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Colecionador da região soma 2.500 selos de carta

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Nascido em Veneto, na Itália, morador de São Bernardo mantém há 56 anos hobby que começou por acaso


Vinícius Castelli
Diário do Grande ABC

18/10/2020 | 23:59


Na casa de Vitorino Garbin, em São Bernardo, é possível saber de boa parte da história do mundo. Isso por meio de sua vasta coleção de selos de carta, algo do qual fala com amor e carinho. Italiano nascido na região do Veneto, o colecionador de 84 anos veio para o Brasil em 1952. É bom com datas, talvez por lidar com tantas em meio aos 2.552 selos que possuí. Tanto que se lembra exatamente de quando resolveu dar início à coleção.
 

“Foi no dia 30 de março de 1964, no meu aniversário”, recorda. E começou como uma brincadeira. “Estava em um almoço e havia um colega português que estava com um selo da Hungria e não queria me mostrar. Falei para ele que iria colecionar todos os selos do mundo”, lembra o italiano, entre risos.
 

O que Vitorino nem imaginava é que aquele ‘desafio’ se tornaria uma grande paixão, mantida até hoje, 56 anos depois. Ele não se lembra mais de qual foi o primeiro selo adquirido, mas conta que parte da coleção é de cartas que recebeu de amigos, várias delas “do estrangeiro”, como costuma dizer.
 

Além das cartas que recebia, os amigos, por saber da coleção, sempre lhe davam selos. Itens comprados foram poucos, como em uma viagem ao México, há tempos atrás. Mas no pacote, conta que vieram diversos repetidos e que nem valeu tanto à pena.
Vitorino lembra que no mês passado recebeu alguns selos vindos de seu país de origem. “E é difícil aparecer algo novo hoje em dia, pois ninguém mais envia cartas”, reflete.
 

A coleção de Vitorino conta com peças brasileiras, italianas, francesas, das extintas Iugoslávia e Tchecoslováquia, Hungria, Rússia, Índia e diversos outros lugares do planeta. “Não tem do mundo todo, mas de boa parte tem sim”, diz, orgulhoso. Para ele, lidar com os selos é adquirir conhecimento. “Gosto de saber quem são as pessoas estampadas neles, saber sobre cada figura”, diz.
 

O selo de carta surgiu na Inglaterra, em 6 de maio de 1840. Antes disso, o pagamento pela prestação do serviço de transporte e entrega de correspondências era feito pelo destinatário. O Brasil foi o segundo País a usar o método. Por aqui começou em 1843. O Brasil, ele conta, é o País com mais quantidade de selos já lançados. “Só perde para o México.”
 

Tudo está devidamente guardado em pastas. Vitorino conta que o manuseio, quando consegue um selo para sua coleção, é delicado e “sempre feito com pinça, jamais com as mãos, pois pode dobrar a peça e engordurar”, avisa o filatelista, nome dado aos colecionadores de selos.
 

Quando adquire um exemplar, o primeiro passo de Vitorino é esquentar água para que o vapor ajude a removê-lo do envelope. Em seguida deixa em um varal especial, usado só para isso. “Depois de seco, uso o ferro de passar roupa nele, coloco em uma pasta provisória e, em seguida, na pasta correta”.
 

Quando questionado sobre o que há de mais especial em sua coleção e qual selo mais gosta, responde rápido. “Tudo é especial e gosto de todos eles. Cada selo que consegui até agora foi uma boa surpresa e tenho orgulho de todos eles”, garante.
Mas o desejo de Vitorino é conseguir um dia o primeiro selo lançado no Brasil. “Se chama olho-de-boi. É antigo e na época (1843) devem ter saído apenas uns 500.”
 

Vitorino diz que lidar com os selos se tornou algo que faz bem para a cabeça, tanto antes, quando lidava com grande volume de trabalho em uma multinacional, quanto agora. “É como uma terapia, me faz bem”, afirma.
E a busca do colecionador segue aberta para novas oportunidades. “Pode ser selo grande, pequeno, o que importa é a variedade. Se alguém quiser doar a coleção a minha está aberta para engordar mais um pouquinho”, brinca o italiano.



