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Dr. Francisco Degni discursa na Ausa

A posse da diretoria da Associação dos Universitários de Santo André, em 1955, teve como atração extra a conferência do professor Francisco Degni


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

28/10/2020 | 00:01


"Os irmãos Degni, como são conhecidos nesta cidade, formam a plêiade de pioneiros da cultura intelectual deste torrão andreense.”

Cf. João de Castilho Bergamasco, no discurso de saudação ao Dr. Degni.

Nascido em Santos, mas criado em Santo André, Francisco Degni cursou a Faculdade de Farmácia e Odontologia de São Paulo e foi se especializar em uma universidade de Chicago, nos Estados Unidos.

Em 1939 assumiu a cátedra de Metalurgia e Química Aplicada à Odontologia da Escola de Farmácia e Odontologia de São Paulo. Permanecia no cargo quando compareceu à Ausa, ao mesmo tempo em que lecionava na Universidade de Odontologia da Universidade Católica de Campinas.

Presidiu a Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas e a União Odontológica Brasileira.

Publicou várias obras, entre as quais Anestesia Troncular em Odontopediatria e Padronização dos Materiais Dentários.

Dirigiu a Revista da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas.

Em 1955, ao comparecer à Ausa, presidia a Comissão Universitária de São Paulo.

Todas estas informações foram publicadas em O Universitário, segundo a coleção repassada à Memória pelo Dr. Admar Mendes de Campos. 

Detalhe importante: os irmãos Degni seguiram carreiras universitárias estimulados pelo pai, o barbeiro Savino Degni, dono do Salão Roma, que fez história no Centro de Santo André, a poucos metros da estação ferroviária.

Naquela noite de 1955, ao discorrer sobre a missão social do universitário aos seus concidadãos andreenses, muito provavelmente o Dr. Francisco Degni estava muito feliz, como demonstram as fotos do jornal da Ausa aqui reproduzidas.

Diretoria – Foi a noite – 8 de junho de 1955 – da posse do novo presidente da Ausa, José Gustavo de Paiva – ele, o terceiro presidente da entidade, sucessor de Clovis Sidney Thon (o primeiro presidente) e João Roberto Dal Pino (o segundo).

Presentes – Aquela festa da Ausa foi prestigiada por profissionais da cidade. O Universitário cita Miller de Paiva (que representou a Faculdade de Ciências Econômicas de Santo André), Vicente Martins (Rotary), Plínio Ghirardello (autonomista de São Bernardo), professores Thamyris de Queiroz e Noêmio Spada

Uma Sala – A festa de 1955 da Ausa, em sua sede, foi realizada na chamada Sala das Flâmulas – e esta é mais uma informação em O Universitário. Dr. Admar, gratidão!

Anúncio – Casa Serra. Casimiras, linhos e tropicais. Confecção fina. Américo Pinto Serra. Rua Senador Flaquer, 194 – fone P.F. 663 - Santo André.

Versos – Lá na Praça do Carmo, ao lado direito da escada, num sábado de abril, reuniu-se a rapaziada.

A finalidade está visto, não havia quem não soubesse, para ajudar a paróquia, organizou-se uma quermesse.

Vão longe os versos, assinado por Rubens, simplesmente. Não consultamos o Dr. Admar, mas provavelmente o autor foi Rubens Awada, que se formaria médico. Um dos mais brilhantes da cidade, que um dia nos confiou o seu álbum de fotografias do saudoso Panelinha – entre uma foto e outra, confetes e pedaços de serpentinas daqueles desfiles imemoriais.

Outra coluna do jornal da Ausa: Society Anonymous, assinado por Bimbraim. Bimbraim? Não seria mais um pseudônimo de Rubens Awada?

Antes da TV

Texto: Antonio de Andrade

Prática corriqueira, antes do surgimento da televisão, era a ida frequente das famílias aos cinemas, circos e clubes para o contato – “ao vivo” – com os astros e estrelas do rádio brasileiro. 

Com a chegada da televisão tal proximidade passaria a ser diária, gratuita e no aconchego, conforto e segurança do ambiente doméstico, mesmo que viesse a ocorrer na residência de um vizinho. 

