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Estudo investiga eficiência no uso de corticoides em pacientes com Covid

Médicos acreditam que o medicamento evite agravamento da doença


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

19/10/2020 | 23:55


A Faculdade de Medicina do ABC é parceira do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, da Capital, em estudo que investiga a eficácia do corticoide prednisolona no tratamento da Covid. Batizado de VidaSim, a pesquisa testará o medicamento em 370 pacientes com quadros moderados da doença. O principal objetivo é evitar as complicações do coronavírus e fazer com que as pessoas se curem antes de precisar ficar em um leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

“A intenção é buscar medicação que diminua a evolução da doença”, explica Elie Fiss, pneumologista do Hospital Oswaldo Cruz, além de professor titular de pneumologia da Faculdade de Medicina do ABC e pesquisador sênior responsável pelo estudo, que tem apoio da Mantecorp Farmasa.

Os testes tiveram início em 1º de outubro e a Faculdade de Medicina do ABC deve começar a avaliar os primeiros resultados nesta semana. Segundo o pneumologista, se o estudo der certo, além de diminuir as complicações causadas pela Covid, o medicamento pode fazer com que os pacientes fiquem menos tempo internados nos hospitais.

Os corticoides são medicamentos que têm como base o cortisol – substância produzida naturalmente pelo corpo humano e que age como anti-inflamatório –, mas com estrutura modificada para potencializar sua função no organismo.

“É uma medicação comum, barata e de fácil acesso. É usada para asma, DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) e várias outras enfermidades pulmonares”, explica. “O novo coronavírus é uma doença que, apesar de levar o paciente a diversas complicações, tem como alvo principal os pulmões. O estudo irá nos trazer a oportunidade de avaliar um medicamento já conhecido pela comunidade médica no tratamento de doenças pulmonares, mas agora em pacientes da Covid-19”, explica Fiss.

Ao longo do estudo, o medicamento será usado por sete dias, se necessário, em dosagem diária de 40 mg em pessoas com algum desconforto respiratório causado pela Covid. “Meu racional indica que vamos encontrar resultados promissores. Há um estudo do Reino Unido em que o uso de corticoides em pacientes graves diminui a taxa de mortalidade entre 25% e 40%. Se der certo, teremos medicação barata e acessível.”

De acordo com o pneumologista, o estudo deve terminar entre fevereiro e março, quando serão divulgados oficialmente os resultados.  



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Estudo investiga eficiência no uso de corticoides em pacientes com Covid

Médicos acreditam que o medicamento evite agravamento da doença

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

19/10/2020 | 23:55


A Faculdade de Medicina do ABC é parceira do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, da Capital, em estudo que investiga a eficácia do corticoide prednisolona no tratamento da Covid. Batizado de VidaSim, a pesquisa testará o medicamento em 370 pacientes com quadros moderados da doença. O principal objetivo é evitar as complicações do coronavírus e fazer com que as pessoas se curem antes de precisar ficar em um leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

“A intenção é buscar medicação que diminua a evolução da doença”, explica Elie Fiss, pneumologista do Hospital Oswaldo Cruz, além de professor titular de pneumologia da Faculdade de Medicina do ABC e pesquisador sênior responsável pelo estudo, que tem apoio da Mantecorp Farmasa.

Os testes tiveram início em 1º de outubro e a Faculdade de Medicina do ABC deve começar a avaliar os primeiros resultados nesta semana. Segundo o pneumologista, se o estudo der certo, além de diminuir as complicações causadas pela Covid, o medicamento pode fazer com que os pacientes fiquem menos tempo internados nos hospitais.

Os corticoides são medicamentos que têm como base o cortisol – substância produzida naturalmente pelo corpo humano e que age como anti-inflamatório –, mas com estrutura modificada para potencializar sua função no organismo.

“É uma medicação comum, barata e de fácil acesso. É usada para asma, DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) e várias outras enfermidades pulmonares”, explica. “O novo coronavírus é uma doença que, apesar de levar o paciente a diversas complicações, tem como alvo principal os pulmões. O estudo irá nos trazer a oportunidade de avaliar um medicamento já conhecido pela comunidade médica no tratamento de doenças pulmonares, mas agora em pacientes da Covid-19”, explica Fiss.

Ao longo do estudo, o medicamento será usado por sete dias, se necessário, em dosagem diária de 40 mg em pessoas com algum desconforto respiratório causado pela Covid. “Meu racional indica que vamos encontrar resultados promissores. Há um estudo do Reino Unido em que o uso de corticoides em pacientes graves diminui a taxa de mortalidade entre 25% e 40%. Se der certo, teremos medicação barata e acessível.”

De acordo com o pneumologista, o estudo deve terminar entre fevereiro e março, quando serão divulgados oficialmente os resultados.  

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