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No ano até setembro, comunicações suspeitas ao Coaf aumentaram 40%, diz Febraban



27/10/2020 | 13:53


O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, reforçou nesta terça-feira, 27, o compromisso da entidade no combate a práticas criminosas como lavagem de dinheiro e financiamento do Terrorismo. Ele relatou a comunicação de atividades suspeitas pelos bancos ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) cresceu 40% em 2020.

"Não podemos, nem vamos aceitar que o crime organizado se estabeleça e utilize o setor financeiro para suas práticas criminosas. Sabemos que nenhum setor da economia está imune a ilícitos financeiros, mas quem procura fazer do setor bancário um canal de lavagem de dinheiro não é bem-vindo. Ao contrário, será sempre alvo de nossas comunicações às autoridades", afirmou Sidney, na abertura do 10º Congresso de Prevenção à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo, organizado pela Febraban.

Segundo presidente da Febraban, houve um crescimento "exponencial" de fraudes bancárias e tentativas de desvios de verbas públicas na aquisição de insumos e equipamentos médicos durante a pandemia de covid-19.

"O crime não tem fim. Por isso, quanto mais robustos e convergentes forem os controles dos bancos sobre ações de prevenção e lavagem de dinheiro, mais protegido estará todo o setor financeiro e a população", completou Sidney, que defendeu a cooperação e a integração entre reguladores e regulados no combate a práticas criminosas.

Ele lembrou que os bancos são os maiores responsáveis pelas comunicações das operações suspeitas ao Coaf, chegando a 118.549 informações no ano passado. Também foram comunicadas 2,919 milhões de operações em espécie com valor superior a R$ 50 mil em 2019. Em 2020, até setembro, houve aumento de 40% nas comunicações suspeitas (164.883) e de 10% nas operações de alto valor em espécie (3,191 milhões).

"Isso é reflexo do período da pandemia, quando os bancos atenderam chamado do Coaf e do Gaffi para reforçar o monitoramento e redobrar a vigilância nas medidas para o combate de ocorrências de ilícitos, mantendo-se vigilantes para mitigar os riscos de crimes financeiros relacionados à covid-19", acrescentou Sidney. "Quero renovar o comprometimento de todo o setor bancário em continuar colaborando com os reguladores e autoridades competentes na busca constante do aprimoramento regulatório e na adoção das melhores práticas no combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo", concluiu.



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No ano até setembro, comunicações suspeitas ao Coaf aumentaram 40%, diz Febraban


27/10/2020 | 13:53


O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, reforçou nesta terça-feira, 27, o compromisso da entidade no combate a práticas criminosas como lavagem de dinheiro e financiamento do Terrorismo. Ele relatou a comunicação de atividades suspeitas pelos bancos ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) cresceu 40% em 2020.

"Não podemos, nem vamos aceitar que o crime organizado se estabeleça e utilize o setor financeiro para suas práticas criminosas. Sabemos que nenhum setor da economia está imune a ilícitos financeiros, mas quem procura fazer do setor bancário um canal de lavagem de dinheiro não é bem-vindo. Ao contrário, será sempre alvo de nossas comunicações às autoridades", afirmou Sidney, na abertura do 10º Congresso de Prevenção à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo, organizado pela Febraban.

Segundo presidente da Febraban, houve um crescimento "exponencial" de fraudes bancárias e tentativas de desvios de verbas públicas na aquisição de insumos e equipamentos médicos durante a pandemia de covid-19.

"O crime não tem fim. Por isso, quanto mais robustos e convergentes forem os controles dos bancos sobre ações de prevenção e lavagem de dinheiro, mais protegido estará todo o setor financeiro e a população", completou Sidney, que defendeu a cooperação e a integração entre reguladores e regulados no combate a práticas criminosas.

Ele lembrou que os bancos são os maiores responsáveis pelas comunicações das operações suspeitas ao Coaf, chegando a 118.549 informações no ano passado. Também foram comunicadas 2,919 milhões de operações em espécie com valor superior a R$ 50 mil em 2019. Em 2020, até setembro, houve aumento de 40% nas comunicações suspeitas (164.883) e de 10% nas operações de alto valor em espécie (3,191 milhões).

"Isso é reflexo do período da pandemia, quando os bancos atenderam chamado do Coaf e do Gaffi para reforçar o monitoramento e redobrar a vigilância nas medidas para o combate de ocorrências de ilícitos, mantendo-se vigilantes para mitigar os riscos de crimes financeiros relacionados à covid-19", acrescentou Sidney. "Quero renovar o comprometimento de todo o setor bancário em continuar colaborando com os reguladores e autoridades competentes na busca constante do aprimoramento regulatório e na adoção das melhores práticas no combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo", concluiu.

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