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Construção civil e a ética sustentável


Do Diário do Grande ABC

31/10/2020 | 00:23


Em mundo em constante transformação, é preciso refletir sobre o protagonismo da sustentabilidade e quais os impactos desse amplo conceito em mercados relevantes para a economia do País, como a construção civil. A construção civil caminha para a compreensão de que é fundamental incluir a ética sustentável como meio potencializador de crescimento e viabilidade econômica. Reduzir os impactos ambientais, garantir a qualidade de vida das pessoas e fomentar a transparência financeira com foco na divulgação dos indicadores de desempenho socioambientais são requisitos imprescindíveis.

As práticas precisam começar no centro de cada agente e devem contemplar o exercício da consciência desde o planejamento das ações, que são tanto nas obras quanto no dia a dia das empresas. Contamos com construtechs, que são as startups> da construção civil, focadas no desenvolvimento de soluções tecnológicas capazes de atender a essa grande demanda por eficiência para minimizar os danos, que vão desde o consumo excessivo dos recursos naturais até a necessidade da digitalização das plantas nos canteiros.

Todo esse movimento deve começar de dentro para fora. Isso é, tem que estar presente nas práticas das indústrias e de toda a cadeia envolvida no setor. Esse é o caminho da efetividade porque, dessa forma, se faz possível modificar um padrão cultural de consumo arraigado há anos no nosso mercado. E, quando olhamos ‘para dentro’, compreendemos a importância de resolvermos questões como o gasto excessivo de energia elétrica. Ter matriz energética sustentável, com fontes limpas como a eólica e a solar, evita a emissão de toneladas de CO2, que alteram o clima, causando fortes chuvas ou secas extremas. Trata-se de mudança de consumo que permite o pertencimento a uma categoria de ‘empresa B’, que são organizações cientes de sua responsabilidade frente aos impactos socioambientais.

Formas inteligentes de atuar trazem a prática de ações para a redução dos resíduos, consumo de água, logística reversa das embalagens, tratamento e reaproveitamento de efluentes, saúde e segurança, diversidade e igualdade de oportunidades e ainda a necessidade da servitização, com soluções que incluem a população de baixa renda. Ter ética sustentável significa assumir a responsabilidade e esse movimento decorre da sinergia entre o propósito da empresa e o seu papel na sociedade. A cadeia que compõe o mercado de construção civil deve ressignificar seus objetivos para chegar à compreensão de que não se trata de construir ou melhorar as habitações, mas sim de transformar a vida de milhões de pessoas.

Marcos Campos Bicudo é presidente da empresa de impermeabilização Vedacit.


PALAVRA DO LEITOR

Abuso?
Como munícipe, observo a campanha eleitoral que se desenrola em São Bernardo. E noto que está havendo abuso de poder econômico, principalmente por parte do candidato à reeleição Orlando Morando. Cito dois exemplos: o primeiro é que dia 14, um candidato a vereador, com reduto no Parque Selecta, fez carreata com aparelhagem de som e no qual deveria ter uns 100 automóveis. Pergunto: quem financiou todo o gasto com combustível para esses veículos? Segundo: estando eu na Marechal Deodoro, no Centro, eis que aparece passeata que deveria ter umas 500 pessoas, com bandeiras e distribuindo santinhos. Quem pagou esse pessoal? Sendo assim, pergunto ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) se está havendo fiscalização para evitar o abuso de poder econômico dos candidatos?
Copiniano de Souza
São Bernardo

Saúde
Li que a cobrança retroativa de reajustes de planos de saúde deverá ser parcelada. Espero que, devido à pandemia, as operadoras e a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) estejam atentas aos aumentos, para que não sejam abusivos e muito maiores que a inflação, devido à situação financeira de grande parte das pessoas, que se esforçam para manter os planos. Ninguém das operadoras nem a ANS deixam claro como são feitos os cálculos que determinam o valor dos reajustes. E os políticos não nos defendem neste particular. Pelo contrário.
Tânia Tavares
Capital

