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Atletas do São Caetano anunciam greve e prometem não entrar em campo hoje

Jogadores, integrantes da comissão técnica e funcionários reclamam de salários atrasados


Luís Felipe Soares

23/10/2020 | 23:59


Jogadores, integrantes da comissão técnica e funcionários da Associação Desportiva São Caetano entraram em greve na manhã de ontem. O grupo irá ficar de braços cruzados enquanto a diretoria do clube não realizar acertos financeiros em relação a salários atrasados nos último meses. Com isso, o time promete não entrar em campo na tarde de hoje, no Estádio Anacleto Campanella, contra o Pelotas (Rio Grande do Sul), pela nona rodada da primeira fase da Série D do Campeonato Brasileiro. 

O WO (walkover, em inglês, em termo que faz referência ao fato de um time não aparecer e dar a vitória ao adversário) rende derrota pelo placar de 3 a 0 para o desistente. O Azulão está na lanterna do Grupo 8, com cinco pontos, tendo chances remotas de classificação para a próxima fase da competição nacional. Atualmente em terceiro lugar (12 pontos) e brigando para se manter no G-4, o Pelotas treinou normalmente em São Paulo se preparando para a agenda.

“Por conta dessa situação, que se arrasta pelos últimos meses no clube, definimos por não disputar a próxima partida, para que atitudes sejam tomadas e desta forma corrigir o rumo deste time que tanto respeitamos”, diz trecho de nota montada pelo elenco. Eles já haviam ameaçado não atuar no jogo anterior, contra o Joinville, na quarta-feira, mas a diretoria prometeu que os valores pendentes – ou parte deles – seriam pagos, fato que não ocorreu. 

“A greve é um dispositivo extremo e que só é utilizado quando são esgotadas as negociações entre as partes. A notificação prévia é fundamental para que os trabalhadores não sofram qualquer tipo de punição desportiva”, explica o Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de São Paulo, que tem acompanhado o caso.

SITUAÇÃO

Informações extraoficiais dizem que os jogadores do São Caetano têm pagamentos atrasados há quatro meses, assim como direito de imagem. Outros problemas financeiros envolvem o não repasse ao grupo das premiações referentes às conquistas da Copa Paulista de 2019 (em novembro) e da Série A-2 do Paulistão de 2020 (ocorrida no dia 12), além de 13º salários, FGTS e auxílio-moradia. Alguns jogadores estão com ordem de despejo por não terem pago aluguel e os funcionários têm passado dificuldades.

Depois do título obtido neste mês, alguns atletas e o técnico Alexandre Gallo pediram demissão justamente por causa dessas complicações. Ontem, os volantes Esley e Gabriel Santos, este último uma das revelações da base do clube, rescindiram seus contratos. Ex-integrantes da diretoria, caso do então executivo de futebol Marcio Griggio, também fizeram parte da debandada no Azulão, que passa por caos administrativo com parcerias ‘relâmpago’ com investidores – a última durou dois meses, entre agosto e outubro – e o retorno do presidente Nairo Ferreira de Souza ao comando do clube. A presença do cartola na liderança do São Caetano é apontada por alguns ex-funcionários como principal fato de suas saídas.

Em entrevista ao canal TV+ ABC, na terça-feira, o dirigente disse que voltou “para consertar algo que estava errado”. Segundo ele, novos investidores estão prestes a serem anunciados e seu objetivo é passar a administração esportiva para essa nova equipe. “Agora não quero ser cobrado por salários atrasados e aluguel. O Nairo pegou o São Caetano para colocar no lugar dele novamente, com novos administradores e pessoas sérias para fazer futebol”, comentou.

O Diário não conseguiu entrar em contato com o presidente Nairo Ferreira de Souza ao longo de ontem. Até o fechamento desta edição, o clube não enviou nota nem apresentou em suas redes nenhum posicionamento sobre o assunto. 



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Atletas do São Caetano anunciam greve e prometem não entrar em campo hoje

Jogadores, integrantes da comissão técnica e funcionários reclamam de salários atrasados

Luís Felipe Soares

23/10/2020 | 23:59


Jogadores, integrantes da comissão técnica e funcionários da Associação Desportiva São Caetano entraram em greve na manhã de ontem. O grupo irá ficar de braços cruzados enquanto a diretoria do clube não realizar acertos financeiros em relação a salários atrasados nos último meses. Com isso, o time promete não entrar em campo na tarde de hoje, no Estádio Anacleto Campanella, contra o Pelotas (Rio Grande do Sul), pela nona rodada da primeira fase da Série D do Campeonato Brasileiro. 

O WO (walkover, em inglês, em termo que faz referência ao fato de um time não aparecer e dar a vitória ao adversário) rende derrota pelo placar de 3 a 0 para o desistente. O Azulão está na lanterna do Grupo 8, com cinco pontos, tendo chances remotas de classificação para a próxima fase da competição nacional. Atualmente em terceiro lugar (12 pontos) e brigando para se manter no G-4, o Pelotas treinou normalmente em São Paulo se preparando para a agenda.

“Por conta dessa situação, que se arrasta pelos últimos meses no clube, definimos por não disputar a próxima partida, para que atitudes sejam tomadas e desta forma corrigir o rumo deste time que tanto respeitamos”, diz trecho de nota montada pelo elenco. Eles já haviam ameaçado não atuar no jogo anterior, contra o Joinville, na quarta-feira, mas a diretoria prometeu que os valores pendentes – ou parte deles – seriam pagos, fato que não ocorreu. 

“A greve é um dispositivo extremo e que só é utilizado quando são esgotadas as negociações entre as partes. A notificação prévia é fundamental para que os trabalhadores não sofram qualquer tipo de punição desportiva”, explica o Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de São Paulo, que tem acompanhado o caso.

SITUAÇÃO

Informações extraoficiais dizem que os jogadores do São Caetano têm pagamentos atrasados há quatro meses, assim como direito de imagem. Outros problemas financeiros envolvem o não repasse ao grupo das premiações referentes às conquistas da Copa Paulista de 2019 (em novembro) e da Série A-2 do Paulistão de 2020 (ocorrida no dia 12), além de 13º salários, FGTS e auxílio-moradia. Alguns jogadores estão com ordem de despejo por não terem pago aluguel e os funcionários têm passado dificuldades.

Depois do título obtido neste mês, alguns atletas e o técnico Alexandre Gallo pediram demissão justamente por causa dessas complicações. Ontem, os volantes Esley e Gabriel Santos, este último uma das revelações da base do clube, rescindiram seus contratos. Ex-integrantes da diretoria, caso do então executivo de futebol Marcio Griggio, também fizeram parte da debandada no Azulão, que passa por caos administrativo com parcerias ‘relâmpago’ com investidores – a última durou dois meses, entre agosto e outubro – e o retorno do presidente Nairo Ferreira de Souza ao comando do clube. A presença do cartola na liderança do São Caetano é apontada por alguns ex-funcionários como principal fato de suas saídas.

Em entrevista ao canal TV+ ABC, na terça-feira, o dirigente disse que voltou “para consertar algo que estava errado”. Segundo ele, novos investidores estão prestes a serem anunciados e seu objetivo é passar a administração esportiva para essa nova equipe. “Agora não quero ser cobrado por salários atrasados e aluguel. O Nairo pegou o São Caetano para colocar no lugar dele novamente, com novos administradores e pessoas sérias para fazer futebol”, comentou.

O Diário não conseguiu entrar em contato com o presidente Nairo Ferreira de Souza ao longo de ontem. Até o fechamento desta edição, o clube não enviou nota nem apresentou em suas redes nenhum posicionamento sobre o assunto. 

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