Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 2 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Juros fecham em alta em dia de leilão do Tesouro e indefinição de pacote nos EUA



22/10/2020 | 17:53


Os juros futuros fecharam em alta, mais pronunciada nos vértices longos, num pregão marcado por questões técnicas, dada a prolongada indefinição sobre o pacote fiscal nos Estados Unidos e aqui a ausência de notícias concretas da área fiscal ou da agenda de reformas. O Tesouro fez um leilão menor nas Letras do Tesouro Nacional (LTN), ainda assim bastante concentrado no papel mais curto (1/4/2021), e surpreendeu com a oferta de NTN-F oito vezes maior do que na operação anterior, vendida integralmente.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 fechou em 3,27%, de 3,255% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2023 em 4,65%, na máxima, de 4,585% no ajuste anterior. A do DI para janeiro de 2024 também terminou na máxima, a 5,74%, de 5,675% na quarta-feira, e a do DI para janeiro de 2025 subiu de 6,374% para 6,45%.

O DI para janeiro de 2027 encerrou com taxa de 7,37%, de 7,284%. A inclinação voltou a aumentar, com o spread entre os vértices de janeiro de 2022 e 2027 abrindo de 402 pontos-base ontem para 410 pontos nesta quinta.

O comportamento da curva durante o dia, com investidores na defensiva, destoou do desempenho positivo visto nas ações e no câmbio, em boa medida em função das operações relacionadas ao leilão.

"Tivemos emissão grande de papel longo, com as NTN-F bem demandadas. Daí o mercado fica se zerando em outros vértices, tivemos bastante troca de posições", disse o gestor de renda fixa da Sicredi Asset, Cassio Andrade Xavier.

O Tesouro vendeu toda a oferta de 2,5 milhões de NTN-F, ante 300 mil na semana passada. Nas LTN, a oferta caiu de 28 milhões para 21,5 milhões, com venda de 21,242 milhões - a maior parte, 15 milhões, para 1/4/2021, data que já concentrava vencimentos de mais de R$ 300 bilhões.

No leilão de LFT, a instituição moderou o lote para até 500 mil, vendendo nesta quinta 369.200. O resultado foi um pouco melhor do que na operação anterior, quando elevou o lote para até 1 milhão, vendendo porém apenas 38%.

"O Tesouro pôs à venda menos LFT e mais NTN-F do que na semana passada. As que pagam Selic, poucas, e para depois de 2021. E LTN curtas. Essa é a aposta do Tesouro para o patamar das taxas das próximas rolagens. As taxas abriram", resumiu o Banco Fator, em relatório assinado pelo economista-chefe José Francisco Lima Gonçalves.

Com a curva nos atuais níveis e algum interesse dos estrangeiros, os preços seriam atrativos à tomada de risco, mas há uma série de incertezas no radar. Nos Estados Unidos, a longa espera pelo pacote vai alimentando a percepção de que os democratas querem ganhar tempo até chegar mais perto da eleição presidencial, daqui a poucos dias.

No Brasil, se o clima entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro Paulo Guedes segue ameno, por outro lado, a perspectiva de avanço nas questões fiscais no curto prazo é pessimista. "Brasília está em silêncio e não devemos ter nada concreto nos próximos dias", disse Xavier.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Juros fecham em alta em dia de leilão do Tesouro e indefinição de pacote nos EUA


22/10/2020 | 17:53


Os juros futuros fecharam em alta, mais pronunciada nos vértices longos, num pregão marcado por questões técnicas, dada a prolongada indefinição sobre o pacote fiscal nos Estados Unidos e aqui a ausência de notícias concretas da área fiscal ou da agenda de reformas. O Tesouro fez um leilão menor nas Letras do Tesouro Nacional (LTN), ainda assim bastante concentrado no papel mais curto (1/4/2021), e surpreendeu com a oferta de NTN-F oito vezes maior do que na operação anterior, vendida integralmente.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 fechou em 3,27%, de 3,255% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2023 em 4,65%, na máxima, de 4,585% no ajuste anterior. A do DI para janeiro de 2024 também terminou na máxima, a 5,74%, de 5,675% na quarta-feira, e a do DI para janeiro de 2025 subiu de 6,374% para 6,45%.

O DI para janeiro de 2027 encerrou com taxa de 7,37%, de 7,284%. A inclinação voltou a aumentar, com o spread entre os vértices de janeiro de 2022 e 2027 abrindo de 402 pontos-base ontem para 410 pontos nesta quinta.

O comportamento da curva durante o dia, com investidores na defensiva, destoou do desempenho positivo visto nas ações e no câmbio, em boa medida em função das operações relacionadas ao leilão.

"Tivemos emissão grande de papel longo, com as NTN-F bem demandadas. Daí o mercado fica se zerando em outros vértices, tivemos bastante troca de posições", disse o gestor de renda fixa da Sicredi Asset, Cassio Andrade Xavier.

O Tesouro vendeu toda a oferta de 2,5 milhões de NTN-F, ante 300 mil na semana passada. Nas LTN, a oferta caiu de 28 milhões para 21,5 milhões, com venda de 21,242 milhões - a maior parte, 15 milhões, para 1/4/2021, data que já concentrava vencimentos de mais de R$ 300 bilhões.

No leilão de LFT, a instituição moderou o lote para até 500 mil, vendendo nesta quinta 369.200. O resultado foi um pouco melhor do que na operação anterior, quando elevou o lote para até 1 milhão, vendendo porém apenas 38%.

"O Tesouro pôs à venda menos LFT e mais NTN-F do que na semana passada. As que pagam Selic, poucas, e para depois de 2021. E LTN curtas. Essa é a aposta do Tesouro para o patamar das taxas das próximas rolagens. As taxas abriram", resumiu o Banco Fator, em relatório assinado pelo economista-chefe José Francisco Lima Gonçalves.

Com a curva nos atuais níveis e algum interesse dos estrangeiros, os preços seriam atrativos à tomada de risco, mas há uma série de incertezas no radar. Nos Estados Unidos, a longa espera pelo pacote vai alimentando a percepção de que os democratas querem ganhar tempo até chegar mais perto da eleição presidencial, daqui a poucos dias.

No Brasil, se o clima entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro Paulo Guedes segue ameno, por outro lado, a perspectiva de avanço nas questões fiscais no curto prazo é pessimista. "Brasília está em silêncio e não devemos ter nada concreto nos próximos dias", disse Xavier.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;