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Depois de hiato, Alckmin aparece em São Caetano para pedir votos

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ex-governador participou de ato da campanha tucana; foi primeira atividade no Grande ABC


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

04/11/2020 | 00:10


Distante de empreitadas eleitorais, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) compareceu ontem à noite em agenda realizada em São Caetano para pedir votos a candidaturas tucanas, entre elas a do correligionário e prefeito José Auricchio Júnior, postulante à reeleição. Figura carimbada na região em pleitos passados, Alckmin desembarcou pela primeira vez no Grande ABC nesta reta final para participar da atividade política marcada em espaço na Rua Amazonas.

“Foi meu secretário de Estado (de Esporte), fez bom trabalho aqui em São Caetano, que foi exemplo. Iniciou lá atrás a testagem, ainda no início da pandemia (de Covid-19)”, disse Alckmin, logo depois de tomar café com os tucanos em padaria próxima ao local. “A última crise (desta ordem) foi em 1918 com a chamada gripe espanhola. Falou-se em gripezinha, exagero da imprensa, mesmo sendo (de amplitude) mundial. Dou testemunho. Vejo dois atributos no Auricchio: é bom gestor e tem boa capacidade de articulação. Pois, às vezes, se tem habilidade política, mas não é bom gestor. Outro é bom gestor, mas não consegue, politicamente, se articular”, pontuou o tucano, sem citar nomes.

O ato foi promovido pelo concorrente à vereança doutor Cristiano Gomes (PSDB), colega de Alckmin no corpo docente da Uninove. Sem cargo eletivo desde abril de 2018, o tucano tem feito poucas aparições públicas. Com o revés na disputa presidenciala, ele, que é médico anestesista, assim como os aliados de São Caetano, se dedicou à carreira acadêmica. Era até um dos coordenadores do plano de governo do prefeito Bruno Covas (PSDB) na Capital, mas deixou o posto. Curiosamente, cursou medicina, em Taubaté, na mesma sala do candidato a vice Carlos Humberto Seraphim (PL).<EM>

Fora dos holofotes, o ex-governador justificou que a ausência dos palanques se dá devido ao embate acontecer mais entre os problemas locais. “Eleição nacional é economia. Pesa muito o quadro econômico, PIB, emprego. Eleição municipal é local, realidade do município. Partidos pesam menos, candidatos pesam mais. Cada cidade tem realidade diferente.”

Apesar da alegação, Alckmin falou que tem feito “bastante gravações” de apoio a políticos aliados. Questionado se pensa em voltar a concorrer a cargo eletivo, ele esquivou-se: “Existem dois ansiosos na vida: jornalistas e políticos. Tudo tem seu tempo. Importante (é) fazer política com paixão, não com ódio. Infelizmente a gente vê hoje muito ódio, briga”. Auricchio sintetizou que a vinda do correligionário ocorre pela amizade. “Ele tem relação grande e gosta daqui.”

O ato de ontem reuniu dezenas de pessoas no espaço. Houve respeito, contudo, a normas sanitárias.

Há penúria de propostas de meus adversários, lamenta Auricchio

Prefeito de São Caetano e candidato à reeleição, José Auricchio Júnior (PSDB) reclamou da ausência de propostas para a cidade por parte de seus adversários, que adotaram discurso sobre a situação jurídica do tucano como Norte de suas campanhas.

“Queria discutir as questões da cidade, mas não tem debate de propostas. É a quarta eleição que disputo. É a que vi maior penúria de propostas por parte dos concorrentes. Não há uma concreta. Não se consegue sequer fazer crítica, ninguém apresentou plano de governo”, lamentou. “Eleitor quer saber do remédio, sala de aula do filho, buraco na porta de casa, árvore, iluminação. Eleitor está avaliando isso. Vamos aguentar o tranco.”

Auricchio teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral de São Caetano devido a uma condenação por doação irregular na campanha de 2016, quando ele retornou ao Palácio da Cerâmica. Sua defesa ingressou com recurso contra a decisão, argumentando que efeito suspensivo concedido pelo presidente do TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo), Waldir Nuevo Campos, traz elegibilidade ao seu projeto eleitoral. “Tenho expectativa que julgue na semana que vem no TRE, até porque a decisão que nos acolhe é do próprio TRE. Então acredito que tenha celeridade no julgamento.”



