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PMDB assume posição de coadjuvante


Leandro Laranjeira
Do Diário do Grande ABC

08/04/2007 | 07:01


Ninguém discute a força do PMDB no Brasil. No entanto, a realidade deste que já foi o maior partido do País está mudando. A sigla hoje parece ter assimilado a condição de coadjuvante no cenário político. É assim em nível federal e em alguns Estados. No Grande ABC, não poderia ser diferente. O PMDB assumiu esta posição e não se importa em fazer alianças com as diferentes legendas na busca por vaga no poder.

Em Santo André, o partido está com o governo petista. Faz questão de mostrar que em 2008 a intenção é continuar na cola do PT, possivelmente indicando o candidato a vice-prefeito na chapa majoritária. Em São Bernardo, a legenda foi vice do PT na disputa à Prefeitura em 2004, colocando-se como opção ao projeto apresentado por PSB e PSDB. Porém, depois de perder espaço político na cidade, aliou-se aos ex-adversários e já está no governo.

A situação segue nas demais cidades. Onde está o poder, independentemente do partido que comanda o município, lá está o PMDB. Evidentemente que a legenda não é a única a adotar esse posicionamento no País. Longe disso. Mas fica em evidência por conta do tamanho da sigla.

“Até agora, penso que não surgiu liderança a altura de concorrer de igual para igual com os partidos que hoje detêm o poder. É difícil. Lançar candidato para simplesmente disputar eleição e morrer na praia é ruim. Ninguém quer sair para perder. Estamos à mercê de partidos que hoje estão no governo em todas instâncias”, argumenta o vereador Sargento Juliano. Além de presidente do PMDB de Santo André, ele é líder de governo (que é petista) no Legislativo.

Presidente licenciado do PMDB de São Bernardo e secretário municipal de Relações Internacionais, Tunico Vieira segue a mesma linha de raciocínio. “Caso o partido não consiga viabilizar e fortalecer uma candidatura própria, tem de assimilar condição de coadjuvante.” Ele lembra, porém, que a sigla “jamais’ deve deixar de lado a sua ideologia. “Essa fraqueza momentânea não pode ser entendida como desistir dos ideais”, alerta.

Tunico critica aqueles que falam que o PMDB está com os partidos que administram as cidades porque quer uma fatia do bolo. “Não se trata de uma simples adesão a quem está no poder. Temos um projeto para a sociedade. Além disso, esse caso é diferente de falta de fidelidade partidária, daquela pessoa que fica pulando de partido, mudando de mandato para ficar no poder. As instituições são mais importantes do que as pessoas”, ressalta.

A vereadora Cida Ferreira (PMDB-Diadema) não compartilha daqueles que, pejorativamente, atribuem o termo ‘flexível’ ao PMDB por conta da facilidade que a sigla tem em se aliar com os mais diferentes partidos. “Não entendo dessa forma. Para alguns pode até ser. Mas, na verdade, flexível é aquele que tem facilidade para ajudar a solucionar problemas dos municípios.”

Ela, que integra a executiva estadual do PMDB, diz que a sigla tem a “melhor das intenções” ao formar alianças com as administrações. “Nosso objetivo é fazer o País e também os municípios crescerem. Nada mais justo do que apoiarmos prefeitos que hoje estão no poder. Já fui oposição, mas o ideal é participar do governo. Assim, você tem a chance de colaborar, contribuir. Na oposição você não consegue impor suas idéias”, justifica.

Mas o futuro do PMDB, especialmente a curto prazo, não é dos mais animadores. Na disputa das eleições municipais de 2008, por exemplo, o mais provável é que a maioria dos diretórios da região não lance candidaturas próprias para prefeito. Falta força, reconhecem os peemedebistas.

“Ainda não temos condições de lançar candidatos a prefeito. A idéia é brigar para fazer uma bancada forte nas Câmaras e, futuramente, termos candidaturas fortes para ganhar as eleições. Hoje, sem quadros fortes, temos de trabalhar para indicar o nome do vice e ajudar as atuais administrações a construir um projeto para as cidades”, admite Juliano.


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