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Aprovados em concurso da
GCM cobram contratação

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Orlando Morando prometeu dobrar o quadro de guardas em quatro anos, mas incorporou 77


Aline Meo
Do Diário do Grande ABC

26/10/2020 | 23:55


Grupo com cerca de 300 pessoas, aprovadas no último concurso da GCM (Guarda Civil Municipal) de São Bernardo, cobra do prefeito Orlando Morando (PSDB) o compromisso assumido logo depois de ser eleito, em 2016, de que iria dobrar o efetivo da corporação. Em entrevista dada após a eleição, o tucano afirmou que iria contratar 100 guardas ao ano, mas chamou apenas 77, em julho.

Na referida entrevista, disponível na internet, ao ser questionado sobre a promessa, Morando declarou: “Só vou substituir a palavra promessa por compromisso. Tenho pavor da palavra promessa, porque tenho certeza de que o povo também não suporta. É um compromisso nosso dobrar o efetivo”. O tucano ainda afirmou que o deficit atual era de 400 guardas. “Vamos contratar 100 GCMs a cada ano e teremos o compromisso atendido”, pontuou.

Os aprovados no concurso de 2018 têm se organizado pelas redes sociais e se autodenominam Excedentes GCM SBC. Na internet, cobram no perfil oficial do prefeito o compromisso assumido em 2016, mas relatam que seus comentários têm sido apagados e/ou ignorados. O prefeito tem, inclusive, negado que chegou a prometer a contratação de 400 novos guardas.

Estudante e morador de São Paulo, Gustavo Bueno da Silva, 21 anos, é um dos aprovados e se queixa da falta de compromisso do tucano. “É um sentimento de incerteza e angústia, a maioria dos excedentes esperava ser chamada, muitos vieram de outras cidades, enfrentaram diversos problemas de logística (para realizar o concurso)”, explicou. “Incerteza e angústia descrevem o sentimento dos excedentes”, concluiu.

O Diário questionou qual era o número de guardas na corporação quando a atual gestão assumiu a Prefeitura e também quantos integrantes têm a guarda hoje. A administração de São Bernardo não respondeu. De acordo com o Sindserv-SBC (Sindicato dos Servidores Públicos de São Bernardo), em dezembro de 2016 havia 864 guardas. Atualmente, são 858. 

Em nota, a Prefeitura informou que a atual gestão promoveu o maior plano de valorização e reestruturação da GCM, investindo em nova frota de veículos, na aquisição de novos armamentos e na inauguração de bases e inspetorias em diversas regiões da cidade. Além disso, a administração contratou 77 novos guardas para reforço da segurança e atendeu antiga reivindicação da categoria, com a mudança do regime de contratação para o estatutário.

Ainda por meio do comunicado, a administração afirmou que a equiparação do salário dos profissionais com os agentes da Polícia Militar, demanda histórica dos guardas, foi oficializada em 2019, por meio de plano vertical de cargos e carreiras, bem como a inclusão dos GCMs no plano de progressão horizontal. O diretor de assuntos jurídicos do Sindserv-SBC e GCM de 1ª Classe, Celio Vieira, negou que tenha havido a equiparação e chamou o reajuste de “um cala boca”.

“É importante destacar que o concurso para incorporação de novos guardas tem validade de dois anos, prorrogáveis por mais dois. Por conta da pandemia, e em obediência à Lei Complementar 173, as validades de concursos vigentes foram suspensas até o fim de dezembro”, concluiu a nota da Prefeitura



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Aprovados em concurso da
GCM cobram contratação

Orlando Morando prometeu dobrar o quadro de guardas em quatro anos, mas incorporou 77

Aline Meo
Do Diário do Grande ABC

26/10/2020 | 23:55


Grupo com cerca de 300 pessoas, aprovadas no último concurso da GCM (Guarda Civil Municipal) de São Bernardo, cobra do prefeito Orlando Morando (PSDB) o compromisso assumido logo depois de ser eleito, em 2016, de que iria dobrar o efetivo da corporação. Em entrevista dada após a eleição, o tucano afirmou que iria contratar 100 guardas ao ano, mas chamou apenas 77, em julho.

Na referida entrevista, disponível na internet, ao ser questionado sobre a promessa, Morando declarou: “Só vou substituir a palavra promessa por compromisso. Tenho pavor da palavra promessa, porque tenho certeza de que o povo também não suporta. É um compromisso nosso dobrar o efetivo”. O tucano ainda afirmou que o deficit atual era de 400 guardas. “Vamos contratar 100 GCMs a cada ano e teremos o compromisso atendido”, pontuou.

Os aprovados no concurso de 2018 têm se organizado pelas redes sociais e se autodenominam Excedentes GCM SBC. Na internet, cobram no perfil oficial do prefeito o compromisso assumido em 2016, mas relatam que seus comentários têm sido apagados e/ou ignorados. O prefeito tem, inclusive, negado que chegou a prometer a contratação de 400 novos guardas.

Estudante e morador de São Paulo, Gustavo Bueno da Silva, 21 anos, é um dos aprovados e se queixa da falta de compromisso do tucano. “É um sentimento de incerteza e angústia, a maioria dos excedentes esperava ser chamada, muitos vieram de outras cidades, enfrentaram diversos problemas de logística (para realizar o concurso)”, explicou. “Incerteza e angústia descrevem o sentimento dos excedentes”, concluiu.

O Diário questionou qual era o número de guardas na corporação quando a atual gestão assumiu a Prefeitura e também quantos integrantes têm a guarda hoje. A administração de São Bernardo não respondeu. De acordo com o Sindserv-SBC (Sindicato dos Servidores Públicos de São Bernardo), em dezembro de 2016 havia 864 guardas. Atualmente, são 858. 

Em nota, a Prefeitura informou que a atual gestão promoveu o maior plano de valorização e reestruturação da GCM, investindo em nova frota de veículos, na aquisição de novos armamentos e na inauguração de bases e inspetorias em diversas regiões da cidade. Além disso, a administração contratou 77 novos guardas para reforço da segurança e atendeu antiga reivindicação da categoria, com a mudança do regime de contratação para o estatutário.

Ainda por meio do comunicado, a administração afirmou que a equiparação do salário dos profissionais com os agentes da Polícia Militar, demanda histórica dos guardas, foi oficializada em 2019, por meio de plano vertical de cargos e carreiras, bem como a inclusão dos GCMs no plano de progressão horizontal. O diretor de assuntos jurídicos do Sindserv-SBC e GCM de 1ª Classe, Celio Vieira, negou que tenha havido a equiparação e chamou o reajuste de “um cala boca”.

“É importante destacar que o concurso para incorporação de novos guardas tem validade de dois anos, prorrogáveis por mais dois. Por conta da pandemia, e em obediência à Lei Complementar 173, as validades de concursos vigentes foram suspensas até o fim de dezembro”, concluiu a nota da Prefeitura

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