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‘O retrato do setor produtivo da região não é animador’

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

01/11/2020 | 23:59


Na busca por identificar o caminho percorrido pela economia do Grande ABC ao longo de 20 anos, bem como os desafios para seu desenvolvimento, o coordenador do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, Sandro Maskio, lança o livro Políticas de Desenvolvimento Econômico Regional e Inovação Tecnológica – Um Estudo Sobre a Economia do Grande ABC.

“A região responde por aproximadamente 6% do PIB (Produto Interno Bruto) do Estado. Temos estrutura produtiva robusta, apesar das alterações pelas quais passamos nas últimas décadas, a perda de estabelecimentos produtivos e a regressão dos setores de maior intensidade tecnológica.”

Quais perdas o Grande ABC registrou, em termos econômicos, entre as décadas de 1990 e 2010, período que serviu de base para o seu livro?

Especificamente entre os anos de 1990 e 2010, a economia do Grande ABC cresceu à taxa média de aproximadamente 1% ao ano, bastante inferior às economias paulista e brasileira. Com isso, a economia da região reduziu sua participação na economia brasileira de cerca de 3% para aproximadamente 2,20%. Na economia paulista, a redução foi de cerca de 8,5% para 6,8%. O lento crescimento da economia reflete diretamente na vida dos indivíduos por meio do mercado de trabalho e da renda. No mesmo intervalo, o PIB (Produto Interno Bruto) per capita no Grande ABC cresceu apenas cerca de 4,5% em termos reais. No Estado de São Paulo, o crescimento do PIB per capita foi de aproximadamente 40%. No mercado de trabalho a região assistiu à redistribuição setorial dos empregos, com maior crescimento nos segmentos de serviços de baixa intensidade tecnológica. Em grande parte provocada pela combinação entre a reorganização do tecido produtivo da região e a migração de várias unidades de produção para fora do Grande ABC. 

Quais as principais modificações que o setor industrial teve neste período?

Assim como o setor industrial brasileiro, o parque fabril do Grande ABC adotou estratégias defensivas a partir do início da década de 1990. A necessidade de priorizar a eficiência operacional frente à nova dinâmica econômica estabelecida pós-abertura econômica levou o setor a encolher suas estruturas, rever as escalas de produção e a dimensão das plantas produtivas, para viabilizar a continuidade de suas operações no mercado. Nas últimas décadas, o setor industrial sofreu o que chamamos de especialização regressiva. Ou seja, a retração na participação dos setores de maior intensidade tecnológica, ampliando a concentração das atividades industriais nos setores de média baixa e baixa intensidade tecnológica. Este movimento também ocorreu na indústria do Grande ABC. Este reposicionamento do setor produtivo da região em segmentos de menor intensidade tecnológica nos últimos 30 anos, inclusive no Grande ABC, é um dos principais reflexos negativos da ausência de uma política de longo prazo, especialmente de uma política federal. 

Nesse período, como ficou a interação das empresas com centros de pesquisa, universidades e institutos de ensaio?

Os dados tabulados da Pesquisa de Inovação Tecnológica do IBGE para a região, para as edições entre 2000 e 2014, apresentadas no livro, apontam que há uma grande fragilidade nesta interação. Ao se avaliar as fontes de informação utilizadas pelas empresas que realizaram inovação, segundo a pesquisa, aparecem com menor grau de importância as relações com as instituições de testes e ensaios, com os institutos de pesquisa e centros tecnológicos e as universidades. O que revela o tamanho do desafio presente na região para a constituição de um ambiente profícuo para o desenvolvimento tecnológico e de inovação. 

Como foi o desempenho inovativo do setor produtivo nas últimas décadas?

Se olharmos os indicadores agregados que procuram caracterizar a dinâmica de inovação, o retrato do setor produtivo do Grande ABC nas últimas décadas não é animador. Entre fins da década de 1990 e meados da década de 2010, os dados apontam trajetória de redução dos gastos das empresas com P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) em relação à receita líquida das empresas. Ou seja, o grande desafio, quando se pensa em políticas públicas de fomento ao desenvolvimento produtivo e tecnológico, em nível regional, está na criação de ambientes que favoreçam um amplo movimento de difusão tecnológica, possibilitando que os efeitos de transbordamento multipliquem os efeitos positivos sobre a cadeia produtiva e, consequentemente, sobre o desempenho competitivo da região. 

As políticas públicas dos últimos anos na região influenciaram diretamente os setores econômicos?

