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Qualidade universitária


Do Diário do Grande ABC

20/10/2020 | 23:59


A profusão de universidades existentes no Grande ABC infelizmente não se reflete em qualidade. Resultados do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) realizado no ano passado, divulgados ontem, mostram que quatro a cada dez cursos oferecidos por instituições na região obtiveram conceitos 1 e 2, considerados insuficientes. A avaliação anual feita pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), ligado ao MEC (Ministério da Educação), comprova, por meio de dados, a desconfiança popular de que muitas destas grifes de ensino superior não passam de empresas caça-níqueis em busca de estudantes incautos.

Boas escolas de terceiro grau são, em qualquer parte do mundo, sinônimos de desenvolvimento econômico e social. Nenhum país do globo consegue progredir sem possuir sólido sistema universitário, formado por instituições públicas e privadas. De Harvard, fundada em 1636, na cidade de Cambridge, Estado de Massachusetts, saíram oito presidentes norte-americanos e algumas dezenas de personalidades agraciadas com o Prêmio Nobel.

Por entender o papel fundamental que as instituições podem desempenhar na solução de problemas estruturais do Grande ABC, este Diário é defensor intransigente das universidades da região. Um caminho para melhorar a qualidade do ensino profissionalizante poderia ser, justamente, estreitar o diálogo entre as escolas e as prefeituras, por exemplo, de modo que a primeira envolvesse seus alunos e professores na busca por respostas em questões que há muito preocupam os gestores municipais. Como ensinam países desenvolvidos, estudantes aprendem melhor quando põem a mão na massa.

Quando universidades e municípios se aproximarem, boa parte dos transtornos que incomodam a população das sete cidades vai ser equacionada. A efervescência intelectual característica de ambientes acadêmicos é o combustível ideal para a busca de respostas a problemas que, à primeira vista, parecem insolúveis – como dezenas dos que existem no Grande ABC. 



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Qualidade universitária

Do Diário do Grande ABC

20/10/2020 | 23:59


A profusão de universidades existentes no Grande ABC infelizmente não se reflete em qualidade. Resultados do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) realizado no ano passado, divulgados ontem, mostram que quatro a cada dez cursos oferecidos por instituições na região obtiveram conceitos 1 e 2, considerados insuficientes. A avaliação anual feita pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), ligado ao MEC (Ministério da Educação), comprova, por meio de dados, a desconfiança popular de que muitas destas grifes de ensino superior não passam de empresas caça-níqueis em busca de estudantes incautos.

Boas escolas de terceiro grau são, em qualquer parte do mundo, sinônimos de desenvolvimento econômico e social. Nenhum país do globo consegue progredir sem possuir sólido sistema universitário, formado por instituições públicas e privadas. De Harvard, fundada em 1636, na cidade de Cambridge, Estado de Massachusetts, saíram oito presidentes norte-americanos e algumas dezenas de personalidades agraciadas com o Prêmio Nobel.

Por entender o papel fundamental que as instituições podem desempenhar na solução de problemas estruturais do Grande ABC, este Diário é defensor intransigente das universidades da região. Um caminho para melhorar a qualidade do ensino profissionalizante poderia ser, justamente, estreitar o diálogo entre as escolas e as prefeituras, por exemplo, de modo que a primeira envolvesse seus alunos e professores na busca por respostas em questões que há muito preocupam os gestores municipais. Como ensinam países desenvolvidos, estudantes aprendem melhor quando põem a mão na massa.

Quando universidades e municípios se aproximarem, boa parte dos transtornos que incomodam a população das sete cidades vai ser equacionada. A efervescência intelectual característica de ambientes acadêmicos é o combustível ideal para a busca de respostas a problemas que, à primeira vista, parecem insolúveis – como dezenas dos que existem no Grande ABC. 

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