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Em greve, trabalhadores da UCI Farma estão sem salários há dois meses

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

TRT definiu que farmacêutica pague valores; sindicato, porém, disse que ela vai dispensar


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

28/10/2020 | 00:02


Trabalhadores da farmacêutica UCI Farma, instalada na Vila Duzi, em São Bernardo, estão em greve há dois meses. E, pelo mesmo período, estão sem receber. Embora o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) tenha determinado recentemente que a empresa efetue os pagamentos, uma vez que a paralisação não foi considerada abusiva, o Sindicato dos Químicos do ABC afirma que a companhia avisou que não tem como pagar e que vai demitir.

Ontem, empregados se manifestaram em frente à fabricante, que tem como carros-chefes o pyrpam, usado para combater vermes, e o rilan, usado por quem tem rinite. E, após o ato, a empresa conversou com o sindicato.

“Um dos donos, o Elízio Veiga Giraldez, disse que não tem como pagar e que vai demitir, mesmo com o TRT dando três meses de estabilidade aos funcionários. Mas ele avisou que na sexta-feira vai entregar lista com 35 nomes para serem cortados e que vai parcelar as verbas rescisórias em dez vezes”, conta Lucimar Rodrigues, diretora do Sindicato dos Químicos do ABC. “Mas se a empresa não tem dinheiro para pagar os salários, como vai arcar com a rescisão? Questionamos, mas não tivemos resposta. Estamos todos muito tristes com a situação à qual chegou a empresa.”

A UCI Farma transferiu sua sede da Capital para São Bernardo há cerca de três décadas e, segundo o sindicato, acumula dívidas trabalhistas e débitos com fornecedores que chegam em R$ 35 milhões.

“A fábrica tem pedidos, ou seja, daria para produzirmos, mas a direção diz que não tem recursos para comprar matéria-prima”, explica Lucimar. “Na reunião com o sindicato, foi dito que a empresa pode ser vendida. Mas isso o Elízio já fala há três anos. Agora o próximo passo é, junto ao nosso jurídico, tentar bloquear as contas da UCI para forçá-la a pagar os salários. Tem muita gente passando necessidade. Gente que tem bebê e não tem dinheiro para comprar fraldas nem leite.”

Os trabalhadores planejam acampar em frente à firma, a partir de segunda-feira, para pressionar a direção, com o apoio do sindicato.

LISTA LONGA

Além dos salários, a empresa tem diversos direitos trabalhistas em haver: pagamento do 13º salário de 2019; não recolhimento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) há três anos; desconto em folha de pagamento, porém, ausência do repasse dos valores ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) há um ano e meio; pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) do ano passado; pagamento de férias há quatro anos.

O Diário tentou contato com a farmacêutica, mas foi informado de que não havia mais ninguém na fábrica devido à greve. 



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Em greve, trabalhadores da UCI Farma estão sem salários há dois meses

TRT definiu que farmacêutica pague valores; sindicato, porém, disse que ela vai dispensar

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

28/10/2020 | 00:02


Trabalhadores da farmacêutica UCI Farma, instalada na Vila Duzi, em São Bernardo, estão em greve há dois meses. E, pelo mesmo período, estão sem receber. Embora o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) tenha determinado recentemente que a empresa efetue os pagamentos, uma vez que a paralisação não foi considerada abusiva, o Sindicato dos Químicos do ABC afirma que a companhia avisou que não tem como pagar e que vai demitir.

Ontem, empregados se manifestaram em frente à fabricante, que tem como carros-chefes o pyrpam, usado para combater vermes, e o rilan, usado por quem tem rinite. E, após o ato, a empresa conversou com o sindicato.

“Um dos donos, o Elízio Veiga Giraldez, disse que não tem como pagar e que vai demitir, mesmo com o TRT dando três meses de estabilidade aos funcionários. Mas ele avisou que na sexta-feira vai entregar lista com 35 nomes para serem cortados e que vai parcelar as verbas rescisórias em dez vezes”, conta Lucimar Rodrigues, diretora do Sindicato dos Químicos do ABC. “Mas se a empresa não tem dinheiro para pagar os salários, como vai arcar com a rescisão? Questionamos, mas não tivemos resposta. Estamos todos muito tristes com a situação à qual chegou a empresa.”

A UCI Farma transferiu sua sede da Capital para São Bernardo há cerca de três décadas e, segundo o sindicato, acumula dívidas trabalhistas e débitos com fornecedores que chegam em R$ 35 milhões.

“A fábrica tem pedidos, ou seja, daria para produzirmos, mas a direção diz que não tem recursos para comprar matéria-prima”, explica Lucimar. “Na reunião com o sindicato, foi dito que a empresa pode ser vendida. Mas isso o Elízio já fala há três anos. Agora o próximo passo é, junto ao nosso jurídico, tentar bloquear as contas da UCI para forçá-la a pagar os salários. Tem muita gente passando necessidade. Gente que tem bebê e não tem dinheiro para comprar fraldas nem leite.”

Os trabalhadores planejam acampar em frente à firma, a partir de segunda-feira, para pressionar a direção, com o apoio do sindicato.

LISTA LONGA

Além dos salários, a empresa tem diversos direitos trabalhistas em haver: pagamento do 13º salário de 2019; não recolhimento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) há três anos; desconto em folha de pagamento, porém, ausência do repasse dos valores ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) há um ano e meio; pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) do ano passado; pagamento de férias há quatro anos.

O Diário tentou contato com a farmacêutica, mas foi informado de que não havia mais ninguém na fábrica devido à greve. 

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