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Preço da gasolina deve baixar até R$ 0,08 na região

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

07/02/2010 | 07:01


O preço do litro da gasolina no Grande ABC deve ser reduzido entre R$ 0,06 e R$ 0,08 a partir deste fim de semana. Isso porque, desde sexta-feira, começou a valer a medida do governo federal para impedir que houvesse mais aumento no combustível, que na última semana chegou a encarecer por conta da redução do percentual de álcool na gasolina, de 25% para 20%.

Com a diminuição em R$ 0,08 na cobrança da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), imposto que incide diretamente no custo da gasolina, o consumidor deve ter alguma economia. O abatimento, porém, não deve ser repassado integralmente.

"Dependemos do desconto que a distribuidora vai dar para saber quanto será repassado para a bomba", explica o presidente do Regran (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do ABCDMRR), Toninho Gonzalez.

Para ele, que também é proprietário do Auto Posto Don Pepe, de Santo André, a determinação do governo deve implicar, inclusive, na baixa do preço do álcool. "Há nove dias o valor do combustível se mantém estável. Acredito que lá para 20 de fevereiro o álcool voltará a ser vantajoso", prevê. Em seu posto o repasse está previsto para amanhã, quando ele fará novo pedido de abastecimento.

Entretanto, no Rimawi Auto Posto, de São Caetano, ao mesmo tempo em que a gasolina chegou mais barata, o etanol veio mais caro. O litro do combustível que na quinta-feira foi vendido pela distribuidora a R$ 2,26, na tarde da sexta-feira saiu por R$ 2,21. "O consumidor que pagou R$ 2,59 na quinta, a partir deste fim de semana vai pagar R$ 2,55", avisa o gerente Luis Gonçalves.

Ele explica que o repasse não deve ser integral porque no aumento da semana passada, de R$ 0,06, o posto segurou R$ 0,01 para que o combustível não chegasse a R$ 2,60.

O álcool, por sua vez, pelo qual na quinta-feira foi pago R$ 1,63, na sexta era vendido a R$ 1,68. "Na bomba, quem pagava R$ 1,89, passa a desembolsar R$ 1,95", diz Gonçalves. "O consumidor tem de fazer conta todos os dias, pois o preço está muito volátil. Tem de andar com a calculadora na mão."

A tendência, porém, é que a gasolina não registre mais aumentos até abril, quando deixa de vigorar a desoneração do tributo e entra a safra do etanol.

MISTURA
A diminuição da mistura do álcool na gasolina, válida desde o início do mês, foi implementada com o intuito de controlar o aumento do preço do etanol, que há cerca de oito meses vem subindo semana a semana.

Os usineiros alegam que a elevação de preço está relacionada à entressafra e à exportação de açúcar para a Índia.

 

Abastecer com gasolina ainda é vantajoso na região

O consumidor do Grande ABC segue abastecendo com gasolina por conta da desvantagem em relação ao etanol. Na região, a média do litro do álcool na última semana saía por R$ 1,82, segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo). A gasolina, por sua vez, era vendida em média por R$ 2,44.

Na relação para descobrir o que é mais vantajoso, a diferença entre os custos dos combustíveis não deve passar de 70%. Multiplicando os R$ 2,44 por 70%, dá R$ 1,70. Em outras palavras, para valer a pena este deveria ser o preço médio do álcool. Na região, o etanol está custando 75% do preço da gasolina.

Com a redução do imposto que incide sobre a gasolina, essa diferença deverá aumentar e a gasolina continuará valendo a pena. "Embora meu veículo rode muito melhor com a gasolina, se o álcool baixasse eu optaria por ele. Mas, enquanto estiver caro desse jeito, continuo com a gasolina", diz o economista Robson Mobis, 47 anos.

Para Mobis, a desoneração do governo é positiva, mas ele acredita que "o repasse para a bomba deve ser bem menor do que o da distribuidora".

A arquiteta Marcia Rocco, 47 anos, está fazendo o teste da troca do etanol pela gasolina pela primeira vez. "Enchi o tanque com gasolina e o combustível já dura dez dias e ainda tenho 1/4 de gasolina. Mesmo assim vou analisar fazendo o mesmo trajeto que fazia com o álcool para comparar a quilometragem", explica. Com qual dos combustíveis o veículo rodar mais quilômetros é o que vale a pena.

BOICOTE
Para o socorrista Luciano de Paula, 28 anos, é incompreensível como o País desenvolve medidas de redução do custo da gasolina, altamente poluente, em vez de ajudar no preço do álcool, combustível limpo.

"Se o álcool foi feito para diminuir a poluição, não faz o menor sentido não haver ajuda do governo para segurar seu preço", desabafa Paula. "O interesse deles é fora do Brasil, dando preferência para a exportação de açúcar em vez de produzir mais álcool e colocar no mercado", complementa.

O socorrista tem abastecido com gasolina, mas deixa evidente sua preferência pelo etanol tanto pela economia quanto pelo meio ambiente. (Soraia Abreu Pedrozo)

Com carro flex, consumidor pode pressionar indústria

"O consumidor tem o poder de mudar o mercado de combustíveis", afirmou o presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Jackson Schneider. Durante coletiva de imprensa para apresentar os resultados da indústria automotiva em janeiro, realizada na quinta-feira, ele disse que o consumidor pode protestar contra a alta no álcool combustível quando utiliza um carro flex, que pode ser movido tanto a gasolina, quanto a álcool.

Segundo Schneider, a decisão é simples. "É só o motorista andar cinco metros dentro do posto e trocar para a bomba de gasolina."

Ele acredita que se todos, com carros flex, fizessem isso, toda a indústria de etanol seria pressionada a baixar os preços.

E o número de carros flex entrando no País demonstra o poder do grupo de proprietários de veículos provedores desta tecnologia. Conforme a Anfavea, em janeiro, 85,3% dos veículos vendidos, ou 172.030 unidades, foram bicombustíveis. Este resultado representa crescimento de 5,1% na comercialização desses automóveis, ante o mesmo mês de 2009.

Só no ano passado, 88,2% dos automóveis vendidos eram flex. Ou seja, são 2.652.298 motores que dão a liberdade ao motorista para escolher qual combustível vai utilizar.(Pedro Souza) 



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