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Sem estrutura, Conselho Tutelar de São Bernardo atende de forma remota

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Funcionários reclamam que a Prefeitura não realiza limpeza do local e temem pela disseminação do coronavírus com abertura ao público


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

19/10/2020 | 23:55


Funcionários do Conselho Tutelar de São Bernardo anunciaram a suspensão do atendimento presencial na sede administrativa, na Rua Redenção, 271, no Jardim do Mar, permanecendo somente com atendimento remoto, até que a Prefeitura, responsável pela manutenção do espaço, tome providências diante das denúncias de falta de higienização do imóvel, que, segundo os conselheiros, acontece há seis meses.

O colegiado pontuou que, desde abril, o prédio que abriga os três conselhos tutelares de São Bernardo, e também o COI (Centro de Operação Integradas), a SAS (Secretaria de Assistência Social) e o CRI (Centro de Referência do Idoso), carece de manutenção. Os profissionais contaram para a equipe de reportagem que “não há limpeza diária”, tampouco os ambientes de atendimento ao público passam por higienização. Além de acreditarem que a situação é “descaso público”, tanto com os trabalhadores como com a população, reforçam que, com a pandemia da Covid, o temor fica ainda maior, já que, sem limpeza, acreditam que a transmissão do vírus possa ser facilitada.

A situação foi exposta na página do conselho nas redes sociais. A entidade suspendeu as atividades presenciais e citou que “apenas o lixo é recolhido, sem limpeza de móveis e chão”, além de que, na brinquedoteca “não há higienização desde o início da crise sanitária”.

O Diário ouviu os profissionais, que pediram para que não fossem identificados. Segundo eles, a decisão não terá impacto no atendimento, assim como não deixarão de encaminhar as crianças e demandas necessárias. “Decidimos não atender mais o público presencialmente na sede, até que a Prefeitura resolva cuidar do espaço, que recebe muitas pessoas. A decisão é para não expor os funcionários e a população ao risco”, afirmou conselheira.

Por enquanto, o atendimento é realizado por meio dos telefones 2630 6742, 9 9547-1922 e 9 4818-2853 ou por meio de encaminhamentos do disque 100.

Funcionários dizem que diariamente encontram fezes e urina de rato, montantes de poeira, aglomeração de papel caído nos cantos e, até mesmo, lixo que escapa dos sacos. “Estamos desde o início da pandemia tentando manter a sede em ordem para atender os munícipes e manter o trabalho. Estamos vivendo situação grave, principalmente porque, em meio a uma pandemia, dentre todas as ações tomadas na cidade, deixaram a limpeza da nossa sede para lá”, disse a conselheira.

Os profissionais afirmam ainda que os banheiros chegam a ficar cinco dias sem higienização. “A situação se agravou. Já vinha acontecendo isso há um tempo, mas depois da pandemia piorou”, afirmou a conselheira, explicando que o colegiado oficiou a Prefeitura depois de “diversos apelos”, assim como publicou textos nas redes sociais para poder informar a população a “real situação”, esperando que, assim, a administração possa “agir da melhor forma”.

“Vamos garantir todos os atendimentos urgentes, nos plantões diurnos e noturnos. Porém, na sede, só será possível atendimento depois que as medidas sanitárias forem adotadas. Falam tanto dos cuidados com higiene, principalmente agora durante a pandemia, e nossa sede nunca esteve tão suja”, lamentou a conselheira.

Em nota, a Prefeitura informou que “a limpeza e higienização da sede única dos três conselhos tutelares e dos setores da pasta em funcionamento não foram interrompidas em nenhum momento durante a pandemia”, afirmando ainda que o quadro de funcionários de limpeza, reduzido diante do trabalho remoto dos conselheiros, “será regularizado pela empresa terceirizada em 48 horas”. 



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Sem estrutura, Conselho Tutelar de São Bernardo atende de forma remota

Funcionários reclamam que a Prefeitura não realiza limpeza do local e temem pela disseminação do coronavírus com abertura ao público

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

19/10/2020 | 23:55


Funcionários do Conselho Tutelar de São Bernardo anunciaram a suspensão do atendimento presencial na sede administrativa, na Rua Redenção, 271, no Jardim do Mar, permanecendo somente com atendimento remoto, até que a Prefeitura, responsável pela manutenção do espaço, tome providências diante das denúncias de falta de higienização do imóvel, que, segundo os conselheiros, acontece há seis meses.

O colegiado pontuou que, desde abril, o prédio que abriga os três conselhos tutelares de São Bernardo, e também o COI (Centro de Operação Integradas), a SAS (Secretaria de Assistência Social) e o CRI (Centro de Referência do Idoso), carece de manutenção. Os profissionais contaram para a equipe de reportagem que “não há limpeza diária”, tampouco os ambientes de atendimento ao público passam por higienização. Além de acreditarem que a situação é “descaso público”, tanto com os trabalhadores como com a população, reforçam que, com a pandemia da Covid, o temor fica ainda maior, já que, sem limpeza, acreditam que a transmissão do vírus possa ser facilitada.

A situação foi exposta na página do conselho nas redes sociais. A entidade suspendeu as atividades presenciais e citou que “apenas o lixo é recolhido, sem limpeza de móveis e chão”, além de que, na brinquedoteca “não há higienização desde o início da crise sanitária”.

O Diário ouviu os profissionais, que pediram para que não fossem identificados. Segundo eles, a decisão não terá impacto no atendimento, assim como não deixarão de encaminhar as crianças e demandas necessárias. “Decidimos não atender mais o público presencialmente na sede, até que a Prefeitura resolva cuidar do espaço, que recebe muitas pessoas. A decisão é para não expor os funcionários e a população ao risco”, afirmou conselheira.

Por enquanto, o atendimento é realizado por meio dos telefones 2630 6742, 9 9547-1922 e 9 4818-2853 ou por meio de encaminhamentos do disque 100.

Funcionários dizem que diariamente encontram fezes e urina de rato, montantes de poeira, aglomeração de papel caído nos cantos e, até mesmo, lixo que escapa dos sacos. “Estamos desde o início da pandemia tentando manter a sede em ordem para atender os munícipes e manter o trabalho. Estamos vivendo situação grave, principalmente porque, em meio a uma pandemia, dentre todas as ações tomadas na cidade, deixaram a limpeza da nossa sede para lá”, disse a conselheira.

Os profissionais afirmam ainda que os banheiros chegam a ficar cinco dias sem higienização. “A situação se agravou. Já vinha acontecendo isso há um tempo, mas depois da pandemia piorou”, afirmou a conselheira, explicando que o colegiado oficiou a Prefeitura depois de “diversos apelos”, assim como publicou textos nas redes sociais para poder informar a população a “real situação”, esperando que, assim, a administração possa “agir da melhor forma”.

“Vamos garantir todos os atendimentos urgentes, nos plantões diurnos e noturnos. Porém, na sede, só será possível atendimento depois que as medidas sanitárias forem adotadas. Falam tanto dos cuidados com higiene, principalmente agora durante a pandemia, e nossa sede nunca esteve tão suja”, lamentou a conselheira.

Em nota, a Prefeitura informou que “a limpeza e higienização da sede única dos três conselhos tutelares e dos setores da pasta em funcionamento não foram interrompidas em nenhum momento durante a pandemia”, afirmando ainda que o quadro de funcionários de limpeza, reduzido diante do trabalho remoto dos conselheiros, “será regularizado pela empresa terceirizada em 48 horas”. 

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