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'Não sobra nada para gastar no mês'



28/10/2020 | 12:00


A exemplo de outros consumidores no País, a aposentada Zilda Aparecida Orquiza, de 63 anos, diz sentir desde junho a alta nos preços de alimentos básicos. Com o valor de R$ 1.045 do benefício mensal, ela também faz alguns bicos como faxineira para complementar a renda, que tem sido cada vez mais abocanhada pelo valor das compras no mercado.

"Quando tiro as despesas com alimentação e aluguel, não sobra praticamente nada para gastar no mês", diz ela. "Há muito tempo já não consumo carne com frequência. Nos últimos meses, então, virou um artigo de luxo."

Assim como muitos brasileiros, sempre que possível Zilda tenta substituir os alimentos que mais pesam no carrinho de compras por opções mais baratas. No entanto, diz ela, mesmo essa estratégia não tem dado resultados nas últimas semanas.

"Antes, eu costumava trocar a carne vermelha por substitutos mais baratos, como a sardinha e o pé de galinha, mas, mesmo esses itens mais simples, que antes ninguém dava muito valor, estão ficando mais caros."

Moradora de Itaquera, na zona Leste de São Paulo, a aposentada afirma que, na sua última ida ao mercado, o quilo do pé de galinha estava por quase R$ 17, enquanto o da sardinha chegava a quase R$ 23.

Mesmo os legumes e as verduras - outra possível opção de troca para a carne vermelha - ficaram mais caros. "O quilo do tomate está R$ 12." Nesses casos, conta ela, o jeito foi investir numa pequena horta em casa. "Tem tomate e manjericão, por exemplo, e já começaram a dar frutos."

Já os outros itens da cesta básica, como arroz e feijão, ficam mais difíceis de trocar. Zilda conta que, com um orçamento apertado de R$ 100, hoje em dia consegue garantir apenas o básico para aquele mês. "Com esse valor, posso sair com apenas uma unidade de arroz, hoje a R$ 23 no mercado da minha região, feijão, açúcar, óleo e algum outro item muito essencial, mais do que isso, não dá", afirma ela.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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'Não sobra nada para gastar no mês'


28/10/2020 | 12:00


A exemplo de outros consumidores no País, a aposentada Zilda Aparecida Orquiza, de 63 anos, diz sentir desde junho a alta nos preços de alimentos básicos. Com o valor de R$ 1.045 do benefício mensal, ela também faz alguns bicos como faxineira para complementar a renda, que tem sido cada vez mais abocanhada pelo valor das compras no mercado.

"Quando tiro as despesas com alimentação e aluguel, não sobra praticamente nada para gastar no mês", diz ela. "Há muito tempo já não consumo carne com frequência. Nos últimos meses, então, virou um artigo de luxo."

Assim como muitos brasileiros, sempre que possível Zilda tenta substituir os alimentos que mais pesam no carrinho de compras por opções mais baratas. No entanto, diz ela, mesmo essa estratégia não tem dado resultados nas últimas semanas.

"Antes, eu costumava trocar a carne vermelha por substitutos mais baratos, como a sardinha e o pé de galinha, mas, mesmo esses itens mais simples, que antes ninguém dava muito valor, estão ficando mais caros."

Moradora de Itaquera, na zona Leste de São Paulo, a aposentada afirma que, na sua última ida ao mercado, o quilo do pé de galinha estava por quase R$ 17, enquanto o da sardinha chegava a quase R$ 23.

Mesmo os legumes e as verduras - outra possível opção de troca para a carne vermelha - ficaram mais caros. "O quilo do tomate está R$ 12." Nesses casos, conta ela, o jeito foi investir numa pequena horta em casa. "Tem tomate e manjericão, por exemplo, e já começaram a dar frutos."

Já os outros itens da cesta básica, como arroz e feijão, ficam mais difíceis de trocar. Zilda conta que, com um orçamento apertado de R$ 100, hoje em dia consegue garantir apenas o básico para aquele mês. "Com esse valor, posso sair com apenas uma unidade de arroz, hoje a R$ 23 no mercado da minha região, feijão, açúcar, óleo e algum outro item muito essencial, mais do que isso, não dá", afirma ela.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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