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Depois de hiato, Alckmin aparece em São Caetano para pedir votos

Ex-governador participou de ato da campanha tucana; foi primeira atividade no Grande ABC

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

04/11/2020 | 00:10


Distante de empreitadas eleitorais, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) compareceu ontem à noite em agenda realizada em São Caetano para pedir votos a candidaturas tucanas, entre elas a do correligionário e prefeito José Auricchio Júnior, postulante à reeleição. Figura carimbada na região em pleitos passados, Alckmin desembarcou pela primeira vez no Grande ABC nesta reta final para participar da atividade política marcada em espaço na Rua Amazonas.

“Foi meu secretário de Estado (de Esporte), fez bom trabalho aqui em São Caetano, que foi exemplo. Iniciou lá atrás a testagem, ainda no início da pandemia (de Covid-19)”, disse Alckmin, logo depois de tomar café com os tucanos em padaria próxima ao local. “A última crise (desta ordem) foi em 1918 com a chamada gripe espanhola. Falou-se em gripezinha, exagero da imprensa, mesmo sendo (de amplitude) mundial. Dou testemunho. Vejo dois atributos no Auricchio: é bom gestor e tem boa capacidade de articulação. Pois, às vezes, se tem habilidade política, mas não é bom gestor. Outro é bom gestor, mas não consegue, politicamente, se articular”, pontuou o tucano, sem citar nomes.

O ato foi promovido pelo concorrente à vereança doutor Cristiano Gomes (PSDB), colega de Alckmin no corpo docente da Uninove. Sem cargo eletivo desde abril de 2018, o tucano tem feito poucas aparições públicas. Com o revés na disputa presidenciala, ele, que é médico anestesista, assim como os aliados de São Caetano, se dedicou à carreira acadêmica. Era até um dos coordenadores do plano de governo do prefeito Bruno Covas (PSDB) na Capital, mas deixou o posto. Curiosamente, cursou medicina, em Taubaté, na mesma sala do candidato a vice Carlos Humberto Seraphim (PL).<EM>

Fora dos holofotes, o ex-governador justificou que a ausência dos palanques se dá devido ao embate acontecer mais entre os problemas locais. “Eleição nacional é economia. Pesa muito o quadro econômico, PIB, emprego. Eleição municipal é local, realidade do município. Partidos pesam menos, candidatos pesam mais. Cada cidade tem realidade diferente.”

Apesar da alegação, Alckmin falou que tem feito “bastante gravações” de apoio a políticos aliados. Questionado se pensa em voltar a concorrer a cargo eletivo, ele esquivou-se: “Existem dois ansiosos na vida: jornalistas e políticos. Tudo tem seu tempo. Importante (é) fazer política com paixão, não com ódio. Infelizmente a gente vê hoje muito ódio, briga”. Auricchio sintetizou que a vinda do correligionário ocorre pela amizade. “Ele tem relação grande e gosta daqui.”

O ato de ontem reuniu dezenas de pessoas no espaço. Houve respeito, contudo, a normas sanitárias.

Há penúria de propostas de meus adversários, lamenta Auricchio

Prefeito de São Caetano e candidato à reeleição, José Auricchio Júnior (PSDB) reclamou da ausência de propostas para a cidade por parte de seus adversários, que adotaram discurso sobre a situação jurídica do tucano como Norte de suas campanhas.

“Queria discutir as questões da cidade, mas não tem debate de propostas. É a quarta eleição que disputo. É a que vi maior penúria de propostas por parte dos concorrentes. Não há uma concreta. Não se consegue sequer fazer crítica, ninguém apresentou plano de governo”, lamentou. “Eleitor quer saber do remédio, sala de aula do filho, buraco na porta de casa, árvore, iluminação. Eleitor está avaliando isso. Vamos aguentar o tranco.”

Auricchio teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral de São Caetano devido a uma condenação por doação irregular na campanha de 2016, quando ele retornou ao Palácio da Cerâmica. Sua defesa ingressou com recurso contra a decisão, argumentando que efeito suspensivo concedido pelo presidente do TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo), Waldir Nuevo Campos, traz elegibilidade ao seu projeto eleitoral. “Tenho expectativa que julgue na semana que vem no TRE, até porque a decisão que nos acolhe é do próprio TRE. Então acredito que tenha celeridade no julgamento.”

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