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Mesmo na pandemia, vendas de imóveis crescem na região

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Após quatro anos de números mornos, comércio de apartamentos, que voltam a ser opção de investimento, cresceu 6,14% até setembro


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

04/11/2020 | 00:07


A pandemia do novo coronavírus acertou em cheio a economia em 2020. O desempenho do setor imobiliário, porém, tem ido na contramão e, após quatro anos de resultados mornos, as vendas iniciam um respiro na região. Dados da pesquisa imobiliária divulgados ontem pela Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC) mostram que o número de vendas de imóveis cresceu 6,14%, entre janeiro e setembro, na comparação com o mesmo período do ano passado, ao passar de 2.195 unidades para 2.328.

“Apesar da pandemia, iniciada em março, tínhamos uma demanda reprimida nos últimos quatro anos. A retomada era esperada para 2021, mas nos surpreendemos com os resultados dos três trimestres de 2020”, assinalou o presidente da Acigabc, Milton Bigucci Junior.

Na avaliação do dirigente, a redução da taxa básica de juros do País, a Selic, que atualmente se encontra em 2%, menor patamar histórico, foi um dos fatores que incentivaram o aumento das vendas. “A taxa mais baixa acabou incentivando a procura por imóvel e também a volta de investidores para o mercado imobiliário, que hoje é mais interessante do que opções de investimentos como renda fixa e poupança, e acaba sendo um investimento mais seguro do que deixar o dinheiro no banco”, afirmou o executivo, também diretor técnico da MBigucci.

Para o vice-presidente da Acigabc, Bruno Patriani, o crescimento da comercialização de unidades no Grande ABC reflete o fato de que investir em imóvel “sempre será a escolha mais segura e rentável, mesmo em tempos de crise”. “A pandemia obrigou que as pessoas ficassem mais tempo em casa, com isso, puderam observar a necessidade de mais espaço e um lugar que se sentissem seguros e confortáveis para trabalhar e estudar”, explicou ele, que também é CEO da Construtora Patriani.

Ajudado pela conjuntura econômica, o setor avançou apesar do tombo de 47,4% nos lançamentos em Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema e Mauá – não há novos empreendimentos comercializados em Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. O número passou de 2.618 para 1.377 apartamentos.

Inicialmente, havia uma perspectiva de que os lançamentos crescessem neste ano. “Mas, com a pandemia, as empresas repensaram os lançamentos e preferiram aguardar o mês de junho, por isso acredito que, até o fechamento deste ano, a diferença de 47% tende a diminuir”, afirmou, destacando que não houve paralisação dos canteiros de obras já iniciadas, porque a atividade é considerada essencial.

Como consequência do aumento de vendas e da queda nos lançamentos, o estoque de imóveis da região enxugou em 47,6%, passando de 2.176 para 1.140 unidades em setembro de 2020. No mesmo mês do ano passado.

PERFIL

Números da Acigabc mostram que, dos 1.377 lançamentos feitos na região este ano, 60% são de imóveis de dois dormitórios e estão dentro da faixa de R$ 240 a R$ 550 mil. Em seguida, aparece a faixa abaixo dos R$ 240 mil com 23% dos lançamentos e, com 12%, os imóveis acima de R$ 900 mil.

Patriani citou que empreendimento no bairro Jardim, em Santo André, teve 100% das suas unidades vendidas em apenas 20 dias, antes mesmo de ser lançado.

“A retomada do setor já aconteceu, e mesmo se os juros aumentarem um pouco, o mercado deve continuar em uma crescente. Considerando tudo o que ocorreu, este tem sido um ano excelente”, analisou Bigucci Junior, que projeta mais oito lançamentos, sendo pelo menos metade no Grande ABC, para os próximos meses.
 



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Mesmo na pandemia, vendas de imóveis crescem na região

Após quatro anos de números mornos, comércio de apartamentos, que voltam a ser opção de investimento, cresceu 6,14% até setembro

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

04/11/2020 | 00:07


A pandemia do novo coronavírus acertou em cheio a economia em 2020. O desempenho do setor imobiliário, porém, tem ido na contramão e, após quatro anos de resultados mornos, as vendas iniciam um respiro na região. Dados da pesquisa imobiliária divulgados ontem pela Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC) mostram que o número de vendas de imóveis cresceu 6,14%, entre janeiro e setembro, na comparação com o mesmo período do ano passado, ao passar de 2.195 unidades para 2.328.

“Apesar da pandemia, iniciada em março, tínhamos uma demanda reprimida nos últimos quatro anos. A retomada era esperada para 2021, mas nos surpreendemos com os resultados dos três trimestres de 2020”, assinalou o presidente da Acigabc, Milton Bigucci Junior.

Na avaliação do dirigente, a redução da taxa básica de juros do País, a Selic, que atualmente se encontra em 2%, menor patamar histórico, foi um dos fatores que incentivaram o aumento das vendas. “A taxa mais baixa acabou incentivando a procura por imóvel e também a volta de investidores para o mercado imobiliário, que hoje é mais interessante do que opções de investimentos como renda fixa e poupança, e acaba sendo um investimento mais seguro do que deixar o dinheiro no banco”, afirmou o executivo, também diretor técnico da MBigucci.

Para o vice-presidente da Acigabc, Bruno Patriani, o crescimento da comercialização de unidades no Grande ABC reflete o fato de que investir em imóvel “sempre será a escolha mais segura e rentável, mesmo em tempos de crise”. “A pandemia obrigou que as pessoas ficassem mais tempo em casa, com isso, puderam observar a necessidade de mais espaço e um lugar que se sentissem seguros e confortáveis para trabalhar e estudar”, explicou ele, que também é CEO da Construtora Patriani.

Ajudado pela conjuntura econômica, o setor avançou apesar do tombo de 47,4% nos lançamentos em Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema e Mauá – não há novos empreendimentos comercializados em Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. O número passou de 2.618 para 1.377 apartamentos.

Inicialmente, havia uma perspectiva de que os lançamentos crescessem neste ano. “Mas, com a pandemia, as empresas repensaram os lançamentos e preferiram aguardar o mês de junho, por isso acredito que, até o fechamento deste ano, a diferença de 47% tende a diminuir”, afirmou, destacando que não houve paralisação dos canteiros de obras já iniciadas, porque a atividade é considerada essencial.

Como consequência do aumento de vendas e da queda nos lançamentos, o estoque de imóveis da região enxugou em 47,6%, passando de 2.176 para 1.140 unidades em setembro de 2020. No mesmo mês do ano passado.

PERFIL

Números da Acigabc mostram que, dos 1.377 lançamentos feitos na região este ano, 60% são de imóveis de dois dormitórios e estão dentro da faixa de R$ 240 a R$ 550 mil. Em seguida, aparece a faixa abaixo dos R$ 240 mil com 23% dos lançamentos e, com 12%, os imóveis acima de R$ 900 mil.

Patriani citou que empreendimento no bairro Jardim, em Santo André, teve 100% das suas unidades vendidas em apenas 20 dias, antes mesmo de ser lançado.

“A retomada do setor já aconteceu, e mesmo se os juros aumentarem um pouco, o mercado deve continuar em uma crescente. Considerando tudo o que ocorreu, este tem sido um ano excelente”, analisou Bigucci Junior, que projeta mais oito lançamentos, sendo pelo menos metade no Grande ABC, para os próximos meses.
 

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