Tal acessibilidade ao universo glamoroso do entretenimento e do consumismo deu origem a uma radical inversão na difusão e popularização dos veículos de comunicação da, até então, incipiente indústria cultural brasileira, possibilitando a aproximação de camadas sociais até então alijadas deste mercado. (continua)

Diário há meio século

Quarta-feira, 28 de outubro de 1970 – ano 13, edição 1370

Manchete – Sequestro e lei marcial no Equador

Paranapiacaba – Agência do correio vai reabrir após um ano de fechamento.

Mauá – Moradores dos jardins Silvia Maria e Sonia Maria reivindicam uma linha de ônibus que vá até o perímetro central de Santo André. Segundo a SAB local, 95% dos moradores trabalhavam no vizinho município.

Movimento Sindical – Sindicado dos Trabalhadores na Construção Civil denuncia a CBO (Companhia Brasileira de Obras), que não aceitaria empregados sindicalizados.

Antonio Lopes era o presidente do sindicato.

Data – No Dia do Funcionário Público, 67 servidores de São Bernardo são contemplados com distintivos de mérito civil por haverem completado 30 anos de serviços. Festa teve baile com a orquestra de Luiz Loy, na Associação dos Funcionários Públicos.

Futebol – Estádio do Pacaembu é reaberto com o amistoso entre Corinthians e Nacional, de Montevidéu: empate de 0 a 0.

Hoje

Dia do Funcionário Público

Santos do Dia

JUDAS e SIMÃO. Apóstolos.

Em 28 de outubro de...

1920 – Em nova fase, o Brasil FC, de Santo André, realiza excursão a São Carlos para jogar com o Paulista local. Em jogo a Taça Oswaldo de Almeida, oferecida por um sócio do Brasil.

Em Santo André, o Primeiro de Maio, da Segunda Divisão da Apea, recebe o time do Banco Francês e Italiano, da Capital.

Lançada a canção Mimosa, do ator Leopoldo Froes. À venda para piano, canto e orquestra na Casa A. Di Franco Editora: Rua São Bento, 50.

2005 – Inaugurado o Centro de Estudo, Pesquisa, Prevenção e Tratamento em Saúde da Faculdade de Medicina do ABC.



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Dr. Francisco Degni discursa na Ausa

A posse da diretoria da Associação dos Universitários de Santo André, em 1955, teve como atração extra a conferência do professor Francisco Degni

Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

28/10/2020 | 00:01


"Os irmãos Degni, como são conhecidos nesta cidade, formam a plêiade de pioneiros da cultura intelectual deste torrão andreense.”

Cf. João de Castilho Bergamasco, no discurso de saudação ao Dr. Degni.

Nascido em Santos, mas criado em Santo André, Francisco Degni cursou a Faculdade de Farmácia e Odontologia de São Paulo e foi se especializar em uma universidade de Chicago, nos Estados Unidos.

Em 1939 assumiu a cátedra de Metalurgia e Química Aplicada à Odontologia da Escola de Farmácia e Odontologia de São Paulo. Permanecia no cargo quando compareceu à Ausa, ao mesmo tempo em que lecionava na Universidade de Odontologia da Universidade Católica de Campinas.

Presidiu a Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas e a União Odontológica Brasileira.

Publicou várias obras, entre as quais Anestesia Troncular em Odontopediatria e Padronização dos Materiais Dentários.

Dirigiu a Revista da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas.

Em 1955, ao comparecer à Ausa, presidia a Comissão Universitária de São Paulo.

Todas estas informações foram publicadas em O Universitário, segundo a coleção repassada à Memória pelo Dr. Admar Mendes de Campos. 

Detalhe importante: os irmãos Degni seguiram carreiras universitárias estimulados pelo pai, o barbeiro Savino Degni, dono do Salão Roma, que fez história no Centro de Santo André, a poucos metros da estação ferroviária.

Naquela noite de 1955, ao discorrer sobre a missão social do universitário aos seus concidadãos andreenses, muito provavelmente o Dr. Francisco Degni estava muito feliz, como demonstram as fotos do jornal da Ausa aqui reproduzidas.

