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80 anos de Pelé conta com histórias passadas no Grande ABC

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Rei do Futebol fez seu primeiro gol na região, esteve em amistosos e realizou treinamentos por aqui


Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

22/10/2020 | 23:59


A história de Pelé passa por diferentes cidades, Estados, países e continentes. Mas parte da trajetória de seus 80 anos, completados hoje, conta com capítulos especiais escritos no Grande ABC. Entre as três Copas do Mundo conquistadas, mais de 1.000 gols registrados e performances memoráveis nos campos, ele visitou a região em momentos que o Diário lembra para celebrar o aniversário do maior jogador de futebol de todos os tempos.

A mais importante envolve seu primeiro gol como jogador profissional com a camisa do Santos. Em 7 de setembro de 1956, ele estava na reserva no jogo entre o Peixe e o Corinthians de Santo André (o Corintinha) em amistoso no extinto Estádio Américo Guazzelli, campo da equipe local, na Vila Alzira – onde atualmente funciona a sede do clube. O atacante, que atendia pelo apelido Gasolina, aos 15 anos, entrou no decorrer do confronto e balançou as redes no sexto da goleada por a 7 a 1 dos visitantes, aos 36 minutos do segundo tempo. 

Em entrevista ao Diário, em 2006, o ex-meia Tonico, que atuava pelo Corintinha, relembrou o lance. “O Hélvio, do Santos, tirou de cabeça, a bola sobrou no meio-campo, dei o combate no Pelé, mas tomei o drible. Ele passou pelo Zito, não o seu companheiro do Santos, mas outro jogador do Corinthians, pelo Dati, nosso defensor, e tocou na saída do goleiro Zaluar”, disse. Segundo registro da Federação Paulista de Futebol, o fato ocorreu às 16h34 daquele dia.

Ele voltaria ao local em 8 de abril de 1968, em duelo livre entre os reservas do Santos contra o recém-fundado Santo André Futebol Clube, sucedido na década de 1970 pelo atual Esporte Clube Santo André. A ocasião foi montada justamente para que fosse homenageado pelo gol marcado anos antes no mesmo espaço.

O astro mundial passou por outro estádio da região em 9 de janeiro de 1974. Já consagrado, ele era a maior estrela do Santos que entrou em campo em mais um amistoso. Desta vez diante do time amador do Palestra, da Vila Euclides, de São Bernardo. O placar ficou em 4 a 0 para o time da Baixada, com Pelé marcando um no Estádio 1º de Maio e chegando à então somatória de 1.200 gols na carreira.

São Bernardo aparecia no cotidiano do ex-jogador por servir de ponto de treinamento para o Santos. No passado, o Peixe subia a serra para se preparar para alguns jogos nas instalações da Chácara Nicolau Moran, localizada no Km 34 da Rodovia Anchieta. O local pertence ao clube e foi muito usado para concentração para partidas entre as décadas de 1960 e 1970, sendo deixado de lado a partir dos anos 1990.

Números geram eternas comparações

Nos seus 80 anos de vida, Pelé atuou em 1.363 partidas de futebol. Comemorou 1.281 gols, sendo 1.091 pelo Santos, 95 pela Seleção Brasileira, 63 pelo New York Cosmos (dos Estados Unidos) e o restante dividido em jogos especiais. Entre os 32 títulos ganhos, destaque para as três Copas do Mundo, dois mundiais interclubes e seis antigas versões do Campeonato Brasileiro.

“Me impressiona o número de gols que ele fez no início da carreira, entre os 17 e 22 anos. Quando completou 22, em 1962, ele já tinha 524 gols em 446 jogos oficiais e amistosos. Era uma máquina de fazer gols de todos os tipos”, analisa Rodolfo Rodrigues, blogueiro do UOL e especialista em estatísticas do futebol. 

