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Floriculturas projetam retomada em Finados

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Expectativa é faturar 10% mais, apesar da pandemia e alta nos preços devido à oferta menor


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

31/10/2020 | 00:04


Fortemente afetadas pela pandemia do novo coronavírus, floriculturas situadas no entorno de cemitérios do Grande ABC têm a expectativa de, no Dia de Finados, recuperar parte do prejuízo que vêm acumulando desde abril e da limitação de acesso às necrópoles pelo risco de aglomeração e propagação da Covid-19 em sepultamentos.

Com a flexibilização do isolamento físico, a projeção é faturar até 70% mais do que nos dias da pandemia e até 10% acima da mesma data no ano passado – ainda que o feriado caia na segunda-feira, o que configura fim de semana prolongado, combinação geralmente temida pelos comerciantes de flores, já que muita gente costuma viajar. “Quem sabe agora não acontece isso, pois o tempo está chuvoso e frio, e as pessoas ainda têm medo de viajar por causa do coronavírus. Como os cemitérios estão tomando todos os cuidados sanitários necessários, acredito que teremos boa procura”, avalia Gabriela Barros, vendedora da Margarete Flores, situada próximo ao Cemitério da Saudade na Vila Assunção, em Santo André.

A receita maior esperada para Finados não se deverá, necessariamente, a um volume maior de vendas, mas ao preço mais salgado. A pandemia fez com que a produção de flores diminuísse entre 20% e 30%, conforme explica o consultor Hélio Junqueira, da Hortica Consultoria e Inteligência de Mercado, parceira do Sindiflores (Sindicato do Comércio Varejista de Flores e Plantas Ornamentais de São Paulo), que neste ano, em virtude do cenário, não realizou a tradicional pesquisa com expectativa para a data – uma das mais importantes para o setor, atrás de Dia das Mães e Dia dos Namorados, que decepcionaram o segmento.

“A produção é planejada com antecedência, por exemplo, de três a quatro meses antes da data já se inicia o plantio. Mas com a pandemia e a suspensão da realização de festas e casamentos, o setor sentiu muito o freio na demanda de flores de corte, que também tradicionalmente tinham saída nos dias das Mães, da Mulher e dos Namorados. Os produtores, então, a fim de evitar o desperdício, reduziram o plantio”, avalia Junqueira. “Portanto, mesmo com o otimismo diante da reabertura dos cemitérios, as floriculturas ainda estão longe de recuperar o que perderam ao longo do ano.”

A vedete para o Dia de Finados é o vaso de crisântemos, com preços que partem de R$ 8. O de violeta, a partir de R$ 6, e o de kalanchoe, R$ 8, também têm saída. Nem todos os estabelecimentos repassaram os aumentos, que variam entre 10% e 15%, até pela concorrência com os supermercados, aponta o consultor. Porém, como o valor dos produtos é inferior aos eleitos em outras datas, cujas opções podem variar, na média, de R$ 60 a R$ 120, o faturamento também é inferior.

COROAS

Apesar de os sepultamentos terem sido prejudicados na tentativa de inibir o risco de contágio da Covid-19, sem velório, com número limitado de pessoas e enterro abreviado, Mauro Theodoro, proprietário da Floricultura Priscila, situado próximo ao Cemitério da Vila Euclides, em São Bernardo, conta que se surpreendeu com o aumento de 40% na encomenda de coroas. “É um crescimento que se dá a partir de uma notícia triste para muita gente, mas que faz parte do nosso negócio”, conta. Como muita gente não pode se despedir dos entes queridos, a busca por esse tipo de flor disparou. Hoje, ele contabiliza em torno de 350 coroas por mês, que custam a partir de R$ 187.

Para segunda, a expectativa também é otimista. “O tempo chuvoso deverá nos ajudar a vender muitos vasos de crisântemos, que não tiveram preços alterados”, diz Theodoro. 



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Floriculturas projetam retomada em Finados

Expectativa é faturar 10% mais, apesar da pandemia e alta nos preços devido à oferta menor

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

31/10/2020 | 00:04


Fortemente afetadas pela pandemia do novo coronavírus, floriculturas situadas no entorno de cemitérios do Grande ABC têm a expectativa de, no Dia de Finados, recuperar parte do prejuízo que vêm acumulando desde abril e da limitação de acesso às necrópoles pelo risco de aglomeração e propagação da Covid-19 em sepultamentos.

Com a flexibilização do isolamento físico, a projeção é faturar até 70% mais do que nos dias da pandemia e até 10% acima da mesma data no ano passado – ainda que o feriado caia na segunda-feira, o que configura fim de semana prolongado, combinação geralmente temida pelos comerciantes de flores, já que muita gente costuma viajar. “Quem sabe agora não acontece isso, pois o tempo está chuvoso e frio, e as pessoas ainda têm medo de viajar por causa do coronavírus. Como os cemitérios estão tomando todos os cuidados sanitários necessários, acredito que teremos boa procura”, avalia Gabriela Barros, vendedora da Margarete Flores, situada próximo ao Cemitério da Saudade na Vila Assunção, em Santo André.

A receita maior esperada para Finados não se deverá, necessariamente, a um volume maior de vendas, mas ao preço mais salgado. A pandemia fez com que a produção de flores diminuísse entre 20% e 30%, conforme explica o consultor Hélio Junqueira, da Hortica Consultoria e Inteligência de Mercado, parceira do Sindiflores (Sindicato do Comércio Varejista de Flores e Plantas Ornamentais de São Paulo), que neste ano, em virtude do cenário, não realizou a tradicional pesquisa com expectativa para a data – uma das mais importantes para o setor, atrás de Dia das Mães e Dia dos Namorados, que decepcionaram o segmento.

“A produção é planejada com antecedência, por exemplo, de três a quatro meses antes da data já se inicia o plantio. Mas com a pandemia e a suspensão da realização de festas e casamentos, o setor sentiu muito o freio na demanda de flores de corte, que também tradicionalmente tinham saída nos dias das Mães, da Mulher e dos Namorados. Os produtores, então, a fim de evitar o desperdício, reduziram o plantio”, avalia Junqueira. “Portanto, mesmo com o otimismo diante da reabertura dos cemitérios, as floriculturas ainda estão longe de recuperar o que perderam ao longo do ano.”

A vedete para o Dia de Finados é o vaso de crisântemos, com preços que partem de R$ 8. O de violeta, a partir de R$ 6, e o de kalanchoe, R$ 8, também têm saída. Nem todos os estabelecimentos repassaram os aumentos, que variam entre 10% e 15%, até pela concorrência com os supermercados, aponta o consultor. Porém, como o valor dos produtos é inferior aos eleitos em outras datas, cujas opções podem variar, na média, de R$ 60 a R$ 120, o faturamento também é inferior.

COROAS

Apesar de os sepultamentos terem sido prejudicados na tentativa de inibir o risco de contágio da Covid-19, sem velório, com número limitado de pessoas e enterro abreviado, Mauro Theodoro, proprietário da Floricultura Priscila, situado próximo ao Cemitério da Vila Euclides, em São Bernardo, conta que se surpreendeu com o aumento de 40% na encomenda de coroas. “É um crescimento que se dá a partir de uma notícia triste para muita gente, mas que faz parte do nosso negócio”, conta. Como muita gente não pode se despedir dos entes queridos, a busca por esse tipo de flor disparou. Hoje, ele contabiliza em torno de 350 coroas por mês, que custam a partir de R$ 187.

Para segunda, a expectativa também é otimista. “O tempo chuvoso deverá nos ajudar a vender muitos vasos de crisântemos, que não tiveram preços alterados”, diz Theodoro. 

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