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Existem dúvidas sobre o homem que acordou depois de 19 anos


Da AFP

07/06/2007 | 13:11


Bonita demais para ser verdadeira, a história de Jan Grzebski, um operário ferroviário polonês que acordou milagrosamente depois de 19 anos em coma, passando de um comunismo cinza a um capitalismo resplandecente, começou a gerar muitas dúvidas.

Em seu minúsculo apartamento de um único cômodo em Dzialdowo, cidade com 20 mil habitantes ao norte da Polônia, o telefone não pára de tocar.

O homem se tornou um astro desde que a televisão polonesa informou que ele havia acordado de um longo coma e a imprensa estrangeira tenta entrevistá-lo apesar das dúvidas dos especialistas.

Entre eles está o professor Hubert Kwiecinski, conselheiro nacional em neurologia do ministério da Saúde.

"Não pode haver certeza de que se trata de um caso de coma nem de nenhuma de suas formas", declarou.

O que se sabe com certeza é que Grzebski perdeu a fala e ficou paralisado durante anos. No entanto, manteve suas funções vitais básicas e não foi alimentado de modo artificial nem conectado a nenhum aparelho respiratório, como é o caso de doentes que estão em coma.

Jan Grzebski, 65 anos, confirma que sempre esteve consciente. "Eu escutava tudo mas não conseguir dizer uma palavra", contou ele. "Eu era como uma planta. Foi terrível não poder me comunicar", continuou.

Em seu leito, o homem mostra os avanços que fez desde que acordou, sob os olhos admirados da esposa Gertrudes, a verdadeira heroína da história.

"Se estou vivo é graças à minha mulher", disse Jan Grzebski com voz ainda fraca.

"Os médicos não lhe davam nenhuma chance de viver, apenas alguns dias, umas semanas, um mês na melhor das hipóteses", contou Gertrudes.

"Mas lutei para que vivesse, me agarrei a todas as esperanças, queria que meus filhos e netos tivessem o pai e o avô", declarou.

Em 1988, Jan Grzebski foi vítima de um acidente de trabalho quando acoplava os vagões de um trem.

Ele levou uma pancada na cabeça, desenvolveu um tumor cerebral e aos poucos foi perdendo a fala e a capacidade de mover seus membros.

Depois de passar de um hospital a outro, sua mulher decidiu levá-lo para casa e cuidar dele sozinha.

Hospitalizado novamente ano passado e submetido a outra fisioterapia, o homem começou a reagir favoravelmente.

"Truda", como chama a mulher Gertrudes, foi a primeira palavra que ele pronunciou.

Parecido - Para inúmeros jornais poloneses ou estrangeiros, a primeira versão da história de Jan Grzebski fez lembrar o filme ‘Adeus, Lenin’.

No filme, em uma família do leste alemão, os filhos de uma mulher que acaba de sair de um coma, no qual estava desde antes da queda do muro de Berlim, criam em torno dela um universo da antiga Alemanha Oriental, para evitar que entre em choque ao constatar a mudança política.

Jan Grzebski compreendeu há algum tempo que o comunismo acabou, mas ainda não se recuperou do susto.

"Hoje não há mais filas, podemos comprar tudo e o quanto quisermos. Não precisamos mais de tickets de racionamento. O único problema é que temos que ter dinheiro", comentou, lembrando-se da ida ao supermercado do bairro.



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Existem dúvidas sobre o homem que acordou depois de 19 anos

Da AFP

07/06/2007 | 13:11


Bonita demais para ser verdadeira, a história de Jan Grzebski, um operário ferroviário polonês que acordou milagrosamente depois de 19 anos em coma, passando de um comunismo cinza a um capitalismo resplandecente, começou a gerar muitas dúvidas.

Em seu minúsculo apartamento de um único cômodo em Dzialdowo, cidade com 20 mil habitantes ao norte da Polônia, o telefone não pára de tocar.

O homem se tornou um astro desde que a televisão polonesa informou que ele havia acordado de um longo coma e a imprensa estrangeira tenta entrevistá-lo apesar das dúvidas dos especialistas.

Entre eles está o professor Hubert Kwiecinski, conselheiro nacional em neurologia do ministério da Saúde.

"Não pode haver certeza de que se trata de um caso de coma nem de nenhuma de suas formas", declarou.

O que se sabe com certeza é que Grzebski perdeu a fala e ficou paralisado durante anos. No entanto, manteve suas funções vitais básicas e não foi alimentado de modo artificial nem conectado a nenhum aparelho respiratório, como é o caso de doentes que estão em coma.

Jan Grzebski, 65 anos, confirma que sempre esteve consciente. "Eu escutava tudo mas não conseguir dizer uma palavra", contou ele. "Eu era como uma planta. Foi terrível não poder me comunicar", continuou.

Em seu leito, o homem mostra os avanços que fez desde que acordou, sob os olhos admirados da esposa Gertrudes, a verdadeira heroína da história.

"Se estou vivo é graças à minha mulher", disse Jan Grzebski com voz ainda fraca.

"Os médicos não lhe davam nenhuma chance de viver, apenas alguns dias, umas semanas, um mês na melhor das hipóteses", contou Gertrudes.

"Mas lutei para que vivesse, me agarrei a todas as esperanças, queria que meus filhos e netos tivessem o pai e o avô", declarou.

Em 1988, Jan Grzebski foi vítima de um acidente de trabalho quando acoplava os vagões de um trem.

Ele levou uma pancada na cabeça, desenvolveu um tumor cerebral e aos poucos foi perdendo a fala e a capacidade de mover seus membros.

Depois de passar de um hospital a outro, sua mulher decidiu levá-lo para casa e cuidar dele sozinha.

Hospitalizado novamente ano passado e submetido a outra fisioterapia, o homem começou a reagir favoravelmente.

"Truda", como chama a mulher Gertrudes, foi a primeira palavra que ele pronunciou.

Parecido - Para inúmeros jornais poloneses ou estrangeiros, a primeira versão da história de Jan Grzebski fez lembrar o filme ‘Adeus, Lenin’.

No filme, em uma família do leste alemão, os filhos de uma mulher que acaba de sair de um coma, no qual estava desde antes da queda do muro de Berlim, criam em torno dela um universo da antiga Alemanha Oriental, para evitar que entre em choque ao constatar a mudança política.

Jan Grzebski compreendeu há algum tempo que o comunismo acabou, mas ainda não se recuperou do susto.

"Hoje não há mais filas, podemos comprar tudo e o quanto quisermos. Não precisamos mais de tickets de racionamento. O único problema é que temos que ter dinheiro", comentou, lembrando-se da ida ao supermercado do bairro.

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