Ele acredita que o desempenho de um atleta, na maioria das vezes, é comprovado por meio de números, incluindo conquistas e gols. É com esses dados que especialistas e fãs tentam entender o que foi o Rei em sua época e gerar comparações com outros astros. “Mas não conseguem dar exatidão, como na ciência.”

Segundo o jornalista, ele poderá ser ultrapassado por Messi e Cristiano Ronaldo em gols oficiais – total e por um único clube –, por exemplo. “Messi é quem mais se aproximou, mas acho quase impossível alguém repetir o desempenho do Rei em um clube, na Seleção, em Copas do Mundo e ser uma referência mundial, tendo jogado a carreira toda no Brasil e em época sem internet.”

Ilustrador cria versões ‘cartunescas’ para gols

Alguns dos gols mais célebres da carreira de Pelé foram desenhados por Sergio Lemos, o Seri. O ex-ilustrador do Diário montou oito painéis em espaço de cerca de 30 metros de largura e cinco metros de altura nas paredes do Museu Pelé, em Santos. O espaço cultural foi reaberto em agosto e o projeto é a novidade.

“O maior desafio foi ser sucinto sobre uma carreira tão rica. Nada do que qualquer artista no mundo faça será suficiente”, comenta Seri. As ilustrações nasceram em 2019, quando ele comemorou 40 anos de carreira e lhe foi pedida homenagem ao 1.000° gol anotado pelo famosa camisa 10. “Quis montar algo em quadrinhos misturado a infográfico.”

Versões ‘cartunescas’ do primeiro gol, realizado em Santo André, do tento marcado contra a Itália na final da Copa do Mundo de 1970 e a última vez que balançou as redes, pelo Cosmos, estão espalhadas pelas paredes.

Uma miniatura do mural foi entregue a Pelé no ano passado. “No momento em que entrei no mesmo espaço em que o Rei estava, foi como se recebesse uma espécie de energia desconhecida. Não sei ainda se isso se deve a mítica criada em torno dele ou se o cara possui esse diferencial mesmo. Acredito mais na segunda hipótese”, explica o santista. 



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80 anos de Pelé conta com histórias passadas no Grande ABC

Rei do Futebol fez seu primeiro gol na região, esteve em amistosos e realizou treinamentos por aqui

Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

22/10/2020 | 23:59


A história de Pelé passa por diferentes cidades, Estados, países e continentes. Mas parte da trajetória de seus 80 anos, completados hoje, conta com capítulos especiais escritos no Grande ABC. Entre as três Copas do Mundo conquistadas, mais de 1.000 gols registrados e performances memoráveis nos campos, ele visitou a região em momentos que o Diário lembra para celebrar o aniversário do maior jogador de futebol de todos os tempos.

A mais importante envolve seu primeiro gol como jogador profissional com a camisa do Santos. Em 7 de setembro de 1956, ele estava na reserva no jogo entre o Peixe e o Corinthians de Santo André (o Corintinha) em amistoso no extinto Estádio Américo Guazzelli, campo da equipe local, na Vila Alzira – onde atualmente funciona a sede do clube. O atacante, que atendia pelo apelido Gasolina, aos 15 anos, entrou no decorrer do confronto e balançou as redes no sexto da goleada por a 7 a 1 dos visitantes, aos 36 minutos do segundo tempo. 

Em entrevista ao Diário, em 2006, o ex-meia Tonico, que atuava pelo Corintinha, relembrou o lance. “O Hélvio, do Santos, tirou de cabeça, a bola sobrou no meio-campo, dei o combate no Pelé, mas tomei o drible. Ele passou pelo Zito, não o seu companheiro do Santos, mas outro jogador do Corinthians, pelo Dati, nosso defensor, e tocou na saída do goleiro Zaluar”, disse. Segundo registro da Federação Paulista de Futebol, o fato ocorreu às 16h34 daquele dia.

Ele voltaria ao local em 8 de abril de 1968, em duelo livre entre os reservas do Santos contra o recém-fundado Santo André Futebol Clube, sucedido na década de 1970 pelo atual Esporte Clube Santo André. A ocasião foi montada justamente para que fosse homenageado pelo gol marcado anos antes no mesmo espaço.

