de sua religião.

Ao Diário, Rihab contou que os ataques começaram quando passou a divulgar seu material de campanha no Facebook. Segundo a pessedista, pelo menos dez pessoas reproduziram cerca de duas centenas de comentários nos últimos dias relacionando sua religião ao terrorismo.

“Muitas pessoas comentam (nas postagens) que eu não sou daqui (do Brasil), me chamando de terrorista, dizendo que os islâmicos matam e que tenho preconceitos com as mulheres e com os homossexuais, o que não é verdade”, disse Rihab, ao explicar que decidiu acionar as autoridades por medo de que os ataques virtuais se transformem em ameaça à sua integridade física. “Eu me sinto com medo, as pessoas ficam destilando ódio e quem não tem conhecimento pode me atacar na rua achando que eu sou o que essas pessoas falam. Pelo contrário. Uma das minhas principais bandeiras é contra o preconceito com as mulheres.”

Candidata de primeira viagem, Rihab frisou que, apesar do medo, seguirá firme no projeto de conquistar vaga no Legislativo. “É a minha primeira eleição e estou assustada. Não sabia que as pessoas tinham tanto ódio no coração. Quiseram me intimidar, mas eu não vou desistir”.
Rihab acredita que, além da discriminação religiosa, há cunho político-partidário nos ataques. “Existem muitos perfis falsos, outros que nem são de Santo André. Você percebe que tem um cunho político, sim”.

O caso foi registrado na Delegacia Seccional de Santo André como crime resultante de preconceito de raça, cor, etnia ou religião. A pena para essa conduta é de um a três anos de prisão mais multa. 

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