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Bartomeu renuncia para evitar impeachment e deixa a presidência do Barcelona



27/10/2020 | 18:16


Um dia após afirmar que nunca havia cogitado a ideia de deixar o Barcelona, Josep Maria Bartomeu renunciou e não é mais o presidente do Barcelona. Segundo os principais jornais da Espanha, o dirigente apresentou sua carta de renúncia nesta terça-feira e todos os membros da diretoria também pedirão afastamento de suas funções.

De acordo com informações da mídia espanhola, Bartomeu e outros dirigentes do Barcelona decidiram renunciar após reunião de urgência do Conselho de Administração do clube catalão nesta terça-feira.

Curiosamente, Bartomeu havia dito na segunda-feira que se demitir "não passava pela sua cabeça". No entanto, ele não suportou a imensa pressão, potencializada com o desejo de Lionel Messi de sair do Barcelona e com os péssimos resultados na última temporada, que o time catalão encerrou sem títulos.

O agora ex-mandatário sofria um processo de moção de censura movido por mais de 20 mil sócios do Barcelona, cujo fim poderia levar à destituição de toda a diretoria. Segundo os veículos espanhóis, a principal razão para o pedido de renúncia foi a não autorização do governo da Catalunha para adiar a votação.

As autoridades consideraram que "não há impedimentos jurídicos, nem sanitários" em razão da pandemia de covid-19 para a realização do referendo de voto de censura. Com isso, Bartomeu poderia se reunir com caráter de urgência para anunciar a convocação do referendo ou apresentar sua demissão. Ele preferiu a segunda opção.

Agora, a Comissão de Gestão, liderada pelo presidente da Comissão Econômica do clube, Carles Tusquets, terá no máximo 90 dias para convocar as eleições a partir da posse de seus novos membros.

Assim, o final de janeiro seria o prazo para que sejam realizadas as eleições para a presidência de Barcelona. No pleito, já estão confirmados os candidatos Jordi Farré, Agustí Benedito, Víctor Font, Toni Freixa e Lluís Fernández Alà.

Bartomeu e a diretoria do Barça optaram por apresentar a renúncia em vez de enfrentar todo um processo desgastante, que prevê destituição e a convocação de novas eleições em caso de dois terços dos votantes optarem pela moção.

O atual mandato de Bartomeu se encerraria em junho de 2021. Ele estava na presidência do clube catalão desde janeiro de 2014, quando venceu as eleições. Na época, era o primeiro vice-presidente do clube. Seu antecessor, Sandro Rossel, também havia renunciado.

Com Bartomeu na presidência, o time catalão conquistou 13 títulos, dentre os quais estão quatro edições do Campeonato Espanhol e uma da Liga dos Campeões. No entanto, em 2019/2020, a equipe terminou uma temporada sem conquistas pela primeira vez desde 2008 e entrou em crise depois da goleada histórica por 8 a 2 sofrida pelo Bayern de Munique. Hoje, uma reformulação está em curso, com a saída de veteranos, como Luis Suárez. Messi já expressou a vontade de sair do clube e pode fazê-lo ao fim do seu contrato, em junho de 2021.



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Bartomeu renuncia para evitar impeachment e deixa a presidência do Barcelona


27/10/2020 | 18:16


Um dia após afirmar que nunca havia cogitado a ideia de deixar o Barcelona, Josep Maria Bartomeu renunciou e não é mais o presidente do Barcelona. Segundo os principais jornais da Espanha, o dirigente apresentou sua carta de renúncia nesta terça-feira e todos os membros da diretoria também pedirão afastamento de suas funções.

De acordo com informações da mídia espanhola, Bartomeu e outros dirigentes do Barcelona decidiram renunciar após reunião de urgência do Conselho de Administração do clube catalão nesta terça-feira.

Curiosamente, Bartomeu havia dito na segunda-feira que se demitir "não passava pela sua cabeça". No entanto, ele não suportou a imensa pressão, potencializada com o desejo de Lionel Messi de sair do Barcelona e com os péssimos resultados na última temporada, que o time catalão encerrou sem títulos.

O agora ex-mandatário sofria um processo de moção de censura movido por mais de 20 mil sócios do Barcelona, cujo fim poderia levar à destituição de toda a diretoria. Segundo os veículos espanhóis, a principal razão para o pedido de renúncia foi a não autorização do governo da Catalunha para adiar a votação.

As autoridades consideraram que "não há impedimentos jurídicos, nem sanitários" em razão da pandemia de covid-19 para a realização do referendo de voto de censura. Com isso, Bartomeu poderia se reunir com caráter de urgência para anunciar a convocação do referendo ou apresentar sua demissão. Ele preferiu a segunda opção.

Agora, a Comissão de Gestão, liderada pelo presidente da Comissão Econômica do clube, Carles Tusquets, terá no máximo 90 dias para convocar as eleições a partir da posse de seus novos membros.

Assim, o final de janeiro seria o prazo para que sejam realizadas as eleições para a presidência de Barcelona. No pleito, já estão confirmados os candidatos Jordi Farré, Agustí Benedito, Víctor Font, Toni Freixa e Lluís Fernández Alà.

Bartomeu e a diretoria do Barça optaram por apresentar a renúncia em vez de enfrentar todo um processo desgastante, que prevê destituição e a convocação de novas eleições em caso de dois terços dos votantes optarem pela moção.

O atual mandato de Bartomeu se encerraria em junho de 2021. Ele estava na presidência do clube catalão desde janeiro de 2014, quando venceu as eleições. Na época, era o primeiro vice-presidente do clube. Seu antecessor, Sandro Rossel, também havia renunciado.

Com Bartomeu na presidência, o time catalão conquistou 13 títulos, dentre os quais estão quatro edições do Campeonato Espanhol e uma da Liga dos Campeões. No entanto, em 2019/2020, a equipe terminou uma temporada sem conquistas pela primeira vez desde 2008 e entrou em crise depois da goleada histórica por 8 a 2 sofrida pelo Bayern de Munique. Hoje, uma reformulação está em curso, com a saída de veteranos, como Luis Suárez. Messi já expressou a vontade de sair do clube e pode fazê-lo ao fim do seu contrato, em junho de 2021.

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