O astro mundial passou por outro estádio da região em 9 de janeiro de 1974. Já consagrado, ele era a maior estrela do Santos que entrou em campo em mais um amistoso. Desta vez diante do time amador do Palestra, da Vila Euclides, de São Bernardo. O placar ficou em 4 a 0 para o time da Baixada, com Pelé marcando um no Estádio 1º de Maio e chegando à então somatória de 1.200 gols na carreira.

São Bernardo aparecia no cotidiano do ex-jogador por servir de ponto de treinamento para o Santos. No passado, o Peixe subia a serra para se preparar para alguns jogos nas instalações da Chácara Nicolau Moran, localizada no Km 34 da Rodovia Anchieta. O local pertence ao clube e foi muito usado para concentração para partidas entre as décadas de 1960 e 1970, sendo deixado de lado a partir dos anos 1990.

Números geram eternas comparações

Nos seus 80 anos de vida, Pelé atuou em 1.363 partidas de futebol. Comemorou 1.281 gols, sendo 1.091 pelo Santos, 95 pela Seleção Brasileira, 63 pelo New York Cosmos (dos Estados Unidos) e o restante dividido em jogos especiais. Entre os 32 títulos ganhos, destaque para as três Copas do Mundo, dois mundiais interclubes e seis antigas versões do Campeonato Brasileiro.

“Me impressiona o número de gols que ele fez no início da carreira, entre os 17 e 22 anos. Quando completou 22, em 1962, ele já tinha 524 gols em 446 jogos oficiais e amistosos. Era uma máquina de fazer gols de todos os tipos”, analisa Rodolfo Rodrigues, blogueiro do UOL e especialista em estatísticas do futebol. 

Ele acredita que o desempenho de um atleta, na maioria das vezes, é comprovado por meio de números, incluindo conquistas e gols. É com esses dados que especialistas e fãs tentam entender o que foi o Rei em sua época e gerar comparações com outros astros. “Mas não conseguem dar exatidão, como na ciência.”

Segundo o jornalista, ele poderá ser ultrapassado por Messi e Cristiano Ronaldo em gols oficiais – total e por um único clube –, por exemplo. “Messi é quem mais se aproximou, mas acho quase impossível alguém repetir o desempenho do Rei em um clube, na Seleção, em Copas do Mundo e ser uma referência mundial, tendo jogado a carreira toda no Brasil e em época sem internet.”

Ilustrador cria versões ‘cartunescas’ para gols

Alguns dos gols mais célebres da carreira de Pelé foram desenhados por Sergio Lemos, o Seri. O ex-ilustrador do Diário montou oito painéis em espaço de cerca de 30 metros de largura e cinco metros de altura nas paredes do Museu Pelé, em Santos. O espaço cultural foi reaberto em agosto e o projeto é a novidade.

“O maior desafio foi ser sucinto sobre uma carreira tão rica. Nada do que qualquer artista no mundo faça será suficiente”, comenta Seri. As ilustrações nasceram em 2019, quando ele comemorou 40 anos de carreira e lhe foi pedida homenagem ao 1.000° gol anotado pelo famosa camisa 10. “Quis montar algo em quadrinhos misturado a infográfico.”

Versões ‘cartunescas’ do primeiro gol, realizado em Santo André, do tento marcado contra a Itália na final da Copa do Mundo de 1970 e a última vez que balançou as redes, pelo Cosmos, estão espalhadas pelas paredes.

Uma miniatura do mural foi entregue a Pelé no ano passado. “No momento em que entrei no mesmo espaço em que o Rei estava, foi como se recebesse uma espécie de energia desconhecida. Não sei ainda se isso se deve a mítica criada em torno dele ou se o cara possui esse diferencial mesmo. Acredito mais na segunda hipótese”, explica o santista. 

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