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Colecionador da região soma 2.500 selos de carta

Nascido em Veneto, na Itália, morador de São Bernardo mantém há 56 anos hobby que começou por acaso

Vinícius Castelli
Diário do Grande ABC

18/10/2020 | 23:59


Na casa de Vitorino Garbin, em São Bernardo, é possível saber de boa parte da história do mundo. Isso por meio de sua vasta coleção de selos de carta, algo do qual fala com amor e carinho. Italiano nascido na região do Veneto, o colecionador de 84 anos veio para o Brasil em 1952. É bom com datas, talvez por lidar com tantas em meio aos 2.552 selos que possuí. Tanto que se lembra exatamente de quando resolveu dar início à coleção.
 

“Foi no dia 30 de março de 1964, no meu aniversário”, recorda. E começou como uma brincadeira. “Estava em um almoço e havia um colega português que estava com um selo da Hungria e não queria me mostrar. Falei para ele que iria colecionar todos os selos do mundo”, lembra o italiano, entre risos.
 

O que Vitorino nem imaginava é que aquele ‘desafio’ se tornaria uma grande paixão, mantida até hoje, 56 anos depois. Ele não se lembra mais de qual foi o primeiro selo adquirido, mas conta que parte da coleção é de cartas que recebeu de amigos, várias delas “do estrangeiro”, como costuma dizer.
 

Além das cartas que recebia, os amigos, por saber da coleção, sempre lhe davam selos. Itens comprados foram poucos, como em uma viagem ao México, há tempos atrás. Mas no pacote, conta que vieram diversos repetidos e que nem valeu tanto à pena.
Vitorino lembra que no mês passado recebeu alguns selos vindos de seu país de origem. “E é difícil aparecer algo novo hoje em dia, pois ninguém mais envia cartas”, reflete.
 

A coleção de Vitorino conta com peças brasileiras, italianas, francesas, das extintas Iugoslávia e Tchecoslováquia, Hungria, Rússia, Índia e diversos outros lugares do planeta. “Não tem do mundo todo, mas de boa parte tem sim”, diz, orgulhoso. Para ele, lidar com os selos é adquirir conhecimento. “Gosto de saber quem são as pessoas estampadas neles, saber sobre cada figura”, diz.
 

O selo de carta surgiu na Inglaterra, em 6 de maio de 1840. Antes disso, o pagamento pela prestação do serviço de transporte e entrega de correspondências era feito pelo destinatário. O Brasil foi o segundo País a usar o método. Por aqui começou em 1843. O Brasil, ele conta, é o País com mais quantidade de selos já lançados. “Só perde para o México.”
 

Tudo está devidamente guardado em pastas. Vitorino conta que o manuseio, quando consegue um selo para sua coleção, é delicado e “sempre feito com pinça, jamais com as mãos, pois pode dobrar a peça e engordurar”, avisa o filatelista, nome dado aos colecionadores de selos.
 

Quando adquire um exemplar, o primeiro passo de Vitorino é esquentar água para que o vapor ajude a removê-lo do envelope. Em seguida deixa em um varal especial, usado só para isso. “Depois de seco, uso o ferro de passar roupa nele, coloco em uma pasta provisória e, em seguida, na pasta correta”.
 

Quando questionado sobre o que há de mais especial em sua coleção e qual selo mais gosta, responde rápido. “Tudo é especial e gosto de todos eles. Cada selo que consegui até agora foi uma boa surpresa e tenho orgulho de todos eles”, garante.
Mas o desejo de Vitorino é conseguir um dia o primeiro selo lançado no Brasil. “Se chama olho-de-boi. É antigo e na época (1843) devem ter saído apenas uns 500.”
 

Vitorino diz que lidar com os selos se tornou algo que faz bem para a cabeça, tanto antes, quando lidava com grande volume de trabalho em uma multinacional, quanto agora. “É como uma terapia, me faz bem”, afirma.
E a busca do colecionador segue aberta para novas oportunidades. “Pode ser selo grande, pequeno, o que importa é a variedade. Se alguém quiser doar a coleção a minha está aberta para engordar mais um pouquinho”, brinca o italiano.

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