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Grupo Wheaton encaminha compra de instalações da Karmann-Ghia

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Negócio depende de aval da Justiça e deve ser definido em aproximadamente 15 dias


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

22/10/2020 | 00:51


Fabricante de frascos de vidro, a Wheaton do Brasil, instalada há 63 anos em São Bernardo, encaminha compra da área onde funcionou a Karmann-Ghia, indústria que fez parte da história do setor automobilístico brasileiro, localizada às margens da Via Anchieta. A definição do negócio, avaliado em R$ 58 milhões, deverá ocorrer em duas semanas. Mas para ser concretizado depende de autorização judicial, pois um dos credores da antiga firma contestou a venda.

“A negociação é real, o valor foi pago e a empresa aguarda a decisão do juiz para a posse. Isso deverá ocorrer nos próximos 15 dias”, informou o grupo Wheaton Brasil.
O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que acompanha de perto as tratativas, defende a venda da massa falida para que os direitos trabalhistas dos cerca de 600 ex-funcionários da Karmann-Ghia sejam quitados.

De acordo com a entidade, a transação só não foi finalizada devido pedido de anulação da venda feita por um credor, ação que já teria sido indeferida em primeira instância.
De acordo com o sindicato, caso a negociação receba o aval da Justiça, cerca de 50% do valor será destinado à massa falida, ou seja, para o acerto das dívidas trabalhistas, e a outra metade, destinada aos atuais proprietários, que provavelmente são instituições bancárias.

O desejo da Wheaton em adquirir área, que tem aproximadamente 5.000 metros quadrados, não é nova. Em 2018, em entrevista ao Diário, Renato Massara Júnior, diretor comercial da empresa, destacou que a indústria teria interesse nas instalações. Na ocasião, disse que “seria uma compra de muito risco por causa do imbróglio judicial”, mas se a Justiça determinasse leilão do local a empresa certamente iria participar.

O assunto voltou à tona na última semana, quando Peter Gottschalk Junior, CEO do Grupo Wheaton, recebeu o título de cidadão são-bernardense.

Na cerimônia, o vereador e ex-secretário de Desenvolvimento Econômico Hiroyuki Minami (PSDB) enalteceu a atuação da empresa que, segundo ele “graças aos investimentos, não viu crise”. Depois de classificá-la como uma das companhias “ fundamentais para a cidade”, o parlamentar falou sobre a compra. “Em breve teremos mais empregos, geração de renda com a aquisição das instalações onde funcionava a Karmann-Ghia”, revelou.

Gottschalk Junior, por sua vez, não deu mais detalhes. O executivo apenas enfatizou que, a companhia tem 68 anos de atuação no Brasil, sendo 63 deles com instalações no município. 



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Grupo Wheaton encaminha compra de instalações da Karmann-Ghia

Negócio depende de aval da Justiça e deve ser definido em aproximadamente 15 dias

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

22/10/2020 | 00:51


Fabricante de frascos de vidro, a Wheaton do Brasil, instalada há 63 anos em São Bernardo, encaminha compra da área onde funcionou a Karmann-Ghia, indústria que fez parte da história do setor automobilístico brasileiro, localizada às margens da Via Anchieta. A definição do negócio, avaliado em R$ 58 milhões, deverá ocorrer em duas semanas. Mas para ser concretizado depende de autorização judicial, pois um dos credores da antiga firma contestou a venda.

“A negociação é real, o valor foi pago e a empresa aguarda a decisão do juiz para a posse. Isso deverá ocorrer nos próximos 15 dias”, informou o grupo Wheaton Brasil.
O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que acompanha de perto as tratativas, defende a venda da massa falida para que os direitos trabalhistas dos cerca de 600 ex-funcionários da Karmann-Ghia sejam quitados.

De acordo com a entidade, a transação só não foi finalizada devido pedido de anulação da venda feita por um credor, ação que já teria sido indeferida em primeira instância.
De acordo com o sindicato, caso a negociação receba o aval da Justiça, cerca de 50% do valor será destinado à massa falida, ou seja, para o acerto das dívidas trabalhistas, e a outra metade, destinada aos atuais proprietários, que provavelmente são instituições bancárias.

O desejo da Wheaton em adquirir área, que tem aproximadamente 5.000 metros quadrados, não é nova. Em 2018, em entrevista ao Diário, Renato Massara Júnior, diretor comercial da empresa, destacou que a indústria teria interesse nas instalações. Na ocasião, disse que “seria uma compra de muito risco por causa do imbróglio judicial”, mas se a Justiça determinasse leilão do local a empresa certamente iria participar.

O assunto voltou à tona na última semana, quando Peter Gottschalk Junior, CEO do Grupo Wheaton, recebeu o título de cidadão são-bernardense.

Na cerimônia, o vereador e ex-secretário de Desenvolvimento Econômico Hiroyuki Minami (PSDB) enalteceu a atuação da empresa que, segundo ele “graças aos investimentos, não viu crise”. Depois de classificá-la como uma das companhias “ fundamentais para a cidade”, o parlamentar falou sobre a compra. “Em breve teremos mais empregos, geração de renda com a aquisição das instalações onde funcionava a Karmann-Ghia”, revelou.

Gottschalk Junior, por sua vez, não deu mais detalhes. O executivo apenas enfatizou que, a companhia tem 68 anos de atuação no Brasil, sendo 63 deles com instalações no município. 

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