Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 20 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Covid-19 ainda mata mais idosos na região

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Três quartos dos mortos tinham mais de 60 anos; grupo de risco deve permanecer isolado


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

18/10/2020 | 07:00


O novo coronavírus já causou a morte de ao menos 2.622 moradores do Grande ABC. Homens (55,2%) com 60 anos ou mais (75,9%) são as principais vítimas fatais da infecção. Além disso, pelo menos 42,7% delas tinham cardiopatia e 30,5%, diabete, segundo dados da Fundação Seade, considerando números até quarta-feira. Até que a população seja vacinada, especialistas recomendam que pessoas do grupo de risco devem permanecer em isolamento físico mesmo com a flexibilização das atividades econômicas.

Alexandre Cunha, infectologista e consultor médico do Laboratório Sabin, explicou que os pacientes cardiopatas tendem ao agravamento do quadro porque o funcionamento do coração está diretamente relacionado ao pulmão, principal órgão afetado pelo coronavírus. “Quando um não vai bem, sobrecarrega o outro. Se o pulmão está prejudicado, o coração tem que aumentar o fluxo de sangue no pulmão, mas a cardiopatia tira essa capacidade e a oxigenação fica complicada”, explicou.

Em relação aos diabéticos, o especialista citou que não há evidência comprovada de que maneira a doença agrava a Covid. Contudo, uma das hipóteses é a de que a obesidade, que por si aumenta as chances de inflamação e formação de coágulos, está relacionada à diabete tipo 2. São consideradas obesas pessoas cujo IMC (Índice de Massa Corporal) ultrapasse 30.

Outras comorbidades observadas nos óbitos causados pelo coronavírus na região são doença neurológica (8,6%), obesidade (4,7%), doença renal (6,1%), pneumopatia (6,4%), imunodepressão (3,7%), asma (1,7%), doença hepática (1,7%), doença hematológica (0,8%), puérpera (0,1%) e Síndrome de Down (0,3%). O perfil da região não foge do observado no restante do Estado, onde 57,5% das vítimas eram homens e 76,4% tinha 60 anos ou mais. Além disso, os principais fatores de risco observados também são cardiopatia (59,8%) e diabete (43,3%).

Há duas semanas, o Grande ABC avançou para a fase 4 (verde) do Plano São Paulo, última etapa antes do chamado “novo normal”. Mesmo com a ampliação da flexibilização, como a reabertura de cinemas e teatros, e ampliação do horário de funcionamento de comércios, a orientação é que pessoas do grupo de risco mantenham o isolamento físico ao máximo até que a vacina seja disponibilizada à população. “Mesmo com menor carga viral circulando, (o paciente com doença preexistente) pode desenvolver a forma mais grave (da Covid)”, assinalou Cunha.

Também é essencial que toda população mantenha os cuidados para evitar a contaminação, mesmo aquelas pessoas que já foram infectadas e recuperadas. Entre os cuidados estão o uso de máscara, higienização frequente das mãos e a manutenção da etiqueta sanitária – cobrir a boca ao tossir ou espirrar com o antebraço ou com um lenço descartável, que deve ser jogado no lixo após o uso. Em locais públicos, é essencial manter o distanciamento de pelo menos um metro entre as pessoas.

Grande ABC registra 2.669 vítimas fatais da Covid-19
Região registrou até ontem a marca de 2.669 mortes pelo novo coronavírus – quatro nas últimas 24 horas. A cidade de São Bernardo permanece com maior número de casos, somando 950, seguido de Santo André com 614, Diadema com 457, Mauá 318, São Caetano com 220 casos e Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra com 85 e 25, respectivamente. Os dados de Diadema, Mauá e Rio Grande da Serra são da última sexta-feira. A região ainda registra 54.060 casos confirmados da Covid-19 e contabiliza 55.406 pacientes recuperados da doença.

