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Protestos se espalham na Filadélfia após polícia matar homem negro



27/10/2020 | 19:34


Protestos violentos eclodiram na noite da segunda-feira 26 na Filadélfia, depois que a polícia matou um homem negro de 27 anos alegando que ele estava armado com uma faca. A família da vítima diz que ele sofria de uma crise de saúde mental. O Departamento de Polícia da Filadélfia, que está investigando o caso, disse que dois policiais atiraram em Walter Wallace Jr. várias vezes na tarde da segunda-feira, depois que ele se recusou a largar a faca enquanto sua mãe o seguia de perto, tentando contê-lo.

 

Os policiais foram enviados ao bairro de West Philadelphia, após receberem uma ligação alertando que um homem portava uma faca.

 

A família de Wallace e os ativistas locais apontaram para o vídeo do celular do tiroteio, perguntando por que os policiais não usaram armas menos letais para tentar subjugá-lo. "Por que eles não usaram um taser?" Walter Wallace Sênior, o pai da vítima, disse ao jornal Philadelphia Inquirer que seu filho estava tomando medicamentos. "Ele tem problemas mentais. Por que você (polícia) tem que atirar nele? "

 

Algumas horas após o caso, cerca de 300 manifestantes se reuniram nas ruas para protestar contra a violência policial e o racismo. Diversos protestos, alguns que terminaram em tumultos, foram desencadeados em toda a cidade. Trinta policiais ficaram feridos durante confrontos com manifestantes.

 

Uma policial foi atropelada por um veículo, disse um porta-voz da organização. Alguns manifestantes destruíram lojas e incendiaram uma patrulha policial. Várias pessoas foram detidas, segundo as autoridades.

 

Perguntas

 

Um vídeo filmado por um pedestre e amplamente compartilhado nas redes sociais mostrou Wallace se aproximando de dois policiais, que sacaram as armas depois de instrui-lo a soltar a faca. O vídeo mostra os agentes recuando, depois corta brevemente enquanto disparos ocorrem, e depois é possível ver Wallace desabando na calçada.

 

"Assisti ao vídeo deste trágico incidente e que levanta perguntas difíceis que devem ser respondidas", disse o prefeito da Filadélfia, Jim Kenney, sobre a morte de Wallace Jr. Ele anunciou que abriria uma investigação.

 

"Reconheço que o vídeo provoca muitas perguntas", disse a comissária de polícia Danielle Outlaw, acrescentando que uma unidade responsável pela investigação de incidentes envolvendo agentes está investigando o ocorrido. "Os moradores têm a minha garantia de que estas perguntas serão plenamente abordadas na investigação", afirmou.

 

"Estamos monitorando a situação de perto. Estamos prontos para implantar recursos federais, caso seja necessário. O presidente Trump não tolerará a violência contra as forças de ordem dos Estados Unidos", declarou por sua vez Alyssa Farah, diretora de comunicações da Casa Branca.

 

O episódio de violência é o mais recente em meio a meses de protestos antirracismo que acontecem em todo o país desde a morte de George Floyd, americano negro de 46 anos morto por um policial branco de Minneapolis, que se ajoelhou sobre seu pescoço durante quase nove minutos, em 25 de maio. (Com agências internacionais)



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Protestos se espalham na Filadélfia após polícia matar homem negro


27/10/2020 | 19:34


Protestos violentos eclodiram na noite da segunda-feira 26 na Filadélfia, depois que a polícia matou um homem negro de 27 anos alegando que ele estava armado com uma faca. A família da vítima diz que ele sofria de uma crise de saúde mental. O Departamento de Polícia da Filadélfia, que está investigando o caso, disse que dois policiais atiraram em Walter Wallace Jr. várias vezes na tarde da segunda-feira, depois que ele se recusou a largar a faca enquanto sua mãe o seguia de perto, tentando contê-lo.

 

Os policiais foram enviados ao bairro de West Philadelphia, após receberem uma ligação alertando que um homem portava uma faca.

 

A família de Wallace e os ativistas locais apontaram para o vídeo do celular do tiroteio, perguntando por que os policiais não usaram armas menos letais para tentar subjugá-lo. "Por que eles não usaram um taser?" Walter Wallace Sênior, o pai da vítima, disse ao jornal Philadelphia Inquirer que seu filho estava tomando medicamentos. "Ele tem problemas mentais. Por que você (polícia) tem que atirar nele? "

 

Algumas horas após o caso, cerca de 300 manifestantes se reuniram nas ruas para protestar contra a violência policial e o racismo. Diversos protestos, alguns que terminaram em tumultos, foram desencadeados em toda a cidade. Trinta policiais ficaram feridos durante confrontos com manifestantes.

 

Uma policial foi atropelada por um veículo, disse um porta-voz da organização. Alguns manifestantes destruíram lojas e incendiaram uma patrulha policial. Várias pessoas foram detidas, segundo as autoridades.

 

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Um vídeo filmado por um pedestre e amplamente compartilhado nas redes sociais mostrou Wallace se aproximando de dois policiais, que sacaram as armas depois de instrui-lo a soltar a faca. O vídeo mostra os agentes recuando, depois corta brevemente enquanto disparos ocorrem, e depois é possível ver Wallace desabando na calçada.

 

"Assisti ao vídeo deste trágico incidente e que levanta perguntas difíceis que devem ser respondidas", disse o prefeito da Filadélfia, Jim Kenney, sobre a morte de Wallace Jr. Ele anunciou que abriria uma investigação.

 

"Reconheço que o vídeo provoca muitas perguntas", disse a comissária de polícia Danielle Outlaw, acrescentando que uma unidade responsável pela investigação de incidentes envolvendo agentes está investigando o ocorrido. "Os moradores têm a minha garantia de que estas perguntas serão plenamente abordadas na investigação", afirmou.

 

"Estamos monitorando a situação de perto. Estamos prontos para implantar recursos federais, caso seja necessário. O presidente Trump não tolerará a violência contra as forças de ordem dos Estados Unidos", declarou por sua vez Alyssa Farah, diretora de comunicações da Casa Branca.

 

O episódio de violência é o mais recente em meio a meses de protestos antirracismo que acontecem em todo o país desde a morte de George Floyd, americano negro de 46 anos morto por um policial branco de Minneapolis, que se ajoelhou sobre seu pescoço durante quase nove minutos, em 25 de maio. (Com agências internacionais)

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