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Polícia Federal deflagra operação 'Triuno' com desdobramento em Santo André

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Objetivo da ação foi obter provas e identificar autores dos crimes de corrupção, associação criminosa, sonegação tributária, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e elaboração e uso de documento ideologicamente falso


Da Redação

22/10/2020 | 09:28


A Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal, deflagram na manhã de hoje a operação Triuno, desdobramento da Operação Descarte, com o objetivo de obter mais provas e identificar outros autores dos crimes de corrupção, associação criminosa, sonegação tributária, embaraço à investigação que envolva organização criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e elaboração e uso de documento ideologicamente falso. 

Está sendo cumprido um total de 14 mandados de busca e apreensão, um deles em Santo André. Os demais são no Rio de Janeiro, dez em São Paulo e dois em Barueri. Trata-se de um  desdobramento da delação premiada feita pelo fundador da CVC, Guilherme Paulus, em março do ano passado. A administradora de planos de saúde Qualicorp também é citada na investigação.

Segundo a PF, três grupos empresariais utilizavam serviços de um escritório de advocacia especializado em operações simuladas de prestação de serviço e/ou prestação de serviços para obtenção de dinheiro em espécie para pagamento de propina a três fiscais federais e a um fiscal estadual. Um dos agentes públicos que participou das fraudes está afastado do cargo e os outros dois se aposentaram.

A investigação contou com a participação da Receita Federal do Brasil e do Ministério Público Federal e confirmou que três auditores fiscais fiscalizaram duas empresas em 2014 e 2015. Elas simularam a contratação do escritório de advocacia e de empresas de assessoria ligados aos auditores, para prestação de serviços jurídicos e de consultoria para pagamento de R$ 4,7 milhões. Esses valores foram convertidos em dinheiro em espécie, mediante sucessivas transferências para empresas controladas ou relacionadas ao escritório de advocacia até chegar em empresas controladas por doleiros, para pagamento aos três fiscais que, supostamente, não incluíram todos os tributos devidos nas autuações lavradas em razão das mencionadas fiscalizações.

Em novas fiscalizações realizadas pela Receita Federal do Brasil para confirmar essas simulações de serviços, foi identificado que outra empresa de um dos grupos empresariais efetuou o pagamento de mais R$ 26 milhões entre 2013 e 2017 por serviços de corretagem de planos de saúde que não foram efetivamente prestados pela falta de capacidade técnica e operacional da empresa contratada. Esses fatos aparentemente não se relacionam com os fatos anteriores, porém, da mesma forma que nos outros casos, parte dos valores foi encaminhado para empresas controladas por doleiros e parte deles teve como destino o exterior.

Além disso, um fiscal da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, apresentou o mencionado dono do escritório de advocacia especializado na lavagem de dinheiro ao CEO da época de outra empresa para que fossem gerados recursos em espécie para pagamento a esse fiscal. Neste caso, foram simuladas a prestação de serviços de advocacia e assessoria que somaram R$ 4,3 milhões, entre 2011 e 2015. Posteriormente, verificou-se que esse CEO era filho do proprietário de uma das empresas que pagaram propina aos fiscais federais. Também foi identificado que esta empresa, em fiscalização da Receita Federal do Brasil em 2018 em razão desses pagamentos, apresentou documentos ideologicamente falsos para tentar justificar os serviços que não foram prestados.

Em nota, a Qualicorp informou que já publicou fato relevante ao mercado, admitindo que a sede da empresa foi alvo de busca e apreensão policial. " A nova administração da companhia informa que adotará as medidas necessárias para apuração completa dos fatos, bem como colaborará com as autoridades públicas competentes", citou nota assinada por Frederico de Aguiar Oldani, diretor financeiro e de relações com investidores.



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Polícia Federal deflagra operação 'Triuno' com desdobramento em Santo André

Objetivo da ação foi obter provas e identificar autores dos crimes de corrupção, associação criminosa, sonegação tributária, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e elaboração e uso de documento ideologicamente falso

Da Redação

22/10/2020 | 09:28


A Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal, deflagram na manhã de hoje a operação Triuno, desdobramento da Operação Descarte, com o objetivo de obter mais provas e identificar outros autores dos crimes de corrupção, associação criminosa, sonegação tributária, embaraço à investigação que envolva organização criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e elaboração e uso de documento ideologicamente falso. 

Está sendo cumprido um total de 14 mandados de busca e apreensão, um deles em Santo André. Os demais são no Rio de Janeiro, dez em São Paulo e dois em Barueri. Trata-se de um  desdobramento da delação premiada feita pelo fundador da CVC, Guilherme Paulus, em março do ano passado. A administradora de planos de saúde Qualicorp também é citada na investigação.

Segundo a PF, três grupos empresariais utilizavam serviços de um escritório de advocacia especializado em operações simuladas de prestação de serviço e/ou prestação de serviços para obtenção de dinheiro em espécie para pagamento de propina a três fiscais federais e a um fiscal estadual. Um dos agentes públicos que participou das fraudes está afastado do cargo e os outros dois se aposentaram.

A investigação contou com a participação da Receita Federal do Brasil e do Ministério Público Federal e confirmou que três auditores fiscais fiscalizaram duas empresas em 2014 e 2015. Elas simularam a contratação do escritório de advocacia e de empresas de assessoria ligados aos auditores, para prestação de serviços jurídicos e de consultoria para pagamento de R$ 4,7 milhões. Esses valores foram convertidos em dinheiro em espécie, mediante sucessivas transferências para empresas controladas ou relacionadas ao escritório de advocacia até chegar em empresas controladas por doleiros, para pagamento aos três fiscais que, supostamente, não incluíram todos os tributos devidos nas autuações lavradas em razão das mencionadas fiscalizações.

Em novas fiscalizações realizadas pela Receita Federal do Brasil para confirmar essas simulações de serviços, foi identificado que outra empresa de um dos grupos empresariais efetuou o pagamento de mais R$ 26 milhões entre 2013 e 2017 por serviços de corretagem de planos de saúde que não foram efetivamente prestados pela falta de capacidade técnica e operacional da empresa contratada. Esses fatos aparentemente não se relacionam com os fatos anteriores, porém, da mesma forma que nos outros casos, parte dos valores foi encaminhado para empresas controladas por doleiros e parte deles teve como destino o exterior.

Além disso, um fiscal da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, apresentou o mencionado dono do escritório de advocacia especializado na lavagem de dinheiro ao CEO da época de outra empresa para que fossem gerados recursos em espécie para pagamento a esse fiscal. Neste caso, foram simuladas a prestação de serviços de advocacia e assessoria que somaram R$ 4,3 milhões, entre 2011 e 2015. Posteriormente, verificou-se que esse CEO era filho do proprietário de uma das empresas que pagaram propina aos fiscais federais. Também foi identificado que esta empresa, em fiscalização da Receita Federal do Brasil em 2018 em razão desses pagamentos, apresentou documentos ideologicamente falsos para tentar justificar os serviços que não foram prestados.

Em nota, a Qualicorp informou que já publicou fato relevante ao mercado, admitindo que a sede da empresa foi alvo de busca e apreensão policial. " A nova administração da companhia informa que adotará as medidas necessárias para apuração completa dos fatos, bem como colaborará com as autoridades públicas competentes", citou nota assinada por Frederico de Aguiar Oldani, diretor financeiro e de relações com investidores.

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