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Alok relembra acidente de avião e perda da primeira filha: - Em um sentido, foi preciso morrer para renascer



29/10/2020 | 17:11


Alok é a capa de novembro da revista GQ Brasil! E em entrevista, o DJ relembrou os acontecimentos críticos de sua vida que foram responsáveis por diversas mudanças na sua rotina e modo de pensar. Logo de início, o músico lembrou do acidente que sofreu em maio de 2018, quando o avião em que estava saiu da pista durante a decolagem e parou numa ribanceira, com o bico apontado para baixo. A aeronave estava com o combustível cheio e faria uma viagem de Juiz de Fora, em Minas Gerais, para Belém, no Pará.

- O acidente deu um clique na minha vida, aquelas transformações filosóficas que nos alertam. Recebi como lição que o único tempo real que a gente tem é o agora. Amanhã não existe. Não podemos deixar de realizar coisas com impactos positivos agora. Eu já vinha tentando trabalhar em mim umas crises existenciais. E que afloraram ali [no acidente].

O artista também relacionou o episódio com o seu quadro de depressão.

- Mas, veja, o acidente não mudou os valores que eu tinha, que eu trago. Eu meio que presenciei um milagre ali. É a velha história do sentido da vida. O que é ter sucesso? É ter bem material? Fama e dinheiro? Eu tive tudo isso e tive depressão severa. Então resolvi buscar outros sentidos para minha vida, intensifiquei meu trabalho filantrópico e isso me tirou da depressão.

A sua saúde psicológica, inclusive, estava bastante abalada durante um período de muito trabalho na vida de Alok. Na época, ele fazia entre 20 e 40 shows por mês. Foi durante um momento de descanso que o DJ percebeu que precisaria prestar mais atenção em algumas coisas.

- Eu lembro que consegui três dias livres e fui para a Chapada dos Veadeiros, em Alto Paraíso. Foi quando percebi que eu estava em crise, não estava pronto para voltar para a minha rotina, queria ficar mais lá, precisava ficar. Queria mais um mês descansando, mas obviamente não podia. Peguei o carro para ir embora e no meio da estrada parei e comecei a chorar. Alguns segundos depois apareceu uma galera que me reconheceu e se aproximou para tirar foto comigo. Nem chorar eu conseguia. Eu tinha minha missão. Mas entendi que tinha que ser diferente.

O músico também falou sobre a esposa Romana Novais. No bate-papo, ele contou que a relação era como dava para ser antes do casamento. Além disso, os dois moravam em estados diferentes: ela no Rio de Janeiro, ele em São Paulo. Então, Romana engravidou pela primeira vez e, infelizmente, perdeu o bebê. Após superarem o trauma, os dois consertaram os impasses da distância, ainda mais agora durante o isolamento social por causa da pandemia do novo coronavírus. O nascimento do filho Ravi, em janeiro, só contribuiu para a aproximação da família.

- Para mim foi uma mudança drástica na rotina, porque eu sempre fiquei mais tempo em avião e hotel do que em casa. Então o meu convívio com a Romana era... quase nenhum. Final de semana não existia. Segunda-feira era a recuperação dos trabalhos do final de semana. Terça, quarta e quinta eu estava cheio de coisa para fazer, resolver. Ela também, com a vida dela. E aí sexta-feira eu já tinha que viajar de novo. Fora quando eu viajava e ficava um mês fora. É muito louco. Nesta quarentena, eu vivi uma vida de casado, de relacionamento que eu nunca tinha vivido antes e tive certeza: ela é minha parceira de vida, minha melhor amiga. Isso tudo coroado com um dos maiores privilégios que é poder estar acompanhando o crescimento do meu filho junto com ela. Foi preciso esse choque para as coisas poderem se ajeitar. Em um sentido foi preciso morrer para renascer.

Alok ainda fez questão de expressar toda a sua animação para a chegada da segunda filha, Raika.

- Quando perdemos o primeiro bebê, o sentimento paternal estava bem vivo em mim. Tudo representou um novo começo. Me achei mais preparado para o Ravi por causa da primeira gestação que não rolou. Preparado e ao mesmo tempo mais tenso. Tenso para vê-lo ali, vivo, real. E agora mais ainda preparado para a Raika, que vem exatamente um ano depois. Talvez nasça no mesmo dia, em janeiro de 2021. Impressionante.

E terminou a entrevista falando sobre a importância da bebê na família.

- Sou muito ligado a espiritualidades. Ravi significa luz, em sânscrito. Ou sol. Assim como Alok. Raika é vento. Na simbologia, o mesmo vento que tira algo de nós é também o que traz algo para nós. Ele trouxe a Raika.



