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Presidente eleito da Bolívia nega espaço para Evo na gestão

Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Arce foi eleito no domingo - apesar de a apuração ainda estar em andamento - conduzindo o partido Movimento ao Socialismo (MAS) de volta ao governo



21/10/2020 | 07:02


Luis Arce, presidente eleito da Bolívia, disse ontem que "não há papel" em seu governo para o ex-presidente Evo Morales, que governou o país por quase 14 anos antes de renunciar sob pressão, no ano passado, e se exilar na Argentina. Arce foi eleito no domingo - apesar de a apuração ainda estar em andamento - conduzindo o partido Movimento ao Socialismo (MAS) de volta ao governo.

Do exílio, Evo continua sendo presidente do MAS. Para Arce, qualquer influência do ex-presidente continuará limitada a essa posição. "Ele não terá nenhum papel em nosso governo", declarou o presidente eleito em entrevista à agência Reuters. "Ele pode voltar ao país quando quiser, porque é boliviano. Mas no governo sou eu que tenho de decidir quem faz parte ou não."

Um ex-líder cocaleiro, elogiado por muitos por ter melhorado a vida da população em um dos países mais pobres da América do Sul, Evo está vivendo fora da Bolívia desde que fugiu do país, no ano passado, após eleições marcadas por acusações de fraude. O ex-presidente contesta as denúncias e diz que foi alvo de um golpe de Estado.

Evo também enfrenta processos por corrupção e por estupro - ele teria se relacionado com menores de idade -, algo que ele reiteradamente nega. "Os direitos do devido processo legal não foram respeitados em vários casos contra ele (Evo)", afirmou Arce. "Lamento que a política tenha sido judicializada. A direita judicializou a política."

Como ministro da Economia de Evo, Arce ajudou a administrar uma das economias que mais crescia na região. Agora, porém, quando for empossado presidente da Bolívia, no próximo mês, ele assumirá o controle de um país que enfrenta uma recessão preocupante.

"Teremos de ter medidas de austeridade. Não há outra opção se não tivermos renda suficiente para cobrirmos nossas atuais despesas", declarou. Arce acrescentou que o modelo econômico que ajudou a implementar durante o governo de Evo "funcionou e funcionará mais uma vez".

O economista socialista, de 57 anos, educado no Reino Unido, que concorreu com uma plataforma de promessas de gastos sociais, disse que os cortes não afetarão o investimento público, que, segundo ele, será uma "prioridade" para reativar o crescimento.

Arce acrescentou que emitirá títulos "se necessário", apesar de ter criticado o governo provisório conservador da presidente Jeanine Añez - que assumiu após a renúncia de Evo - por tentar emitir papéis da dívida pública.

"As vastas e inexploradas reservas de lítio da Bolívia são também um impulsionador econômico", disse Arce. Elas podem, segundo ele, se tornar cruciais se o mundo começar a mudar sua matriz energética, com carros elétricos e outros dispositivos operados por bateria.

O novo presidente da Bolívia reconheceu que o país precisa de um "parceiro estratégico" capaz de explorar com sucesso suas reservas, algo que poderia gerar até US $ 2 bilhões para Bolívia ao final de seu mandato de cinco anos. Arce disse que manterá a moeda local, o boliviano, atrelada ao dólar, citando temores de forte depreciação.

Sob Evo, a Bolívia e os EUA cortaram laços diplomáticos. Arce disse que quer "restabelecer relações com todos os países", mas, neste caso específico, está deixando a decisão com Washington. "Se eles quiserem restabelecer uma relação conosco, a única coisa que pedimos é que sejamos respeitados como iguais", disse.(Com agências internacionais)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Presidente eleito da Bolívia nega espaço para Evo na gestão

Arce foi eleito no domingo - apesar de a apuração ainda estar em andamento - conduzindo o partido Movimento ao Socialismo (MAS) de volta ao governo


21/10/2020 | 07:02


Luis Arce, presidente eleito da Bolívia, disse ontem que "não há papel" em seu governo para o ex-presidente Evo Morales, que governou o país por quase 14 anos antes de renunciar sob pressão, no ano passado, e se exilar na Argentina. Arce foi eleito no domingo - apesar de a apuração ainda estar em andamento - conduzindo o partido Movimento ao Socialismo (MAS) de volta ao governo.

Do exílio, Evo continua sendo presidente do MAS. Para Arce, qualquer influência do ex-presidente continuará limitada a essa posição. "Ele não terá nenhum papel em nosso governo", declarou o presidente eleito em entrevista à agência Reuters. "Ele pode voltar ao país quando quiser, porque é boliviano. Mas no governo sou eu que tenho de decidir quem faz parte ou não."

Um ex-líder cocaleiro, elogiado por muitos por ter melhorado a vida da população em um dos países mais pobres da América do Sul, Evo está vivendo fora da Bolívia desde que fugiu do país, no ano passado, após eleições marcadas por acusações de fraude. O ex-presidente contesta as denúncias e diz que foi alvo de um golpe de Estado.

Evo também enfrenta processos por corrupção e por estupro - ele teria se relacionado com menores de idade -, algo que ele reiteradamente nega. "Os direitos do devido processo legal não foram respeitados em vários casos contra ele (Evo)", afirmou Arce. "Lamento que a política tenha sido judicializada. A direita judicializou a política."

Como ministro da Economia de Evo, Arce ajudou a administrar uma das economias que mais crescia na região. Agora, porém, quando for empossado presidente da Bolívia, no próximo mês, ele assumirá o controle de um país que enfrenta uma recessão preocupante.

"Teremos de ter medidas de austeridade. Não há outra opção se não tivermos renda suficiente para cobrirmos nossas atuais despesas", declarou. Arce acrescentou que o modelo econômico que ajudou a implementar durante o governo de Evo "funcionou e funcionará mais uma vez".

O economista socialista, de 57 anos, educado no Reino Unido, que concorreu com uma plataforma de promessas de gastos sociais, disse que os cortes não afetarão o investimento público, que, segundo ele, será uma "prioridade" para reativar o crescimento.

Arce acrescentou que emitirá títulos "se necessário", apesar de ter criticado o governo provisório conservador da presidente Jeanine Añez - que assumiu após a renúncia de Evo - por tentar emitir papéis da dívida pública.

"As vastas e inexploradas reservas de lítio da Bolívia são também um impulsionador econômico", disse Arce. Elas podem, segundo ele, se tornar cruciais se o mundo começar a mudar sua matriz energética, com carros elétricos e outros dispositivos operados por bateria.

O novo presidente da Bolívia reconheceu que o país precisa de um "parceiro estratégico" capaz de explorar com sucesso suas reservas, algo que poderia gerar até US $ 2 bilhões para Bolívia ao final de seu mandato de cinco anos. Arce disse que manterá a moeda local, o boliviano, atrelada ao dólar, citando temores de forte depreciação.

Sob Evo, a Bolívia e os EUA cortaram laços diplomáticos. Arce disse que quer "restabelecer relações com todos os países", mas, neste caso específico, está deixando a decisão com Washington. "Se eles quiserem restabelecer uma relação conosco, a única coisa que pedimos é que sejamos respeitados como iguais", disse.(Com agências internacionais)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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