BolsoDoria
Desprezando, ofendendo e afrontando o povo de São Paulo, que o elegeu, mais uma vez Jair Bolsonaro diz que não vai comprar as 46 milhões de doses da vacina chinesa Coronavac! Este presidente, que até aqui tem se lixado para a pandemia e com as famílias dos quase 160 mil mortos, calcula que essa decisão penaliza seu suposto concorrente ao Planalto em 2022, o governador João Doria. Porém, surge luz de indignação: a do vice e general Hamilton Mourão, que, apesar de não ter a caneta de presidente, mas ao lado da ciência, contraria Bolsonaro quando diz à revista Veja que ‘lógico que vai comprar vacina feita na China’! Ou seja, não somente dá basta a essa insanidade do presidente, como fica a impressão de que a maioria dos militares engajados em postos-chaves deste desgoverno não aguenta mais essa falta de zelo institucional de Bolsonaro. O povo brasileiro está órfão de presidente.
Paulo Panossian
São Carlos (SP)

Espetacular
Além da excepcional equipe, o Flamengo tem a sorte de campeão. Hugo, o goleiro, está pegando inclusive pensamento. No jogo contra o Athletico-PR, brilhou até no pênalti, que o VAR validou. Hugo avançou antes da batida da penalidade máxima e o correto seria repetir.
Humberto Schuwartz Soares
Vila Velha (ES)

Saudades do Zé Gotinha
Cadê o Zé Gotinha? O personagem, criado em 1986, pelo artista plástico Darlan Rosa, foi por muito tempo ícone da vacinação contra a poliomielite (paralisia infantil). Todos os anos ele aparecia na TV, nos postos de saúde, desfilava de caminhão de bombeiros. Trabalhava duro para incentivar os pais a levarem seus filhos para a imunização e também para que as crianças não tivessem medo de tomar o medicamento. E sua função foi muito bem executada, tanto que o último caso da doença em solo brasileiro foi registrado em 1989. E em 1994 o Brasil recebeu da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) o título de área livre da pólio. Agora, em tempos de desconfiança contra as vacinas, o governo do Estado tem de ampliar o prazo de fornecimento do imunizante, porque só 39,6% das crianças com até 5 anos foram vacinadas. Ou seja, mais de 60% correm risco de serem infectadas por vírus que ainda circula em 23 países do mundo por ignorância ou desleixo de seus pais. Zé Gotinha, não sei onde você está, mas fique por aí. Se reaparecer você corre risco de ser atacado nas ruas, apedrejado ou taxado de ‘comunista’ ou ‘de esquerdista’.
Beatriz Santos
São Caetano



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Construção civil e a ética sustentável

Do Diário do Grande ABC

31/10/2020 | 00:23


Em mundo em constante transformação, é preciso refletir sobre o protagonismo da sustentabilidade e quais os impactos desse amplo conceito em mercados relevantes para a economia do País, como a construção civil. A construção civil caminha para a compreensão de que é fundamental incluir a ética sustentável como meio potencializador de crescimento e viabilidade econômica. Reduzir os impactos ambientais, garantir a qualidade de vida das pessoas e fomentar a transparência financeira com foco na divulgação dos indicadores de desempenho socioambientais são requisitos imprescindíveis.

As práticas precisam começar no centro de cada agente e devem contemplar o exercício da consciência desde o planejamento das ações, que são tanto nas obras quanto no dia a dia das empresas. Contamos com construtechs, que são as startups> da construção civil, focadas no desenvolvimento de soluções tecnológicas capazes de atender a essa grande demanda por eficiência para minimizar os danos, que vão desde o consumo excessivo dos recursos naturais até a necessidade da digitalização das plantas nos canteiros.

Todo esse movimento deve começar de dentro para fora. Isso é, tem que estar presente nas práticas das indústrias e de toda a cadeia envolvida no setor. Esse é o caminho da efetividade porque, dessa forma, se faz possível modificar um padrão cultural de consumo arraigado há anos no nosso mercado. E, quando olhamos ‘para dentro’, compreendemos a importância de resolvermos questões como o gasto excessivo de energia elétrica. Ter matriz energética sustentável, com fontes limpas como a eólica e a solar, evita a emissão de toneladas de CO2, que alteram o clima, causando fortes chuvas ou secas extremas. Trata-se de mudança de consumo que permite o pertencimento a uma categoria de ‘empresa B’, que são organizações cientes de sua responsabilidade frente aos impactos socioambientais.

Formas inteligentes de atuar trazem a prática de ações para a redução dos resíduos, consumo de água, logística reversa das embalagens, tratamento e reaproveitamento de efluentes, saúde e segurança, diversidade e igualdade de oportunidades e ainda a necessidade da servitização, com soluções que incluem a população de baixa renda. Ter ética sustentável significa assumir a responsabilidade e esse movimento decorre da sinergia entre o propósito da empresa e o seu papel na sociedade. A cadeia que compõe o mercado de construção civil deve ressignificar seus objetivos para chegar à compreensão de que não se trata de construir ou melhorar as habitações, mas sim de transformar a vida de milhões de pessoas.

