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Grande ABC vê desafio de eleger candidatos LGBTs

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

De Mauá, André Sapanos é o único prefeiturável assumidamente gay; há vice trans em S.Caetano


Junior Carvalho
Diário do Grande ABC

18/10/2020 | 23:59


A presença de minorias sociais nos espaços de poder sempre vem à tona a cada eleição. Além da subrepresentatividade das mulheres nas câmaras e prefeituras do Grande ABC, a região assiste a outro desafio: eleger figuras LGBTs (Lésbica, Gays, Bissexuais e Transexuais) tanto para cargos no Legislativo quanto no Executivo.
 

Neste ano, as disputas majoritárias possuem pelo menos duas figuras da comunidade: em Mauá, André Sapanos (Psol) é o único candidato ao Paço assumidamente gay. Já em São Caetano, o estudante de direito Rafael Ensinas, 22 anos, homem trans, ocupa a vaga de vice na chapa encabeçada por Horácio Neto (Psol).
 

“Infelizmente, muitos acreditam que somos candidatos de uma única pauta. Não observam que somos trabalhadores, usuários dos serviços públicos, e que, além de lutar contra a LGBTfobia, também lutamos por melhorias na prestação dos serviços que qualquer um utiliza”, avalia Sapanos. “Quando uma LGBTQIA+ alcança um espaço de poder, incentiva milhares de outras pessoas desta população, que vive sofrendo com a discriminação e que continua em situações totalmente vulneráveis nas escolas, no mercado de trabalho e, muitas vezes, dentro da própria casa.”
 

Na disputa por cadeiras no legislativos, a região possui alguns nomes LGBTs. Gay e preto, Paulo Araújo (PT) disputa a vereança em São Bernardo. “Historicamente, o Grande ABC nunca elegeu alguém LGBTQIA+ por causa do conservadorismo, que é recorrente do patriarcado de homens cisgêneros e brancos. Minha candidatura busca humanizar esse processo político que muitas das vezes é desleal, misógino, machista e violento com nossas orientações sexuais e identidade de gênero. Mais ainda se esses LGBTQIA+ são pobres, pretos e de periferia.”
 

Candidato a vereador em Mauá, Márcio Araújo (PSD), homem gay, também atribui à falta de representatividade de LGBTs ao conservadorismo. “Temos segmentos que massacram a gente, como os grupos religiosos. Já disseram que eu não representava a família, por exemplo”, conta. Para Araújo, apesar de levantar a bandeira, a pauta LGBT não é única. “Não quero ser um vereador rotulado. Acredito que a política é para todo mundo, independentemente da bandeira”. Em Santo André, uma mulher trans disputa cadeira no Legislativo: Hainra Asabi (Psol). Ela representará nas urnas uma candidatura coletiva.
 

Desde o pleito de 2016 há plataformas que ajudam o eleitor a identificar candidaturas que representem as minorias, como os LGBTs. O ‘Me Representa’ (merepresenta.org.br) é uma ferramenta virtual que alimenta a campanha ‘Vote LGBT’ (votelgbt.org), que mapeia candidaturas ligadas ao movimento no Estado.



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Grande ABC vê desafio de eleger candidatos LGBTs

De Mauá, André Sapanos é o único prefeiturável assumidamente gay; há vice trans em S.Caetano

Junior Carvalho
Diário do Grande ABC

18/10/2020 | 23:59


A presença de minorias sociais nos espaços de poder sempre vem à tona a cada eleição. Além da subrepresentatividade das mulheres nas câmaras e prefeituras do Grande ABC, a região assiste a outro desafio: eleger figuras LGBTs (Lésbica, Gays, Bissexuais e Transexuais) tanto para cargos no Legislativo quanto no Executivo.
 

Neste ano, as disputas majoritárias possuem pelo menos duas figuras da comunidade: em Mauá, André Sapanos (Psol) é o único candidato ao Paço assumidamente gay. Já em São Caetano, o estudante de direito Rafael Ensinas, 22 anos, homem trans, ocupa a vaga de vice na chapa encabeçada por Horácio Neto (Psol).
 

“Infelizmente, muitos acreditam que somos candidatos de uma única pauta. Não observam que somos trabalhadores, usuários dos serviços públicos, e que, além de lutar contra a LGBTfobia, também lutamos por melhorias na prestação dos serviços que qualquer um utiliza”, avalia Sapanos. “Quando uma LGBTQIA+ alcança um espaço de poder, incentiva milhares de outras pessoas desta população, que vive sofrendo com a discriminação e que continua em situações totalmente vulneráveis nas escolas, no mercado de trabalho e, muitas vezes, dentro da própria casa.”
 

Na disputa por cadeiras no legislativos, a região possui alguns nomes LGBTs. Gay e preto, Paulo Araújo (PT) disputa a vereança em São Bernardo. “Historicamente, o Grande ABC nunca elegeu alguém LGBTQIA+ por causa do conservadorismo, que é recorrente do patriarcado de homens cisgêneros e brancos. Minha candidatura busca humanizar esse processo político que muitas das vezes é desleal, misógino, machista e violento com nossas orientações sexuais e identidade de gênero. Mais ainda se esses LGBTQIA+ são pobres, pretos e de periferia.”
 

Candidato a vereador em Mauá, Márcio Araújo (PSD), homem gay, também atribui à falta de representatividade de LGBTs ao conservadorismo. “Temos segmentos que massacram a gente, como os grupos religiosos. Já disseram que eu não representava a família, por exemplo”, conta. Para Araújo, apesar de levantar a bandeira, a pauta LGBT não é única. “Não quero ser um vereador rotulado. Acredito que a política é para todo mundo, independentemente da bandeira”. Em Santo André, uma mulher trans disputa cadeira no Legislativo: Hainra Asabi (Psol). Ela representará nas urnas uma candidatura coletiva.
 

Desde o pleito de 2016 há plataformas que ajudam o eleitor a identificar candidaturas que representem as minorias, como os LGBTs. O ‘Me Representa’ (merepresenta.org.br) é uma ferramenta virtual que alimenta a campanha ‘Vote LGBT’ (votelgbt.org), que mapeia candidaturas ligadas ao movimento no Estado.

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