Diretoria – Foi a noite – 8 de junho de 1955 – da posse do novo presidente da Ausa, José Gustavo de Paiva – ele, o terceiro presidente da entidade, sucessor de Clovis Sidney Thon (o primeiro presidente) e João Roberto Dal Pino (o segundo).

Presentes – Aquela festa da Ausa foi prestigiada por profissionais da cidade. O Universitário cita Miller de Paiva (que representou a Faculdade de Ciências Econômicas de Santo André), Vicente Martins (Rotary), Plínio Ghirardello (autonomista de São Bernardo), professores Thamyris de Queiroz e Noêmio Spada

Uma Sala – A festa de 1955 da Ausa, em sua sede, foi realizada na chamada Sala das Flâmulas – e esta é mais uma informação em O Universitário. Dr. Admar, gratidão!

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Versos – Lá na Praça do Carmo, ao lado direito da escada, num sábado de abril, reuniu-se a rapaziada.

A finalidade está visto, não havia quem não soubesse, para ajudar a paróquia, organizou-se uma quermesse.

Vão longe os versos, assinado por Rubens, simplesmente. Não consultamos o Dr. Admar, mas provavelmente o autor foi Rubens Awada, que se formaria médico. Um dos mais brilhantes da cidade, que um dia nos confiou o seu álbum de fotografias do saudoso Panelinha – entre uma foto e outra, confetes e pedaços de serpentinas daqueles desfiles imemoriais.

Outra coluna do jornal da Ausa: Society Anonymous, assinado por Bimbraim. Bimbraim? Não seria mais um pseudônimo de Rubens Awada?

Antes da TV

Texto: Antonio de Andrade

Prática corriqueira, antes do surgimento da televisão, era a ida frequente das famílias aos cinemas, circos e clubes para o contato – “ao vivo” – com os astros e estrelas do rádio brasileiro. 

Com a chegada da televisão tal proximidade passaria a ser diária, gratuita e no aconchego, conforto e segurança do ambiente doméstico, mesmo que viesse a ocorrer na residência de um vizinho. 

Tal acessibilidade ao universo glamoroso do entretenimento e do consumismo deu origem a uma radical inversão na difusão e popularização dos veículos de comunicação da, até então, incipiente indústria cultural brasileira, possibilitando a aproximação de camadas sociais até então alijadas deste mercado. (continua)

Diário há meio século

Quarta-feira, 28 de outubro de 1970 – ano 13, edição 1370

Manchete – Sequestro e lei marcial no Equador

Paranapiacaba – Agência do correio vai reabrir após um ano de fechamento.

Mauá – Moradores dos jardins Silvia Maria e Sonia Maria reivindicam uma linha de ônibus que vá até o perímetro central de Santo André. Segundo a SAB local, 95% dos moradores trabalhavam no vizinho município.

Movimento Sindical – Sindicado dos Trabalhadores na Construção Civil denuncia a CBO (Companhia Brasileira de Obras), que não aceitaria empregados sindicalizados.

Antonio Lopes era o presidente do sindicato.

Data – No Dia do Funcionário Público, 67 servidores de São Bernardo são contemplados com distintivos de mérito civil por haverem completado 30 anos de serviços. Festa teve baile com a orquestra de Luiz Loy, na Associação dos Funcionários Públicos.

Futebol – Estádio do Pacaembu é reaberto com o amistoso entre Corinthians e Nacional, de Montevidéu: empate de 0 a 0.

Hoje

Dia do Funcionário Público

Santos do Dia

JUDAS e SIMÃO. Apóstolos.

Em 28 de outubro de...

1920 – Em nova fase, o Brasil FC, de Santo André, realiza excursão a São Carlos para jogar com o Paulista local. Em jogo a Taça Oswaldo de Almeida, oferecida por um sócio do Brasil.

Em Santo André, o Primeiro de Maio, da Segunda Divisão da Apea, recebe o time do Banco Francês e Italiano, da Capital.

Lançada a canção Mimosa, do ator Leopoldo Froes. À venda para piano, canto e orquestra na Casa A. Di Franco Editora: Rua São Bento, 50.

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