Não podemos dizer que as inciativas adotadas e os esforços realizados não tenham tido nenhum tipo de resultado, ainda que pontuais e estanques em determinados períodos. É difícil mensurar os efeitos de ações adotadas, a exemplo das ações com vistas a fortalecer algumas cadeias produtivas locais por meio da formação de APLs (Arranjos Produtivos Locais), pois a falta de continuidade e de métricas de avaliação das mesmas, não fornecem elementos sólidos para tal.

Além da indústria, quais os segmentos da economia que caíram e os que cresceram entre as sete cidades?

O setor de serviços, sem dúvida, foi o que apresentou maior ampliação em sua participação na economia local. Puxado especialmente pelos denominados serviços industriais, como logística, manutenção, serviços técnicos profissionais, por exemplo. Esta expansão é reflexo das estratégias defensivas adotadas pelas empresas a partir da década de 1990, com vistas à melhoria da eficiência operacional, que levou ao esforço de enxugamento das unidades industriais e ao movimento de transferência das atividades que não pertenciam ao core business a empresas prestadoras de serviços. Apesar da expansão do setor de serviços, o subsetor de serviços avançados, que incorpora maior intensidade tecnológica, não decolou na região. 

Que leitura faz da região, do viés econômico, desde o início desta pandemia?

Como não poderia deixar de ser, a economia da região também sofreu com os efeitos das ações de distanciamento e redução do fluxo de pessoas, com impacto em todos os setores. Especificamente o setor industrial, que ainda tem um peso mais acentuado na economia regional que no Estado de São Paulo e no Brasil, sentiu tanto a retração da demanda do mercado doméstico como externo. Os efeitos podem ser observados pela queda dos empregos formais nos diferentes setores, tendo sido mais fortes no setor industrial. Embora não tenhamos mais um índice de desemprego específico para o Grande ABC, os dados de desemprego da Região Metropolitana de São Paulo, próximo de 14% da força de trabalho, são uma razoável proxy para compreender os efeitos desta retração sobre o mercado de trabalho local. 

Quanto tempo levará para que o cenário demonstre sinais de recuperação?

A retomada da economia, a curto prazo, dependerá especialmente da retomada da circulação de pessoas e/ou readequação dos protocolos de convivência. Ao menos até que seja descoberta uma vacina eficaz que combata o coronavírus, e se providencie uma vacinação em massa, o que também leva tempo. Especular em quanto tempo voltaremos a ter o mesmo nível de produção de riqueza que nos períodos precedentes à crise provocada pela pandemia, ou retomaremos os cerca de 30 mil empregos formais perdidos na região, seria exercício arbitrário.

O Grande ABC continua a ser polo importante do Estado de São Paulo mesmo perdendo tantas empresas?

Sim. Ainda respondemos por aproximadamente 6% do PIB do Estado de São Paulo. Temos uma estrutura produtiva robusta, apesar das alterações pelas quais passamos nas últimas décadas, a perda de estabelecimentos produtivos e a regressão, no agregado, dos setores de maior intensidade tecnológica. Apesar de sermos uma região ainda destacada, isso não quer dizer que a economia regional não tenha desafios importantes a serem encarados em sua trajetória. Não dá para apostar que, ao longo do tempo, a economia regional continuará sendo diferenciada, dado a sua condição história de ter abrigado grande parte do esforço de industrialização do País no século XX. O principal desafio, na minha avaliação, consiste na necessidade de ampliar a competitividade regional. O que contempla conseguir preservar a estrutura produtiva existente, criar condições para o desenvolvimento produtivo desta estrutura, olhando tanto os grandes como médios e pequenos empreendimentos, e atrair novos setores e atividades, em especial aqueles capazes de gerar elevado valor adicionado. Neste sentido, avaliando as mudanças ocorridas no padrão produtivo e competitivo na economia global, se mostra tão importante a ampliação das competências tecnológicas e inovativas à economia.

Conseguimos traçar um cenário para os próximos anos?

Acredito que não teremos grandes alterações estruturais na economia regional, mas teremos desempenho melhor do que no período 2010 a 2020. Este intervalo foi marcado por uma forte recessão, especialmente entre 2015 e 2017 na região, e neste ano de 2020 estamos vivenciando os efeitos econômicos da pandemia. Com uma grande capacidade produtiva ociosa, a retomada da vida social e, consequentemente, da atividade econômica nos próximos períodos, possibilitará a ampliação do volume de produção sem grandes esforços de investimento. Julgo que conseguiremos retomar o nível de geração de riqueza, que se retraiu, principalmente entre 2015 e este ano de 2020. Se queremos pensar na melhoria da competitividade da economia do Grande ABC, temos que pensar a longo prazo. 



