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Futuro árido bate à porta


Do Diário do Grande ABC

29/10/2020 | 23:59


A recuperação do emprego vai ser fundamental para o Brasil suportar a crise econômica que certamente virá no encalço da pandemia, quando o País finalmente encerrar o estado de calamidade em que se encontra desde 20 de março por causa dos efeitos do novo coronavírus. A existência de 13,5 milhões de desempregados, segundo os cálculos mais recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), provocará impactos sociais gravíssimos, principalmente nos serviços públicos. É por isso que o aumento nas contratações no Grande ABC em setembro, apontado pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), traz certo alento.

O desempenho do emprego nas sete cidades, aliás, foi excepcional, registrando o maior saldo de vagas formais para setembro em 13 anos. Foram criados no mês passado 5.135 postos de trabalho na região – o volume só foi superado pelos 5.806 do verificado no já longínquo 2007. Com alguma renda mensal garantida, será menos difícil atravessar a turbulência que se avizinha no horizonte. Os indicadores macroeconômicos em desarmonia, a instabilidade dos mercados financeiros e a incerteza sobre a rapidez de regeneração dos negócios prenunciam tempos nada fáceis.

É por isso que os atuais prefeitos deveriam investir pesadamente em políticas de atração de novos empreendimentos. Infelizmente, há poucas novidades nesta seara. Feito ontem pelo prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), o anúncio de que a fábrica de pneus Prometeon vai gerar 200 vagas em centro logístico a ser construído na cidade foi lufada de ar fresco em deserto de boas notícias.

É evidente que o Grande ABC necessita investir no aprimoramento da qualidade do emprego gerado. Atualmente, são raríssimas as empresas que demandam mão de obra de modo significativo e pagam bons salários. Ainda assim, ter alguma fonte de renda é muito melhor que não ter nenhuma. A criação de empregos é, portanto, uma das formas mais eficazes de se conferir alguma esperança no futuro árido que já bate à porta. 



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Futuro árido bate à porta

Do Diário do Grande ABC

29/10/2020 | 23:59


A recuperação do emprego vai ser fundamental para o Brasil suportar a crise econômica que certamente virá no encalço da pandemia, quando o País finalmente encerrar o estado de calamidade em que se encontra desde 20 de março por causa dos efeitos do novo coronavírus. A existência de 13,5 milhões de desempregados, segundo os cálculos mais recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), provocará impactos sociais gravíssimos, principalmente nos serviços públicos. É por isso que o aumento nas contratações no Grande ABC em setembro, apontado pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), traz certo alento.

O desempenho do emprego nas sete cidades, aliás, foi excepcional, registrando o maior saldo de vagas formais para setembro em 13 anos. Foram criados no mês passado 5.135 postos de trabalho na região – o volume só foi superado pelos 5.806 do verificado no já longínquo 2007. Com alguma renda mensal garantida, será menos difícil atravessar a turbulência que se avizinha no horizonte. Os indicadores macroeconômicos em desarmonia, a instabilidade dos mercados financeiros e a incerteza sobre a rapidez de regeneração dos negócios prenunciam tempos nada fáceis.

É por isso que os atuais prefeitos deveriam investir pesadamente em políticas de atração de novos empreendimentos. Infelizmente, há poucas novidades nesta seara. Feito ontem pelo prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), o anúncio de que a fábrica de pneus Prometeon vai gerar 200 vagas em centro logístico a ser construído na cidade foi lufada de ar fresco em deserto de boas notícias.

É evidente que o Grande ABC necessita investir no aprimoramento da qualidade do emprego gerado. Atualmente, são raríssimas as empresas que demandam mão de obra de modo significativo e pagam bons salários. Ainda assim, ter alguma fonte de renda é muito melhor que não ter nenhuma. A criação de empregos é, portanto, uma das formas mais eficazes de se conferir alguma esperança no futuro árido que já bate à porta. 

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