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Ausente, Atila vira alvo de adversários em debate

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Candidatos oposicionistas relembram duas prisões do prefeito de Mauá e postulante à reeleição


Júnior Carvalho
Do Diário d Grande ABC

04/11/2020 | 00:13


O prefeito de Mauá e candidato à reeleição, Atila Jacomussi (PSB), não compareceu ao debate entre os candidatos ao Paço, realizado ontem, mas virou o principal alvo dos adversários. Realizado na UFABC (Universidade Federal do ABC), o evento foi promovido pelo UOL, em parceria com a TVT, Rede Brasil Atual e o Diário.

Sem Atila, os prefeituráveis oposicionistas aproveitaram para relembrar as duas prisões do socialista, que ocorreram em 2018 e que deram início à instabilidade política na cidade. O primeiro a citar o caso foi o ex-prefeito e nome do PDT na disputa, Donisete Braga. “A nossa cidade virou motivo de piada e chacota. O atual prefeito desviou dinheiro da merenda das crianças”, disparou, ao relembrar a Operação Prato Feito, que desmontou esquema de desvio de recursos de merenda e material escolares.

O vereador e candidato do PT à Prefeitura, Marcelo Oliveira, ainda criticou o fato de Atila não ter comparecido ao debate. “O prefeito, além de ter sido preso, agora é fugitivo. Não quis participar do debate para discutirmos políticas públicas para a cidade.”

As críticas à gestão Atila foram reproduzidas durante quase todo o debate. Contudo, também sobraram questionamentos sobre o primeiro governo de Donisete, entre 2013 e 2016. O prefeiturável João Veríssimo (PSD) acusou o pedetista de reciclar promessas feitas ainda na campanha de oito anos atrás. “Se ele (Veríssimo) não acreditasse em mim, não teria feito doação eleitoral em 2016, quando fui candidato à reeleição”, respondeu Donisete.

Veríssimo, então, subiu o tom e relembrou o fato de Donisete ter sido citado em delação, em que foi acusado de receber propina da Odebrecht Ambiental. “Em relação à doação eleitoral, foi um dos atos que mais me arrependo na vida. Se tiver um jeito de eu recuperar esse dinheiro, eu vou tentar. Muito tempo depois, o Donisete foi acusado pelo Ministério Público de receber R$ 900 mil ilegalmente da Odebrecht. Se eu soubesse que minha doação não teria finalidade republicana, não teria feito”, rebateu o pessedista, que teve sua passagem pelo governo interino de Alaíde Damo (MDB) relembrada pelo prefeiturável do Psol, André Sapanos – foi secretário de Governo da emedebista.

Questionado pelo Diário sobre propostas para habitação, Ronaldo Pedrosa (PP) prometeu promover processo de regularização fundiária e celebrar parcerias com a iniciativa privada para sanar o deficit habitacional. Na área da educação, Professor Betinho (PSL) se comprometeu a aumentar o número de vagas em creches através de convênios com entidades privadas. Na saúde, Marcelo falou em construir outra UPA, no Parque das Américas.

Além de Atila, não compareceram os candidatos José Roberto Lourencini (PSDB) e Vanessa Damo (MDB). Os demais não foram chamados por que seus partidos não têm representatividade no Congresso.  



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Ausente, Atila vira alvo de adversários em debate

Candidatos oposicionistas relembram duas prisões do prefeito de Mauá e postulante à reeleição

Júnior Carvalho
Do Diário d Grande ABC

04/11/2020 | 00:13


O prefeito de Mauá e candidato à reeleição, Atila Jacomussi (PSB), não compareceu ao debate entre os candidatos ao Paço, realizado ontem, mas virou o principal alvo dos adversários. Realizado na UFABC (Universidade Federal do ABC), o evento foi promovido pelo UOL, em parceria com a TVT, Rede Brasil Atual e o Diário.

Sem Atila, os prefeituráveis oposicionistas aproveitaram para relembrar as duas prisões do socialista, que ocorreram em 2018 e que deram início à instabilidade política na cidade. O primeiro a citar o caso foi o ex-prefeito e nome do PDT na disputa, Donisete Braga. “A nossa cidade virou motivo de piada e chacota. O atual prefeito desviou dinheiro da merenda das crianças”, disparou, ao relembrar a Operação Prato Feito, que desmontou esquema de desvio de recursos de merenda e material escolares.

O vereador e candidato do PT à Prefeitura, Marcelo Oliveira, ainda criticou o fato de Atila não ter comparecido ao debate. “O prefeito, além de ter sido preso, agora é fugitivo. Não quis participar do debate para discutirmos políticas públicas para a cidade.”

As críticas à gestão Atila foram reproduzidas durante quase todo o debate. Contudo, também sobraram questionamentos sobre o primeiro governo de Donisete, entre 2013 e 2016. O prefeiturável João Veríssimo (PSD) acusou o pedetista de reciclar promessas feitas ainda na campanha de oito anos atrás. “Se ele (Veríssimo) não acreditasse em mim, não teria feito doação eleitoral em 2016, quando fui candidato à reeleição”, respondeu Donisete.

Veríssimo, então, subiu o tom e relembrou o fato de Donisete ter sido citado em delação, em que foi acusado de receber propina da Odebrecht Ambiental. “Em relação à doação eleitoral, foi um dos atos que mais me arrependo na vida. Se tiver um jeito de eu recuperar esse dinheiro, eu vou tentar. Muito tempo depois, o Donisete foi acusado pelo Ministério Público de receber R$ 900 mil ilegalmente da Odebrecht. Se eu soubesse que minha doação não teria finalidade republicana, não teria feito”, rebateu o pessedista, que teve sua passagem pelo governo interino de Alaíde Damo (MDB) relembrada pelo prefeiturável do Psol, André Sapanos – foi secretário de Governo da emedebista.

Questionado pelo Diário sobre propostas para habitação, Ronaldo Pedrosa (PP) prometeu promover processo de regularização fundiária e celebrar parcerias com a iniciativa privada para sanar o deficit habitacional. Na área da educação, Professor Betinho (PSL) se comprometeu a aumentar o número de vagas em creches através de convênios com entidades privadas. Na saúde, Marcelo falou em construir outra UPA, no Parque das Américas.

Além de Atila, não compareceram os candidatos José Roberto Lourencini (PSDB) e Vanessa Damo (MDB). Os demais não foram chamados por que seus partidos não têm representatividade no Congresso.  

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