Já o Estado de São Paulo registra 37.992 óbitos e 1.062.634 casos confirmados. Desse total, 941.527 pessoas estão recuperadas, sendo que 116.101 foram internadas e tiveram alta hospitalar.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Covid-19 ainda mata mais idosos na região

Três quartos dos mortos tinham mais de 60 anos; grupo de risco deve permanecer isolado

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

18/10/2020 | 07:00


O novo coronavírus já causou a morte de ao menos 2.622 moradores do Grande ABC. Homens (55,2%) com 60 anos ou mais (75,9%) são as principais vítimas fatais da infecção. Além disso, pelo menos 42,7% delas tinham cardiopatia e 30,5%, diabete, segundo dados da Fundação Seade, considerando números até quarta-feira. Até que a população seja vacinada, especialistas recomendam que pessoas do grupo de risco devem permanecer em isolamento físico mesmo com a flexibilização das atividades econômicas.

Alexandre Cunha, infectologista e consultor médico do Laboratório Sabin, explicou que os pacientes cardiopatas tendem ao agravamento do quadro porque o funcionamento do coração está diretamente relacionado ao pulmão, principal órgão afetado pelo coronavírus. “Quando um não vai bem, sobrecarrega o outro. Se o pulmão está prejudicado, o coração tem que aumentar o fluxo de sangue no pulmão, mas a cardiopatia tira essa capacidade e a oxigenação fica complicada”, explicou.

Em relação aos diabéticos, o especialista citou que não há evidência comprovada de que maneira a doença agrava a Covid. Contudo, uma das hipóteses é a de que a obesidade, que por si aumenta as chances de inflamação e formação de coágulos, está relacionada à diabete tipo 2. São consideradas obesas pessoas cujo IMC (Índice de Massa Corporal) ultrapasse 30.

Outras comorbidades observadas nos óbitos causados pelo coronavírus na região são doença neurológica (8,6%), obesidade (4,7%), doença renal (6,1%), pneumopatia (6,4%), imunodepressão (3,7%), asma (1,7%), doença hepática (1,7%), doença hematológica (0,8%), puérpera (0,1%) e Síndrome de Down (0,3%). O perfil da região não foge do observado no restante do Estado, onde 57,5% das vítimas eram homens e 76,4% tinha 60 anos ou mais. Além disso, os principais fatores de risco observados também são cardiopatia (59,8%) e diabete (43,3%).

Há duas semanas, o Grande ABC avançou para a fase 4 (verde) do Plano São Paulo, última etapa antes do chamado “novo normal”. Mesmo com a ampliação da flexibilização, como a reabertura de cinemas e teatros, e ampliação do horário de funcionamento de comércios, a orientação é que pessoas do grupo de risco mantenham o isolamento físico ao máximo até que a vacina seja disponibilizada à população. “Mesmo com menor carga viral circulando, (o paciente com doença preexistente) pode desenvolver a forma mais grave (da Covid)”, assinalou Cunha.

Também é essencial que toda população mantenha os cuidados para evitar a contaminação, mesmo aquelas pessoas que já foram infectadas e recuperadas. Entre os cuidados estão o uso de máscara, higienização frequente das mãos e a manutenção da etiqueta sanitária – cobrir a boca ao tossir ou espirrar com o antebraço ou com um lenço descartável, que deve ser jogado no lixo após o uso. Em locais públicos, é essencial manter o distanciamento de pelo menos um metro entre as pessoas.

Grande ABC registra 2.669 vítimas fatais da Covid-19
Região registrou até ontem a marca de 2.669 mortes pelo novo coronavírus – quatro nas últimas 24 horas. A cidade de São Bernardo permanece com maior número de casos, somando 950, seguido de Santo André com 614, Diadema com 457, Mauá 318, São Caetano com 220 casos e Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra com 85 e 25, respectivamente. Os dados de Diadema, Mauá e Rio Grande da Serra são da última sexta-feira. A região ainda registra 54.060 casos confirmados da Covid-19 e contabiliza 55.406 pacientes recuperados da doença.

Já o Estado de São Paulo registra 37.992 óbitos e 1.062.634 casos confirmados. Desse total, 941.527 pessoas estão recuperadas, sendo que 116.101 foram internadas e tiveram alta hospitalar.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;