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‘O retrato do setor produtivo da região não é animador’

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

01/11/2020 | 23:59


Na busca por identificar o caminho percorrido pela economia do Grande ABC ao longo de 20 anos, bem como os desafios para seu desenvolvimento, o coordenador do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, Sandro Maskio, lança o livro Políticas de Desenvolvimento Econômico Regional e Inovação Tecnológica – Um Estudo Sobre a Economia do Grande ABC.

“A região responde por aproximadamente 6% do PIB (Produto Interno Bruto) do Estado. Temos estrutura produtiva robusta, apesar das alterações pelas quais passamos nas últimas décadas, a perda de estabelecimentos produtivos e a regressão dos setores de maior intensidade tecnológica.”

Quais perdas o Grande ABC registrou, em termos econômicos, entre as décadas de 1990 e 2010, período que serviu de base para o seu livro?

Especificamente entre os anos de 1990 e 2010, a economia do Grande ABC cresceu à taxa média de aproximadamente 1% ao ano, bastante inferior às economias paulista e brasileira. Com isso, a economia da região reduziu sua participação na economia brasileira de cerca de 3% para aproximadamente 2,20%. Na economia paulista, a redução foi de cerca de 8,5% para 6,8%. O lento crescimento da economia reflete diretamente na vida dos indivíduos por meio do mercado de trabalho e da renda. No mesmo intervalo, o PIB (Produto Interno Bruto) per capita no Grande ABC cresceu apenas cerca de 4,5% em termos reais. No Estado de São Paulo, o crescimento do PIB per capita foi de aproximadamente 40%. No mercado de trabalho a região assistiu à redistribuição setorial dos empregos, com maior crescimento nos segmentos de serviços de baixa intensidade tecnológica. Em grande parte provocada pela combinação entre a reorganização do tecido produtivo da região e a migração de várias unidades de produção para fora do Grande ABC. 

Quais as principais modificações que o setor industrial teve neste período?

Assim como o setor industrial brasileiro, o parque fabril do Grande ABC adotou estratégias defensivas a partir do início da década de 1990. A necessidade de priorizar a eficiência operacional frente à nova dinâmica econômica estabelecida pós-abertura econômica levou o setor a encolher suas estruturas, rever as escalas de produção e a dimensão das plantas produtivas, para viabilizar a continuidade de suas operações no mercado. Nas últimas décadas, o setor industrial sofreu o que chamamos de especialização regressiva. Ou seja, a retração na participação dos setores de maior intensidade tecnológica, ampliando a concentração das atividades industriais nos setores de média baixa e baixa intensidade tecnológica. Este movimento também ocorreu na indústria do Grande ABC. Este reposicionamento do setor produtivo da região em segmentos de menor intensidade tecnológica nos últimos 30 anos, inclusive no Grande ABC, é um dos principais reflexos negativos da ausência de uma política de longo prazo, especialmente de uma política federal. 

Nesse período, como ficou a interação das empresas com centros de pesquisa, universidades e institutos de ensaio?

Os dados tabulados da Pesquisa de Inovação Tecnológica do IBGE para a região, para as edições entre 2000 e 2014, apresentadas no livro, apontam que há uma grande fragilidade nesta interação. Ao se avaliar as fontes de informação utilizadas pelas empresas que realizaram inovação, segundo a pesquisa, aparecem com menor grau de importância as relações com as instituições de testes e ensaios, com os institutos de pesquisa e centros tecnológicos e as universidades. O que revela o tamanho do desafio presente na região para a constituição de um ambiente profícuo para o desenvolvimento tecnológico e de inovação. 

Como foi o desempenho inovativo do setor produtivo nas últimas décadas?

Se olharmos os indicadores agregados que procuram caracterizar a dinâmica de inovação, o retrato do setor produtivo do Grande ABC nas últimas décadas não é animador. Entre fins da década de 1990 e meados da década de 2010, os dados apontam trajetória de redução dos gastos das empresas com P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) em relação à receita líquida das empresas. Ou seja, o grande desafio, quando se pensa em políticas públicas de fomento ao desenvolvimento produtivo e tecnológico, em nível regional, está na criação de ambientes que favoreçam um amplo movimento de difusão tecnológica, possibilitando que os efeitos de transbordamento multipliquem os efeitos positivos sobre a cadeia produtiva e, consequentemente, sobre o desempenho competitivo da região. 

As políticas públicas dos últimos anos na região influenciaram diretamente os setores econômicos?