Marcos Campos Bicudo é presidente da empresa de impermeabilização Vedacit.


PALAVRA DO LEITOR

Abuso?
Como munícipe, observo a campanha eleitoral que se desenrola em São Bernardo. E noto que está havendo abuso de poder econômico, principalmente por parte do candidato à reeleição Orlando Morando. Cito dois exemplos: o primeiro é que dia 14, um candidato a vereador, com reduto no Parque Selecta, fez carreata com aparelhagem de som e no qual deveria ter uns 100 automóveis. Pergunto: quem financiou todo o gasto com combustível para esses veículos? Segundo: estando eu na Marechal Deodoro, no Centro, eis que aparece passeata que deveria ter umas 500 pessoas, com bandeiras e distribuindo santinhos. Quem pagou esse pessoal? Sendo assim, pergunto ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) se está havendo fiscalização para evitar o abuso de poder econômico dos candidatos?
Copiniano de Souza
São Bernardo

Saúde
Li que a cobrança retroativa de reajustes de planos de saúde deverá ser parcelada. Espero que, devido à pandemia, as operadoras e a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) estejam atentas aos aumentos, para que não sejam abusivos e muito maiores que a inflação, devido à situação financeira de grande parte das pessoas, que se esforçam para manter os planos. Ninguém das operadoras nem a ANS deixam claro como são feitos os cálculos que determinam o valor dos reajustes. E os políticos não nos defendem neste particular. Pelo contrário.
Tânia Tavares
Capital

BolsoDoria
Desprezando, ofendendo e afrontando o povo de São Paulo, que o elegeu, mais uma vez Jair Bolsonaro diz que não vai comprar as 46 milhões de doses da vacina chinesa Coronavac! Este presidente, que até aqui tem se lixado para a pandemia e com as famílias dos quase 160 mil mortos, calcula que essa decisão penaliza seu suposto concorrente ao Planalto em 2022, o governador João Doria. Porém, surge luz de indignação: a do vice e general Hamilton Mourão, que, apesar de não ter a caneta de presidente, mas ao lado da ciência, contraria Bolsonaro quando diz à revista Veja que ‘lógico que vai comprar vacina feita na China’! Ou seja, não somente dá basta a essa insanidade do presidente, como fica a impressão de que a maioria dos militares engajados em postos-chaves deste desgoverno não aguenta mais essa falta de zelo institucional de Bolsonaro. O povo brasileiro está órfão de presidente.
Paulo Panossian
São Carlos (SP)

Espetacular
Além da excepcional equipe, o Flamengo tem a sorte de campeão. Hugo, o goleiro, está pegando inclusive pensamento. No jogo contra o Athletico-PR, brilhou até no pênalti, que o VAR validou. Hugo avançou antes da batida da penalidade máxima e o correto seria repetir.
Humberto Schuwartz Soares
Vila Velha (ES)

Saudades do Zé Gotinha
Cadê o Zé Gotinha? O personagem, criado em 1986, pelo artista plástico Darlan Rosa, foi por muito tempo ícone da vacinação contra a poliomielite (paralisia infantil). Todos os anos ele aparecia na TV, nos postos de saúde, desfilava de caminhão de bombeiros. Trabalhava duro para incentivar os pais a levarem seus filhos para a imunização e também para que as crianças não tivessem medo de tomar o medicamento. E sua função foi muito bem executada, tanto que o último caso da doença em solo brasileiro foi registrado em 1989. E em 1994 o Brasil recebeu da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) o título de área livre da pólio. Agora, em tempos de desconfiança contra as vacinas, o governo do Estado tem de ampliar o prazo de fornecimento do imunizante, porque só 39,6% das crianças com até 5 anos foram vacinadas. Ou seja, mais de 60% correm risco de serem infectadas por vírus que ainda circula em 23 países do mundo por ignorância ou desleixo de seus pais. Zé Gotinha, não sei onde você está, mas fique por aí. Se reaparecer você corre risco de ser atacado nas ruas, apedrejado ou taxado de ‘comunista’ ou ‘de esquerdista’.
Beatriz Santos
São Caetano

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