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As prioridades de Doria


Do Diário do Grande ABC

19/10/2020 | 23:59


Um bilhete comum para se andar no Metrô de São Paulo custa atualmente R$ 4,40. Não daria para realizar três viagens, portanto, o valor que o governo paulista reservou no Orçamento de 2021 – R$ 10, sim, isso mesmo, dez reais! – para implantar a Linha 20-Rosa, que integraria a Capital ao Grande ABC via modal. Montante idêntico foi destinado a um outro projeto prometido à região: o BRT, sigla em inglês para corredor de ônibus de alta velocidade. As duas projeções de gastos, ambas pífias e estelarmente distantes do que empreendimentos do porte requerem, dá ideia da importância com que o governador João Doria (PSDB) trata as sete cidades, os seus líderes políticos e, sobretudo, a sua gente.

A confecção da peça orçamentária do terceiro ano do tucano à frente do Palácio dos Bandeirantes expõe uma realidade que, a bem da verdade, João Doria nunca procurou esconder: o seu total desprezo com os anseios do Grande ABC. Afinal, se quisesse realmente realizar o sonho da região de contar, finalmente, com ramal do Metrô, ele não teria jogado no lixo, em atitude até hoje inexplicada, o projeto da Linha 18-Bronze, que já havia sido licitado pelo antecessor Geraldo Alckmin (PSDB). Não custa nada lembrar que, ao tomar a decisão, em 4 de julho de 2019, o chefe do Executivo paulista prometeu iniciar dali a meses, em compensação, por ser mais viável, o BRT – ao qual reservou outros R$ 10!

É evidente que o governador não está nem um pouco interessado no Grande ABC. Sua segurança e sua empáfia ao tomar decisões que ultrajam e insultam os moradores das sete cidades certamente se baseiam na inexistente reação de seus líderes políticos. Não se pode esquecer que, diferentemente de seus antecessores tucanos no Palácio dos Bandeirantes, João Doria tem hoje correligionários no comando de quatro das sete prefeituras e, na Assembleia, conta com o apoio irrestrito de quatro dos seis deputados com domicílio eleitoral na região. Não há, entre tanta gente escolhida nas urnas para defender os interesses regionais, alguém disposto a dar um basta ao desprezo estatal?
 



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As prioridades de Doria

Do Diário do Grande ABC

19/10/2020 | 23:59


Um bilhete comum para se andar no Metrô de São Paulo custa atualmente R$ 4,40. Não daria para realizar três viagens, portanto, o valor que o governo paulista reservou no Orçamento de 2021 – R$ 10, sim, isso mesmo, dez reais! – para implantar a Linha 20-Rosa, que integraria a Capital ao Grande ABC via modal. Montante idêntico foi destinado a um outro projeto prometido à região: o BRT, sigla em inglês para corredor de ônibus de alta velocidade. As duas projeções de gastos, ambas pífias e estelarmente distantes do que empreendimentos do porte requerem, dá ideia da importância com que o governador João Doria (PSDB) trata as sete cidades, os seus líderes políticos e, sobretudo, a sua gente.

A confecção da peça orçamentária do terceiro ano do tucano à frente do Palácio dos Bandeirantes expõe uma realidade que, a bem da verdade, João Doria nunca procurou esconder: o seu total desprezo com os anseios do Grande ABC. Afinal, se quisesse realmente realizar o sonho da região de contar, finalmente, com ramal do Metrô, ele não teria jogado no lixo, em atitude até hoje inexplicada, o projeto da Linha 18-Bronze, que já havia sido licitado pelo antecessor Geraldo Alckmin (PSDB). Não custa nada lembrar que, ao tomar a decisão, em 4 de julho de 2019, o chefe do Executivo paulista prometeu iniciar dali a meses, em compensação, por ser mais viável, o BRT – ao qual reservou outros R$ 10!

É evidente que o governador não está nem um pouco interessado no Grande ABC. Sua segurança e sua empáfia ao tomar decisões que ultrajam e insultam os moradores das sete cidades certamente se baseiam na inexistente reação de seus líderes políticos. Não se pode esquecer que, diferentemente de seus antecessores tucanos no Palácio dos Bandeirantes, João Doria tem hoje correligionários no comando de quatro das sete prefeituras e, na Assembleia, conta com o apoio irrestrito de quatro dos seis deputados com domicílio eleitoral na região. Não há, entre tanta gente escolhida nas urnas para defender os interesses regionais, alguém disposto a dar um basta ao desprezo estatal?
 

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