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Kamala Harris é alvo maior de fake news do que Michael Pence, mostra pesquisa



29/10/2020 | 22:04


Uma pesquisa da Zignal Labs, empresa especializada em inteligência midiática, mostrou que a candidata democrata à vice-presidência, Kamala Harris, é maior alvo de fake news do que Michael Pence, atualmente no cargo e candidato a reeleição na chapa do presidente Donald Trump. Segundo o relatório, antes mesmo de ser anunciada por Joe Biden, a senadora teve seu nome no envolvido em casos de desinformação.

De acordo com os dados, postagens nas redes sociais incluíam alegações racistas de que Harris não era elegível para trabalhar na Casa Branca ou que estava mentindo sobre sua herança negra e indígena. Sua mãe é da Índia e seu pai da Jamaica. A empresa identificou mais de 1 milhão de menções desde junho no Twitter de Harris com hashtags ou termos associados à desinformação sobre a candidata. As menções incluem checagens de fatos que refutam as notícias falsas, porém, constituíram apenas uma pequena parte do total.

"As narrativas relacionadas a Kamala Harris focaram muito mais em sua identidade pessoal, especialmente como uma mulher negra", disse Jennifer Granston, chefe de insights do Zignal Labs.

Do total de menções, 300 mil foram sobre a elegibilidade de Harris para atuar na Casa Branca, que circulava online desde janeiro de 2019, quando Harris anunciou que estava concorrendo à presidência. Em agosto deste ano, a fake news teve grande impulso novamente, quando Donald Trump reproduziu a inverdade.

A certidão de nascimento de Harris mostra que ela nasceu em 20 de outubro de 1964, em Oakland, Califórnia, tornando-a elegível para servir como vice-presidente ou presidente.

O relatório mostra, ainda, que houve um grande aumento nas conversas nas redes sociais sobre os candidatos à vice-presidência este ano, em comparação com a campanha de 2016. De julho a outubro, Harris e Pence foram mencionados quase 48 milhões de vezes combinados no Twitter, em comparação com apenas 12 milhões de menções totais do senador Pence ou da Virgínia Tim Kaine, que foi o candidato democrata à vice-presidência há quatro anos.

A desinformação foi responsável por menos de 1% das conversas no Twitter quando Pence e Kaine estavam em campanha em 2016. Entretanto, notícias falsas sobre Harris tem respondido por mais de 4% de conversas no Twitter.

"Isso foi em grande parte impulsionado por narrativas sexistas ou racistas que circulam online em torno de Harris, que é a primeira mulher negra e indiana concorrendo à vice-presidência", disse Nina Jankowicz, pesquisadora de desinformação do Wilson Center.

Algumas das postagens sugerem que Harris usou de seus relacionamentos românticos para avançar em sua carreira. Essa narrativa ganhou popularidade com hashtags como #HeelsUpHarris, que é usada regularmente por influenciadores conservadores com milhões de seguidores. A Zignal Labs encontrou cerca de 350.000 menções no Twitter corroborando a narrativa.

Também foram identificados dezenas de montagens com fotos de Harris como trabalhadora sexual, usando calúnias sexistas para descrevê-la. Durante o debate vice-presidencial de 7 de outubro, hashtags usando termos sexuais ou violentos para a candidata dispararam em plataformas de mídia social periféricas, como Parler, em 63%, e 4chan, em 1.078%.

"Vez após vez, quando vemos essas narrativas sendo usadas contra as mulheres na vida pública, é para pegar as mulheres que são poderosas e respeitadas e derrubá-las algumas vezes", disse Jankowicz. (COM INFORMAÇÕES DA ASSOCIATED PRESS)



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Kamala Harris é alvo maior de fake news do que Michael Pence, mostra pesquisa


29/10/2020 | 22:04


Uma pesquisa da Zignal Labs, empresa especializada em inteligência midiática, mostrou que a candidata democrata à vice-presidência, Kamala Harris, é maior alvo de fake news do que Michael Pence, atualmente no cargo e candidato a reeleição na chapa do presidente Donald Trump. Segundo o relatório, antes mesmo de ser anunciada por Joe Biden, a senadora teve seu nome no envolvido em casos de desinformação.

De acordo com os dados, postagens nas redes sociais incluíam alegações racistas de que Harris não era elegível para trabalhar na Casa Branca ou que estava mentindo sobre sua herança negra e indígena. Sua mãe é da Índia e seu pai da Jamaica. A empresa identificou mais de 1 milhão de menções desde junho no Twitter de Harris com hashtags ou termos associados à desinformação sobre a candidata. As menções incluem checagens de fatos que refutam as notícias falsas, porém, constituíram apenas uma pequena parte do total.

"As narrativas relacionadas a Kamala Harris focaram muito mais em sua identidade pessoal, especialmente como uma mulher negra", disse Jennifer Granston, chefe de insights do Zignal Labs.

Do total de menções, 300 mil foram sobre a elegibilidade de Harris para atuar na Casa Branca, que circulava online desde janeiro de 2019, quando Harris anunciou que estava concorrendo à presidência. Em agosto deste ano, a fake news teve grande impulso novamente, quando Donald Trump reproduziu a inverdade.

A certidão de nascimento de Harris mostra que ela nasceu em 20 de outubro de 1964, em Oakland, Califórnia, tornando-a elegível para servir como vice-presidente ou presidente.

O relatório mostra, ainda, que houve um grande aumento nas conversas nas redes sociais sobre os candidatos à vice-presidência este ano, em comparação com a campanha de 2016. De julho a outubro, Harris e Pence foram mencionados quase 48 milhões de vezes combinados no Twitter, em comparação com apenas 12 milhões de menções totais do senador Pence ou da Virgínia Tim Kaine, que foi o candidato democrata à vice-presidência há quatro anos.

A desinformação foi responsável por menos de 1% das conversas no Twitter quando Pence e Kaine estavam em campanha em 2016. Entretanto, notícias falsas sobre Harris tem respondido por mais de 4% de conversas no Twitter.

"Isso foi em grande parte impulsionado por narrativas sexistas ou racistas que circulam online em torno de Harris, que é a primeira mulher negra e indiana concorrendo à vice-presidência", disse Nina Jankowicz, pesquisadora de desinformação do Wilson Center.

Algumas das postagens sugerem que Harris usou de seus relacionamentos românticos para avançar em sua carreira. Essa narrativa ganhou popularidade com hashtags como #HeelsUpHarris, que é usada regularmente por influenciadores conservadores com milhões de seguidores. A Zignal Labs encontrou cerca de 350.000 menções no Twitter corroborando a narrativa.

Também foram identificados dezenas de montagens com fotos de Harris como trabalhadora sexual, usando calúnias sexistas para descrevê-la. Durante o debate vice-presidencial de 7 de outubro, hashtags usando termos sexuais ou violentos para a candidata dispararam em plataformas de mídia social periféricas, como Parler, em 63%, e 4chan, em 1.078%.

"Vez após vez, quando vemos essas narrativas sendo usadas contra as mulheres na vida pública, é para pegar as mulheres que são poderosas e respeitadas e derrubá-las algumas vezes", disse Jankowicz. (COM INFORMAÇÕES DA ASSOCIATED PRESS)

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