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Juros curtos fecham em baixa e longos, estáveis, após Copom e fala de Guedes



29/10/2020 | 17:50


Os juros futuros fecharam a quinta-feira em queda até os vencimentos intermediários, enquanto os longos encerram perto da estabilidade. A curva aprofundou o nível de inclinação à tarde, quando as taxas curtas ampliaram o recuo indo às mínimas, alinhadas à melhora de apetite por ativos de risco no exterior e repercutindo positivamente a defesa da austeridade fiscal, das reformas e da agenda de privatização do ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta quinta em audiência pública no Congresso.

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic em 2% era amplamente esperada, mas o comunicado, considerado suave, surpreendeu o mercado e continuou sendo o pano de fundo a ditar o ritmo dos negócios desde manhã.

Diante do reforço do forward guidance feito pelos diretores no comunicado, as apostas para alta da Selic nas reuniões de dezembro e janeiro perderam força, segundo a precificação da curva, mas seguem majoritárias.

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022, o mais líquido, terminou com taxa de 3,43%, de 3,516% no ajuste anterior. A do DI para janeiro de 2023 caiu de 5,036% para 4,97% e a do DI para janeiro de 2025 fechou em 6,71%, de 6,705% na quarta. O DI para janeiro de 2027 encerrou com taxa de 7,50%, de 7,474% na quarta.

Após o Copom sustentar no comunicado que ainda vê "espaço remanescente" para um novo ajuste da Selic, para a surpresa de boa parte dos analistas, o prêmio de risco para um aperto na taxa básica na reunião de dezembro e janeiro caiu.

Somado a isso, houve a confirmação de que as condições para o forward guidance, que indica manutenção da Selic no nível atual por um longo período, seguem satisfeitas.

Segundo o Haitong Banco de Investimento, a curva projetava até a quarta 52 pontos-base de alta para a Selic em dezembro e janeiro e, nesta quinta, 43 pontos. Considerando somente dezembro, a probabilidade de alta de 0,25 ponto porcentual na taxa básica na próxima reunião caiu de 73% para 65%. Para janeiro, a precificação aponta 10% de chance de avanço de 0,50 ponto e 90% de chance de alta de 0,25 ponto.

Por mais que o comunicado possa ter causado estranheza a alguns, o operador de renda fixa da Terra Investimentos, Paulo Nepomuceno, diz que "o que vale é a visão do BC". "Já no primeiro parágrafo, o Copom diz que o cenário é benigno para emergentes, o que, de certa maneira, é verdade se os lockdowns forem se confirmando. O mercado pode receber outra enxurrada de dinheiro", disse, lembrando ainda que o Copom reiterou que considera como algo transitório o choque recente de preços.

Por aqui, o mercado gostou de ver Guedes defendendo a disciplina fiscal, as reformas e a autonomia do BC, em audiência na Comissão Mista do Congresso. Disse que não haverá por parte do governo "irresponsabilidade fiscal" e que o governo já está se programando para que, no próximo ano, não se encontre numa situação de dificuldade em relação à rolagem da dívida.



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Juros curtos fecham em baixa e longos, estáveis, após Copom e fala de Guedes


29/10/2020 | 17:50


Os juros futuros fecharam a quinta-feira em queda até os vencimentos intermediários, enquanto os longos encerram perto da estabilidade. A curva aprofundou o nível de inclinação à tarde, quando as taxas curtas ampliaram o recuo indo às mínimas, alinhadas à melhora de apetite por ativos de risco no exterior e repercutindo positivamente a defesa da austeridade fiscal, das reformas e da agenda de privatização do ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta quinta em audiência pública no Congresso.

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic em 2% era amplamente esperada, mas o comunicado, considerado suave, surpreendeu o mercado e continuou sendo o pano de fundo a ditar o ritmo dos negócios desde manhã.

Diante do reforço do forward guidance feito pelos diretores no comunicado, as apostas para alta da Selic nas reuniões de dezembro e janeiro perderam força, segundo a precificação da curva, mas seguem majoritárias.

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022, o mais líquido, terminou com taxa de 3,43%, de 3,516% no ajuste anterior. A do DI para janeiro de 2023 caiu de 5,036% para 4,97% e a do DI para janeiro de 2025 fechou em 6,71%, de 6,705% na quarta. O DI para janeiro de 2027 encerrou com taxa de 7,50%, de 7,474% na quarta.

Após o Copom sustentar no comunicado que ainda vê "espaço remanescente" para um novo ajuste da Selic, para a surpresa de boa parte dos analistas, o prêmio de risco para um aperto na taxa básica na reunião de dezembro e janeiro caiu.

Somado a isso, houve a confirmação de que as condições para o forward guidance, que indica manutenção da Selic no nível atual por um longo período, seguem satisfeitas.

Segundo o Haitong Banco de Investimento, a curva projetava até a quarta 52 pontos-base de alta para a Selic em dezembro e janeiro e, nesta quinta, 43 pontos. Considerando somente dezembro, a probabilidade de alta de 0,25 ponto porcentual na taxa básica na próxima reunião caiu de 73% para 65%. Para janeiro, a precificação aponta 10% de chance de avanço de 0,50 ponto e 90% de chance de alta de 0,25 ponto.

Por mais que o comunicado possa ter causado estranheza a alguns, o operador de renda fixa da Terra Investimentos, Paulo Nepomuceno, diz que "o que vale é a visão do BC". "Já no primeiro parágrafo, o Copom diz que o cenário é benigno para emergentes, o que, de certa maneira, é verdade se os lockdowns forem se confirmando. O mercado pode receber outra enxurrada de dinheiro", disse, lembrando ainda que o Copom reiterou que considera como algo transitório o choque recente de preços.

Por aqui, o mercado gostou de ver Guedes defendendo a disciplina fiscal, as reformas e a autonomia do BC, em audiência na Comissão Mista do Congresso. Disse que não haverá por parte do governo "irresponsabilidade fiscal" e que o governo já está se programando para que, no próximo ano, não se encontre numa situação de dificuldade em relação à rolagem da dívida.

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