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Saldo de vagas formais é o maior para setembro em 13 anos


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

30/10/2020 | 00:05


Desde 2007, o Grande ABC não via um saldo (contratações menos demissões) de vagas formais tão expressivo para o mês de setembro como o registrado no mês passado. Foram criados 5.135 postos de trabalho com carteira assinada nas sete cidades; 13 anos atrás, eram 5.806. O volume, para se ter ideia, é o dobro do obtido em agosto, de 2.504 empregados.

Os dados foram disponibilizados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia, e tabulados pelo Diário.

Na avaliação do coordenador de estudos do Observatório Econômico da Universidade Metodista, Sandro Maskio, esse pico na criação de emprego se deve à recomposição de quadros reduzidos nos primeiros meses da pandemia do novo coronavírus, entre abril e julho, devido à brusca retração da atividade econômica. Não à toa, ainda há um saldo negativo de 26.019 profissionais demitidos entre janeiro e setembro.

“A indústria foi o setor que mais enxugou, e o setor produtivo tem aproveitado para fazer um turnover da mão de obra, que é uma rotatividade de profissionais, o que força a média salarial para baixo e reduz os custos do empregador. Trata-se de movimento típico de momentos de recessão”, explica Maskio. Hoje, o segmento paga, em média, R$ 4.617, enquanto que o valor médio pago de serviços, comércio e construção civil é de R$ 2.869.

Em setembro, a indústria contratou 1.522 profissionais na região, mesmo em período em que tradicionalmente não costuma abrir vagas, pois isso é feito até agosto, a fim de reforçar a produção para atender à demanda do Natal. Mas neste ano tem sido diferente. A oferta de vagas nas fábricas ficou atrás somente do ramo de serviços, que admitiu 1.854. Comércio abriu 1.305 postos. 



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Saldo de vagas formais é o maior para setembro em 13 anos

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

30/10/2020 | 00:05


Desde 2007, o Grande ABC não via um saldo (contratações menos demissões) de vagas formais tão expressivo para o mês de setembro como o registrado no mês passado. Foram criados 5.135 postos de trabalho com carteira assinada nas sete cidades; 13 anos atrás, eram 5.806. O volume, para se ter ideia, é o dobro do obtido em agosto, de 2.504 empregados.

Os dados foram disponibilizados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia, e tabulados pelo Diário.

Na avaliação do coordenador de estudos do Observatório Econômico da Universidade Metodista, Sandro Maskio, esse pico na criação de emprego se deve à recomposição de quadros reduzidos nos primeiros meses da pandemia do novo coronavírus, entre abril e julho, devido à brusca retração da atividade econômica. Não à toa, ainda há um saldo negativo de 26.019 profissionais demitidos entre janeiro e setembro.

“A indústria foi o setor que mais enxugou, e o setor produtivo tem aproveitado para fazer um turnover da mão de obra, que é uma rotatividade de profissionais, o que força a média salarial para baixo e reduz os custos do empregador. Trata-se de movimento típico de momentos de recessão”, explica Maskio. Hoje, o segmento paga, em média, R$ 4.617, enquanto que o valor médio pago de serviços, comércio e construção civil é de R$ 2.869.

Em setembro, a indústria contratou 1.522 profissionais na região, mesmo em período em que tradicionalmente não costuma abrir vagas, pois isso é feito até agosto, a fim de reforçar a produção para atender à demanda do Natal. Mas neste ano tem sido diferente. A oferta de vagas nas fábricas ficou atrás somente do ramo de serviços, que admitiu 1.854. Comércio abriu 1.305 postos. 

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