Não podemos dizer que as inciativas adotadas e os esforços realizados não tenham tido nenhum tipo de resultado, ainda que pontuais e estanques em determinados períodos. É difícil mensurar os efeitos de ações adotadas, a exemplo das ações com vistas a fortalecer algumas cadeias produtivas locais por meio da formação de APLs (Arranjos Produtivos Locais), pois a falta de continuidade e de métricas de avaliação das mesmas, não fornecem elementos sólidos para tal.

Além da indústria, quais os segmentos da economia que caíram e os que cresceram entre as sete cidades?

O setor de serviços, sem dúvida, foi o que apresentou maior ampliação em sua participação na economia local. Puxado especialmente pelos denominados serviços industriais, como logística, manutenção, serviços técnicos profissionais, por exemplo. Esta expansão é reflexo das estratégias defensivas adotadas pelas empresas a partir da década de 1990, com vistas à melhoria da eficiência operacional, que levou ao esforço de enxugamento das unidades industriais e ao movimento de transferência das atividades que não pertenciam ao core business a empresas prestadoras de serviços. Apesar da expansão do setor de serviços, o subsetor de serviços avançados, que incorpora maior intensidade tecnológica, não decolou na região. 

Que leitura faz da região, do viés econômico, desde o início desta pandemia?

Como não poderia deixar de ser, a economia da região também sofreu com os efeitos das ações de distanciamento e redução do fluxo de pessoas, com impacto em todos os setores. Especificamente o setor industrial, que ainda tem um peso mais acentuado na economia regional que no Estado de São Paulo e no Brasil, sentiu tanto a retração da demanda do mercado doméstico como externo. Os efeitos podem ser observados pela queda dos empregos formais nos diferentes setores, tendo sido mais fortes no setor industrial. Embora não tenhamos mais um índice de desemprego específico para o Grande ABC, os dados de desemprego da Região Metropolitana de São Paulo, próximo de 14% da força de trabalho, são uma razoável proxy para compreender os efeitos desta retração sobre o mercado de trabalho local. 

Quanto tempo levará para que o cenário demonstre sinais de recuperação?

A retomada da economia, a curto prazo, dependerá especialmente da retomada da circulação de pessoas e/ou readequação dos protocolos de convivência. Ao menos até que seja descoberta uma vacina eficaz que combata o coronavírus, e se providencie uma vacinação em massa, o que também leva tempo. Especular em quanto tempo voltaremos a ter o mesmo nível de produção de riqueza que nos períodos precedentes à crise provocada pela pandemia, ou retomaremos os cerca de 30 mil empregos formais perdidos na região, seria exercício arbitrário.

O Grande ABC continua a ser polo importante do Estado de São Paulo mesmo perdendo tantas empresas?

Sim. Ainda respondemos por aproximadamente 6% do PIB do Estado de São Paulo. Temos uma estrutura produtiva robusta, apesar das alterações pelas quais passamos nas últimas décadas, a perda de estabelecimentos produtivos e a regressão, no agregado, dos setores de maior intensidade tecnológica. Apesar de sermos uma região ainda destacada, isso não quer dizer que a economia regional não tenha desafios importantes a serem encarados em sua trajetória. Não dá para apostar que, ao longo do tempo, a economia regional continuará sendo diferenciada, dado a sua condição história de ter abrigado grande parte do esforço de industrialização do País no século XX. O principal desafio, na minha avaliação, consiste na necessidade de ampliar a competitividade regional. O que contempla conseguir preservar a estrutura produtiva existente, criar condições para o desenvolvimento produtivo desta estrutura, olhando tanto os grandes como médios e pequenos empreendimentos, e atrair novos setores e atividades, em especial aqueles capazes de gerar elevado valor adicionado. Neste sentido, avaliando as mudanças ocorridas no padrão produtivo e competitivo na economia global, se mostra tão importante a ampliação das competências tecnológicas e inovativas à economia.

Conseguimos traçar um cenário para os próximos anos?

Acredito que não teremos grandes alterações estruturais na economia regional, mas teremos desempenho melhor do que no período 2010 a 2020. Este intervalo foi marcado por uma forte recessão, especialmente entre 2015 e 2017 na região, e neste ano de 2020 estamos vivenciando os efeitos econômicos da pandemia. Com uma grande capacidade produtiva ociosa, a retomada da vida social e, consequentemente, da atividade econômica nos próximos períodos, possibilitará a ampliação do volume de produção sem grandes esforços de investimento. Julgo que conseguiremos retomar o nível de geração de riqueza, que se retraiu, principalmente entre 2015 e este ano de 2020. Se queremos pensar na melhoria da competitividade da economia do Grande ABC, temos que pensar a longo prazo. 

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