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Coronavac é aprovada nos primeiros testes

Divulgação/Governo do Estado Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vacina chinesa contra Covid gera efeitos colaterais em 35% dos voluntários, nenhum considerado grave


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

19/10/2020 | 23:55


O governo de São Paulo divulgou ontem os primeiros resultados obtidos com testes da vacina chinesa Coronavac, realizados com 9.000 voluntários, entre eles 652 que participaram do estudo na USCS (Universidade Municipal de São Caetano). Segundo o diretor do Instituto Butantan Dimas Covas, o imunizante apresentou reações leves em 35% dos voluntários, como dor no local de aplicação e dor de cabeça. Apenas 0,1% tive febre.

Os resultados obtidos em São Paulo são similares aos testes realizados na China, inclusive com funcionários da Sinovac Biotech – laboratório que criou a vacina –, quando 50.027 foram submetidos ao imunizante e 5,36% apresentaram efeitos colaterais, todos sem gravidade.

“A vacina do Butantan é a mais segura em termos de efeitos colaterais. É a vacina mais segura neste momento não só no Brasil, mas no mundo”, garantiu Dimas Covas. “Das outras vacinas, nenhuma teve efeito colateral abaixo de 70% dos voluntários”, acrescentou.

Sobre eficácia, o diretor afirmou que os resultados dependem da ocorrência de número mínimo de infecções por Covid entre voluntários. Para a Coronavac, o número mínimo na primeira análise é de 61 infecções. Isso, segundo ele, só deverá ser atingido em dezembro e que não é possível saber quantos já foram infectados porque estes dados são sigilosos e analisados por comitê internacional.

Os resultados de eficácia, que são investigados nessa fase 3 de estudos, ainda não foram finalizados. Para tentar antecipar os resultados, o governo de São Paulo solicitou para a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), e teve aprovada, a inclusão de mais 4.000 voluntários. A expectativa é a de que essas pessoas possam ser vacinadas até dezembro. Ao contrário dos primeiros 9.000 voluntários, que eram profissionais da linha de frente do combate à Covid, agora serão incluídos idosos, portadores de comorbidades e gestantes.

Diante disso, apesar de o governador João Doria (PSDB) ter dito mais de uma vez que esperava iniciar a imunização em 15 de dezembro, ontem, Covas adotou discurso menos otimista. “As perspectivas são boas, mas não podemos dar data precisa de quando isso vai acontecer. Esperamos que até o fim deste ano”, comentou.

À VENDA
A agência de notícias internacional Reuters informou que a Coronavac está sendo vendida em Jiaxing, na China, por US$ 60 (cerca de R$ 336). Segundo a imprensa local, por enquanto, apenas pessoas com idades entre 18 e 59 anos e em “situações urgentes” podem comprar a vacina.

BRIGA POLÍTICA
A Coronavac ainda não está à disposição, mas já gera polêmica. Na sexta-feira, o governador João Doria havia dito que o imunizante deveria ser aplicado em todos os brasileiros e, ontem, ouviu do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que a vacina não será obrigatória. “A vacina contra a Covid, como cabe ao Ministério da Saúde definir essa questão e já foi definida, ela não será obrigatória. Então, quem está propagando isso aí é uma pessoa que pode estar pensando em tudo, menos na saúde ou na vida do próximo”, disse Bolsonaro ao discursar. 



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Coronavac é aprovada nos primeiros testes

Vacina chinesa contra Covid gera efeitos colaterais em 35% dos voluntários, nenhum considerado grave

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

19/10/2020 | 23:55


O governo de São Paulo divulgou ontem os primeiros resultados obtidos com testes da vacina chinesa Coronavac, realizados com 9.000 voluntários, entre eles 652 que participaram do estudo na USCS (Universidade Municipal de São Caetano). Segundo o diretor do Instituto Butantan Dimas Covas, o imunizante apresentou reações leves em 35% dos voluntários, como dor no local de aplicação e dor de cabeça. Apenas 0,1% tive febre.

Os resultados obtidos em São Paulo são similares aos testes realizados na China, inclusive com funcionários da Sinovac Biotech – laboratório que criou a vacina –, quando 50.027 foram submetidos ao imunizante e 5,36% apresentaram efeitos colaterais, todos sem gravidade.

“A vacina do Butantan é a mais segura em termos de efeitos colaterais. É a vacina mais segura neste momento não só no Brasil, mas no mundo”, garantiu Dimas Covas. “Das outras vacinas, nenhuma teve efeito colateral abaixo de 70% dos voluntários”, acrescentou.

Sobre eficácia, o diretor afirmou que os resultados dependem da ocorrência de número mínimo de infecções por Covid entre voluntários. Para a Coronavac, o número mínimo na primeira análise é de 61 infecções. Isso, segundo ele, só deverá ser atingido em dezembro e que não é possível saber quantos já foram infectados porque estes dados são sigilosos e analisados por comitê internacional.

Os resultados de eficácia, que são investigados nessa fase 3 de estudos, ainda não foram finalizados. Para tentar antecipar os resultados, o governo de São Paulo solicitou para a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), e teve aprovada, a inclusão de mais 4.000 voluntários. A expectativa é a de que essas pessoas possam ser vacinadas até dezembro. Ao contrário dos primeiros 9.000 voluntários, que eram profissionais da linha de frente do combate à Covid, agora serão incluídos idosos, portadores de comorbidades e gestantes.

Diante disso, apesar de o governador João Doria (PSDB) ter dito mais de uma vez que esperava iniciar a imunização em 15 de dezembro, ontem, Covas adotou discurso menos otimista. “As perspectivas são boas, mas não podemos dar data precisa de quando isso vai acontecer. Esperamos que até o fim deste ano”, comentou.

À VENDA
A agência de notícias internacional Reuters informou que a Coronavac está sendo vendida em Jiaxing, na China, por US$ 60 (cerca de R$ 336). Segundo a imprensa local, por enquanto, apenas pessoas com idades entre 18 e 59 anos e em “situações urgentes” podem comprar a vacina.

BRIGA POLÍTICA
A Coronavac ainda não está à disposição, mas já gera polêmica. Na sexta-feira, o governador João Doria havia dito que o imunizante deveria ser aplicado em todos os brasileiros e, ontem, ouviu do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que a vacina não será obrigatória. “A vacina contra a Covid, como cabe ao Ministério da Saúde definir essa questão e já foi definida, ela não será obrigatória. Então, quem está propagando isso aí é uma pessoa que pode estar pensando em tudo, menos na saúde ou na vida do próximo”, disse Bolsonaro ao discursar. 

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