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Juros recuam com exterior, leilão de NTN-B e possível repasse do BNDES a Tesouro



20/10/2020 | 17:51


Uma conjunção de fatores positivos conspirou para que os juros futuros engatassem mais um dia de queda firme e encerrassem nas mínimas do dia. Desde o otimismo nos mercados internacionais em relação ao fechamento de um acordo sobre o pacote fiscal norte-americano até o considerado bem sucedido leilão de NTN-B 15/5/2023, com venda recorde em termos financeiros para um único vencimento deste tipo de papel. No meio da tarde, as taxas renovaram mínimas com a informação apurada pelo Broadcast de que o governo negocia com o BNDES a devolução de R$ 100 bilhões em 2021 para reforçar o colchão de liquidez do Tesouro. O alívio nos prêmios teve ainda como pano de fundo o reforço na defesa do teto dos gastos e da responsabilidade fiscal nos últimos dias em Brasília.

Exceto o contrato para janeiro de 2022, que caiu de 3,295% para 3,24%, as taxas dos principais contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) encerraram nas mínimas. A do DI para janeiro de 2023 encerrou a 4,54%, de 4,665% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2025 terminou em 6,33%, de 6,484% ontem no ajuste. O DI para janeiro de 2027 fechou com taxa em 7,23%, de 7,404% ontem.

As mínimas foram registradas na segunda etapa dos negócios, na medida em que foi crescendo ao longo da tarde a expectativa em torno do pacote fiscal nos EUA após a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, dizer que estava otimista sobre o fechamento de um acordo. Já perto do encerramento da sessão regular as taxas ampliaram a queda com a informação, apurada pelo Broadcast, de que a equipe econômica negocia com o BNDES a transferência de R$ 100 bilhões para o Tesouro no início de 2021, o que daria um reforço para o colchão de liquidez da instituição e maior conforto na rolagem da dívida. Somente entre janeiro de abril vencem R$ 643 bilhões em títulos.

"São fatores bastante positivos se pensarmos no fluxo de caixa para Tesouro para poder emitir menos ou com prêmios menores", comentou o diretor de Gestão de Renda Fixa e Multimercados da Quantitas Asset, Rogério Braga. Ele destaca ainda o alívio trazido pelo leilão de NTN-B hoje, que teve demanda elevada.

O Tesouro ousou na oferta de 3 milhões de títulos, vendida integralmente, com volume financeiro de R$ 11,5 bilhões, o mais elevado para um leilão de NTN-B de vencimento único, segundo o operador de renda fixa da Terra Investimentos Paulo Nepomuceno. "É um sinal de que há demanda por títulos em reais, tem tomador ainda que o prêmio seja mais alto. O resultado do leilão tira um pouco da pressão e da impressão negativa para a rolagem da dívida", disse Nepomuceno.

Em meio ao bom humor externo, Nepomuceno afirma que a curva tem experimentado alívio nos prêmios também na medida em que a "lua-de-mel" entre o ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) vai se prolongando. "Aparentemente se conseguiu um consenso em torno da manutenção do teto", afirmou. Nesta terça, Guedes saiu novamente em defesa do mecanismo. Ele voltou a garantir que a regra não será abandonada e a enfatizar a necessidade de acelerar a agenda de privatizações.



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Juros recuam com exterior, leilão de NTN-B e possível repasse do BNDES a Tesouro


20/10/2020 | 17:51


Uma conjunção de fatores positivos conspirou para que os juros futuros engatassem mais um dia de queda firme e encerrassem nas mínimas do dia. Desde o otimismo nos mercados internacionais em relação ao fechamento de um acordo sobre o pacote fiscal norte-americano até o considerado bem sucedido leilão de NTN-B 15/5/2023, com venda recorde em termos financeiros para um único vencimento deste tipo de papel. No meio da tarde, as taxas renovaram mínimas com a informação apurada pelo Broadcast de que o governo negocia com o BNDES a devolução de R$ 100 bilhões em 2021 para reforçar o colchão de liquidez do Tesouro. O alívio nos prêmios teve ainda como pano de fundo o reforço na defesa do teto dos gastos e da responsabilidade fiscal nos últimos dias em Brasília.

Exceto o contrato para janeiro de 2022, que caiu de 3,295% para 3,24%, as taxas dos principais contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) encerraram nas mínimas. A do DI para janeiro de 2023 encerrou a 4,54%, de 4,665% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2025 terminou em 6,33%, de 6,484% ontem no ajuste. O DI para janeiro de 2027 fechou com taxa em 7,23%, de 7,404% ontem.

As mínimas foram registradas na segunda etapa dos negócios, na medida em que foi crescendo ao longo da tarde a expectativa em torno do pacote fiscal nos EUA após a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, dizer que estava otimista sobre o fechamento de um acordo. Já perto do encerramento da sessão regular as taxas ampliaram a queda com a informação, apurada pelo Broadcast, de que a equipe econômica negocia com o BNDES a transferência de R$ 100 bilhões para o Tesouro no início de 2021, o que daria um reforço para o colchão de liquidez da instituição e maior conforto na rolagem da dívida. Somente entre janeiro de abril vencem R$ 643 bilhões em títulos.

"São fatores bastante positivos se pensarmos no fluxo de caixa para Tesouro para poder emitir menos ou com prêmios menores", comentou o diretor de Gestão de Renda Fixa e Multimercados da Quantitas Asset, Rogério Braga. Ele destaca ainda o alívio trazido pelo leilão de NTN-B hoje, que teve demanda elevada.

O Tesouro ousou na oferta de 3 milhões de títulos, vendida integralmente, com volume financeiro de R$ 11,5 bilhões, o mais elevado para um leilão de NTN-B de vencimento único, segundo o operador de renda fixa da Terra Investimentos Paulo Nepomuceno. "É um sinal de que há demanda por títulos em reais, tem tomador ainda que o prêmio seja mais alto. O resultado do leilão tira um pouco da pressão e da impressão negativa para a rolagem da dívida", disse Nepomuceno.

Em meio ao bom humor externo, Nepomuceno afirma que a curva tem experimentado alívio nos prêmios também na medida em que a "lua-de-mel" entre o ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) vai se prolongando. "Aparentemente se conseguiu um consenso em torno da manutenção do teto", afirmou. Nesta terça, Guedes saiu novamente em defesa do mecanismo. Ele voltou a garantir que a regra não será abandonada e a enfatizar a necessidade de acelerar a agenda de privatizações.

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