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Tarifas bancárias apresentam variação de mais de 6.400%


Carolina Rodriguez
Do Diário do Grande ABC

03/05/2003 | 19:33


A variação de preço entre uma mesma tarifa bancária pode chegar a 6.421,74%. Enquanto o Santander cobra R$ 2,30 pela confecção do cartão múltiplo adicional, o Bradesco cobra R$ 150. Esta é a conclusão do estudo Evolução das Tarifas Bancárias, realizado pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). O levantamento analisou as taxas cobradas em 24 bancos do país no primeiro trimestre do ano passado, em relação ao mesmo período do ano anterior, com valores atualizados na última sexta-feira, segundo o Banco Central.

A pesquisa mostra ainda que o banco mais barato, ou seja, com maior número de menores custos nas tarifas, é o Santander Brasil, com 11 serviços, seguido pelo Santander Meridional e o banco ABN Amro Real, com seis serviços. O banco mais caro, com maior número de maiores valores cobrados, é o Bradesco, com seis serviços, seguido pela Caixa Econômica Federal, com cinco, e pelo Bilbao Vizcaya, com quatro serviços.

Já o banco com menor quantidade de serviços cobrados, de acordo com o estudo, é o Citibank, com 32 tarifas, enquanto que a Caixa é a instituição que apresenta a maior quantidade de serviços cobrados, com 47 tarifas. No período em análise, o HSBC foi o banco que promoveu o maior aumento do número de tarifas, com elevação de 25 taxas (71% do total), e o Boa Vista foi o que promoveu maior redução, com alteração de preços em 14 serviços.

Um dos motivos que explica esta variação é o fato de o Banco Central não regulamentar nem fiscalizar as tarifas cobradas. De acordo com o órgão, as instituições financeiras estão livres para tarifar os serviços que quiserem, conforme a estratégia de mercado. A única exigência do Banco Central é que qualquer reajuste ou implementação de nova tarifa seja comunicado ao público com 30 dias de antecedência.

A cobrança de tarifas bancárias entrou na moda na década de 90, por conta da estabilização da economia. Quando a inflação era alta no país, o banco lucrava investindo o dinheiro dos correntistas em aplicações de curto prazo. Com a estabilidade, no entanto, não foi mais possível ganhar dinheiro no curto prazo, e as instituições financeiras passaram a cobrar pelos serviços prestados. Segundo o coordenador da pesquisa, Miguel Ribeiro de Oliveira, hoje os bancos podem cobrar as tarifas que quiserem no valor que bem entenderem; cabe ao consumidor ficar atento e escolher a melhor opção para o seu bolso. A orientação do economista é que as pessoas avaliem os tipos e os valores praticados pelos diferentes bancos e escolham a instituição que mais atende as suas necessidades, pelo menor preço.

Feito isso, a dica de Oliveira é racionalizar o uso do banco para não "jogar dinheiro fora". A idéia é manter uma única conta corrente, verificar os serviços tarifados e utilizá-los em menor quantidade. Algumas instituições oferecem pacotes com serviços por um único preço, o que pode ser uma alternativa mais econômica para o correntista.



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Tarifas bancárias apresentam variação de mais de 6.400%

Carolina Rodriguez
Do Diário do Grande ABC

03/05/2003 | 19:33


A variação de preço entre uma mesma tarifa bancária pode chegar a 6.421,74%. Enquanto o Santander cobra R$ 2,30 pela confecção do cartão múltiplo adicional, o Bradesco cobra R$ 150. Esta é a conclusão do estudo Evolução das Tarifas Bancárias, realizado pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). O levantamento analisou as taxas cobradas em 24 bancos do país no primeiro trimestre do ano passado, em relação ao mesmo período do ano anterior, com valores atualizados na última sexta-feira, segundo o Banco Central.

A pesquisa mostra ainda que o banco mais barato, ou seja, com maior número de menores custos nas tarifas, é o Santander Brasil, com 11 serviços, seguido pelo Santander Meridional e o banco ABN Amro Real, com seis serviços. O banco mais caro, com maior número de maiores valores cobrados, é o Bradesco, com seis serviços, seguido pela Caixa Econômica Federal, com cinco, e pelo Bilbao Vizcaya, com quatro serviços.

Já o banco com menor quantidade de serviços cobrados, de acordo com o estudo, é o Citibank, com 32 tarifas, enquanto que a Caixa é a instituição que apresenta a maior quantidade de serviços cobrados, com 47 tarifas. No período em análise, o HSBC foi o banco que promoveu o maior aumento do número de tarifas, com elevação de 25 taxas (71% do total), e o Boa Vista foi o que promoveu maior redução, com alteração de preços em 14 serviços.

Um dos motivos que explica esta variação é o fato de o Banco Central não regulamentar nem fiscalizar as tarifas cobradas. De acordo com o órgão, as instituições financeiras estão livres para tarifar os serviços que quiserem, conforme a estratégia de mercado. A única exigência do Banco Central é que qualquer reajuste ou implementação de nova tarifa seja comunicado ao público com 30 dias de antecedência.

A cobrança de tarifas bancárias entrou na moda na década de 90, por conta da estabilização da economia. Quando a inflação era alta no país, o banco lucrava investindo o dinheiro dos correntistas em aplicações de curto prazo. Com a estabilidade, no entanto, não foi mais possível ganhar dinheiro no curto prazo, e as instituições financeiras passaram a cobrar pelos serviços prestados. Segundo o coordenador da pesquisa, Miguel Ribeiro de Oliveira, hoje os bancos podem cobrar as tarifas que quiserem no valor que bem entenderem; cabe ao consumidor ficar atento e escolher a melhor opção para o seu bolso. A orientação do economista é que as pessoas avaliem os tipos e os valores praticados pelos diferentes bancos e escolham a instituição que mais atende as suas necessidades, pelo menor preço.

Feito isso, a dica de Oliveira é racionalizar o uso do banco para não "jogar dinheiro fora". A idéia é manter uma única conta corrente, verificar os serviços tarifados e utilizá-los em menor quantidade. Algumas instituições oferecem pacotes com serviços por um único preço, o que pode ser uma alternativa mais econômica para o correntista.

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