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Ação social deve arrecadar R$ 500 mil no Grande ABC

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Dinheiro é esperado por instituição de Santo André, que oferece hospedagem e transporte para crianças com câncer


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

24/10/2020 | 00:01


Mesmo com a pandemia do novo coronavírus, a esperança por dias melhores resiste na Casa Ronald McDonald, em Santo André. A instituição, que acolhe crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer, aposta tudo no McDia Feliz, ação que normalmente acontece em agosto, mas que neste ano foi transferida para 21 de novembro por causa da crise sanitária. Nesse dia, 70% da arrecadação de toda a rede McDonald com a venda do sanduíche BigMac são revertidos para instituições como o espaço andreense, que planeja arrecadar R$ 500 mil neste ano, R$ 200 mil a menos do que o obtido em 2019.

Segundo o presidente da Casa Ronald, Nelson Tadeu, parte da arrecadação prevista para a sede é destinada também ao Instituto Ayrton Senna e ao fundo nacional de projetos ao câncer infantil. “A pandemia nos fez pensar nesta expectativa um pouco mais baixa, na qual ainda destinamos parte do que arrecadamos para essas instituições, que seguem com outros projetos”, explica.

São 70 restaurantes da rede que participam da ação em São Paulo, sendo 33 deles espalhados pelo Grande ABC.

Uma das famílias atendidas pela instituição é a da dona de casa Ana Cláudia da Silva Teixeira, 39 anos, que chegou de Campinas em meio à pandemia – no dia 22 de julho – à procura de tratamento para a filha Nicoly da Silva Teixeira, 8. Em maio, Nicoly apresentou fortes dores de cabeça e foi diagnosticada com tumor meduloblastoma – câncer no cerebelo. Ainda em hospital na cidade onde moravam, a garota conseguiu retirar o tumor, mas foi transferida para a Casa Ronad para continuar o tratamento.

“Nicoly chegou aqui com os fisioterapeutas lá de Campinas dizendo que ela só mexia os olhos e que a probabilidade de (essas limitações) permanecerem era grande por causa das sequelas. Em poucos meses, a resposta do tratamento foi excelente e a recuperação está sendo muito boa. Eu falo que aqui (Casa Ronald) é a casa de Deus, por toda ajuda e suporte que me deram”, detalha Ana Cláudia. A sede oferece todas as refeições diárias, acomodações para o paciente e o acompanhante, além de transporte para os hospitais.

A também dona de casa Maria do Socorro de Souza, 40, frequenta a Casa Ronald desde 2013, quando descobriu a leucemia da filha, Wenndy Suane de Souza, 11, e precisou vir de Macapá (Amapá) para São Paulo. Após praticamente quatro anos hospedada na sede para tratamento de Wenndy, hoje, a jovem realiza apenas acompanhamentos e tratamento, quando necessário.

“Após diversas recaídas dela para a doença, conseguimos achar um doador de medula óssea para fazer o transplante, que deu certo. Não fosse todo suporte que a casa nos deu para tratamento no hospital, seria muito mais demorada essa recuperação”, declara Maria do Socorro, que voltou para Macapá e se hospeda na casa quando há necessidade de algum tratamento em São Paulo. 



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Ação social deve arrecadar R$ 500 mil no Grande ABC

Dinheiro é esperado por instituição de Santo André, que oferece hospedagem e transporte para crianças com câncer

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

24/10/2020 | 00:01


Mesmo com a pandemia do novo coronavírus, a esperança por dias melhores resiste na Casa Ronald McDonald, em Santo André. A instituição, que acolhe crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer, aposta tudo no McDia Feliz, ação que normalmente acontece em agosto, mas que neste ano foi transferida para 21 de novembro por causa da crise sanitária. Nesse dia, 70% da arrecadação de toda a rede McDonald com a venda do sanduíche BigMac são revertidos para instituições como o espaço andreense, que planeja arrecadar R$ 500 mil neste ano, R$ 200 mil a menos do que o obtido em 2019.

Segundo o presidente da Casa Ronald, Nelson Tadeu, parte da arrecadação prevista para a sede é destinada também ao Instituto Ayrton Senna e ao fundo nacional de projetos ao câncer infantil. “A pandemia nos fez pensar nesta expectativa um pouco mais baixa, na qual ainda destinamos parte do que arrecadamos para essas instituições, que seguem com outros projetos”, explica.

São 70 restaurantes da rede que participam da ação em São Paulo, sendo 33 deles espalhados pelo Grande ABC.

Uma das famílias atendidas pela instituição é a da dona de casa Ana Cláudia da Silva Teixeira, 39 anos, que chegou de Campinas em meio à pandemia – no dia 22 de julho – à procura de tratamento para a filha Nicoly da Silva Teixeira, 8. Em maio, Nicoly apresentou fortes dores de cabeça e foi diagnosticada com tumor meduloblastoma – câncer no cerebelo. Ainda em hospital na cidade onde moravam, a garota conseguiu retirar o tumor, mas foi transferida para a Casa Ronad para continuar o tratamento.

“Nicoly chegou aqui com os fisioterapeutas lá de Campinas dizendo que ela só mexia os olhos e que a probabilidade de (essas limitações) permanecerem era grande por causa das sequelas. Em poucos meses, a resposta do tratamento foi excelente e a recuperação está sendo muito boa. Eu falo que aqui (Casa Ronald) é a casa de Deus, por toda ajuda e suporte que me deram”, detalha Ana Cláudia. A sede oferece todas as refeições diárias, acomodações para o paciente e o acompanhante, além de transporte para os hospitais.

A também dona de casa Maria do Socorro de Souza, 40, frequenta a Casa Ronald desde 2013, quando descobriu a leucemia da filha, Wenndy Suane de Souza, 11, e precisou vir de Macapá (Amapá) para São Paulo. Após praticamente quatro anos hospedada na sede para tratamento de Wenndy, hoje, a jovem realiza apenas acompanhamentos e tratamento, quando necessário.

“Após diversas recaídas dela para a doença, conseguimos achar um doador de medula óssea para fazer o transplante, que deu certo. Não fosse todo suporte que a casa nos deu para tratamento no hospital, seria muito mais demorada essa recuperação”, declara Maria do Socorro, que voltou para Macapá e se hospeda na casa quando há necessidade de algum tratamento em São Paulo. 

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