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Alok relembra acidente de avião e perda da primeira filha: - Em um sentido, foi preciso morrer para renascer


29/10/2020 | 17:11


Alok é a capa de novembro da revista GQ Brasil! E em entrevista, o DJ relembrou os acontecimentos críticos de sua vida que foram responsáveis por diversas mudanças na sua rotina e modo de pensar. Logo de início, o músico lembrou do acidente que sofreu em maio de 2018, quando o avião em que estava saiu da pista durante a decolagem e parou numa ribanceira, com o bico apontado para baixo. A aeronave estava com o combustível cheio e faria uma viagem de Juiz de Fora, em Minas Gerais, para Belém, no Pará.

- O acidente deu um clique na minha vida, aquelas transformações filosóficas que nos alertam. Recebi como lição que o único tempo real que a gente tem é o agora. Amanhã não existe. Não podemos deixar de realizar coisas com impactos positivos agora. Eu já vinha tentando trabalhar em mim umas crises existenciais. E que afloraram ali [no acidente].

O artista também relacionou o episódio com o seu quadro de depressão.

- Mas, veja, o acidente não mudou os valores que eu tinha, que eu trago. Eu meio que presenciei um milagre ali. É a velha história do sentido da vida. O que é ter sucesso? É ter bem material? Fama e dinheiro? Eu tive tudo isso e tive depressão severa. Então resolvi buscar outros sentidos para minha vida, intensifiquei meu trabalho filantrópico e isso me tirou da depressão.

A sua saúde psicológica, inclusive, estava bastante abalada durante um período de muito trabalho na vida de Alok. Na época, ele fazia entre 20 e 40 shows por mês. Foi durante um momento de descanso que o DJ percebeu que precisaria prestar mais atenção em algumas coisas.

- Eu lembro que consegui três dias livres e fui para a Chapada dos Veadeiros, em Alto Paraíso. Foi quando percebi que eu estava em crise, não estava pronto para voltar para a minha rotina, queria ficar mais lá, precisava ficar. Queria mais um mês descansando, mas obviamente não podia. Peguei o carro para ir embora e no meio da estrada parei e comecei a chorar. Alguns segundos depois apareceu uma galera que me reconheceu e se aproximou para tirar foto comigo. Nem chorar eu conseguia. Eu tinha minha missão. Mas entendi que tinha que ser diferente.

O músico também falou sobre a esposa Romana Novais. No bate-papo, ele contou que a relação era como dava para ser antes do casamento. Além disso, os dois moravam em estados diferentes: ela no Rio de Janeiro, ele em São Paulo. Então, Romana engravidou pela primeira vez e, infelizmente, perdeu o bebê. Após superarem o trauma, os dois consertaram os impasses da distância, ainda mais agora durante o isolamento social por causa da pandemia do novo coronavírus. O nascimento do filho Ravi, em janeiro, só contribuiu para a aproximação da família.

- Para mim foi uma mudança drástica na rotina, porque eu sempre fiquei mais tempo em avião e hotel do que em casa. Então o meu convívio com a Romana era... quase nenhum. Final de semana não existia. Segunda-feira era a recuperação dos trabalhos do final de semana. Terça, quarta e quinta eu estava cheio de coisa para fazer, resolver. Ela também, com a vida dela. E aí sexta-feira eu já tinha que viajar de novo. Fora quando eu viajava e ficava um mês fora. É muito louco. Nesta quarentena, eu vivi uma vida de casado, de relacionamento que eu nunca tinha vivido antes e tive certeza: ela é minha parceira de vida, minha melhor amiga. Isso tudo coroado com um dos maiores privilégios que é poder estar acompanhando o crescimento do meu filho junto com ela. Foi preciso esse choque para as coisas poderem se ajeitar. Em um sentido foi preciso morrer para renascer.

Alok ainda fez questão de expressar toda a sua animação para a chegada da segunda filha, Raika.

- Quando perdemos o primeiro bebê, o sentimento paternal estava bem vivo em mim. Tudo representou um novo começo. Me achei mais preparado para o Ravi por causa da primeira gestação que não rolou. Preparado e ao mesmo tempo mais tenso. Tenso para vê-lo ali, vivo, real. E agora mais ainda preparado para a Raika, que vem exatamente um ano depois. Talvez nasça no mesmo dia, em janeiro de 2021. Impressionante.

E terminou a entrevista falando sobre a importância da bebê na família.

- Sou muito ligado a espiritualidades. Ravi significa luz, em sânscrito. Ou sol. Assim como Alok. Raika é vento. Na simbologia, o mesmo vento que tira algo de nós é também o que traz algo para nós. Ele trouxe a Raika.

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