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Nas manhãs de domingo


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

17/10/2020 | 09:52


A reprise do programa semanal Memória, da Rádio Bandeirantes, passa a ser apresentada às 7h de domingo. Um estímulo maior ao seu criador, Milton Parron, que estava virando o rei das madrugadas.

Um sinal de que história e memória no rádio ganham muito em reconhecimento

Ao saudar o Grupo Bandeirantes pela providência, recorremos ao professor Antonio de Andrade, que estuda a história da televisão brasileira. 

Andrade, ouvinte do Parron, ilustra a fala de João Jorge Saad da última audição de Memória. 

‘Seo’ João, num depoimento dado anos atrás ao próprio Milton Parron e à atriz Vida Alves, dizia que a Bandeirantes obtivera concessão em 1951 para pôr no ar a sua TV, o que só veio a ocorrer em 1967, “por questões políticas”.

O Palácio Encantado do Saad

Texto: Antonio de Andrade 

A concessão à Rádio Bandeirantes foi dada por Getúlio Vargas em agradecimento pelo forte apoio dado por Saad e emissoras de rádio do grupo Bandeirantes durante a campanha vitoriosa de 1950 à Presidência. 

Em 1961 a concessão foi cassada pelo presidente Jânio Quadros, ferrenho adversário de Adhemar.

Com a renúncia de Jânio instalou-se a crise ocasionada pelos militares que não aceitavam a posse de João Goulart. A Bandeirantes apoiou firmemente a posse do vice-presidente Goulart. Logo que assumiu a presidência, Goulart tratou de devolver a concessão.

A Bandeirantes foi o primeiro canal de televisão brasileiro instalado num edifício especificamente projetado para receber emissoras de rádio e televisão. A construção teve início em 1961, levou mais de cinco anos para ser concluída e ficou conhecida como o “Palácio Encantado de Saad”. 

A inauguração foi sendo adiada por anos, pois Saad exigia que tudo estivesse em perfeitas condições. O empresário repudiava improvisações como eram comuns nas demais emissoras. 

A questão da segurança foi colocada em primeiro plano. Tudo em vão. Em 16 de julho de 1969 um violento incêndio destruiu tudo. A emissora ficou precariamente no ar, utilizando os caminhões de reportagens externas para a retransmissão de uma programação improvisada. 

João Saad soube tirar proveito da tragédia. Optou por reconstruir as instalações no mesmo local e tomou uma decisão ousada: decidiu pela compra de equipamentos preparados para a transmissão em cores. Com isso estava preparado, antes das demais emissoras, para a programação colorida que teria início apenas em 1972.

Diário há meio século

Sábado, 17 de outubro de 1970 – ano 13, edição 1361

Manchete – Canadá em estado de guerra

São Caetano – Termina o Censo em São Caetano: população do município é de 150.043 habitantes.

Novidade – Tem início a I Feira de Artesanato Hippie do Grande ABC: começa neste sábado (17 de outubro de 1970) no Ocara, Centro de Santo André.

Futebol – Suspenso o supercampeonato da Divisão Principal de Santo André. Excluída, a SE Vila Alice vai à Justiça e “mela” a competição.

Esportes – Começam, em Bauru, os XXXV Jogos Abertos do Interior. Cobertura pelo Diário: Luis Romão, Pedro Martinelli e Alberto do Carmo Araujo (Giba); serviço local: Salvador Silva.

Beleza – Cecília Elisabete Salotti, de São Bernardo, eleita miss objetiva do Interior, em desfile realizado no Clube Atlético Ipiranga.

Em 17 de outubro de...

1920 – Corinthians, de Santo André, joga amistosamente em seu estádio com o Jaceguay FC, da Capital: rodada tripla entre os 1º, 2º e 3º quadros.

Família real belga retorna à Europa a bordo do navio ‘São Paulo’, que partiu do Porto do Rio de Janeiro.

1930 – Revolução em marcha. Mulheres oferecem serviços voluntários na Cruz Vermelha.

Na região, reservistas devem se apresentar à junta militar, instalada no pavimento superior da Prefeitura, à Rua Coronel Oliveira Lima, nº 1.

1955 – Inaugurada a nova agência do DCT (Departamento de Correios e Telégrafos) de São Caetano, à Rua Pará, 34.

Hoje

Dia Nacional do Profissional de Propaganda

Dia do Eletricista

Dia da Indústria Aeronáutica Brasileira

Dia Nacional de Vacinação

Dia Internacional para a Eliminação da Pobreza

Dia Internacional para a Democratização da Comunicação

Santos do Dia

Notelmo. Arcebispo de Cantuária



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Nas manhãs de domingo

Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

17/10/2020 | 09:52


A reprise do programa semanal Memória, da Rádio Bandeirantes, passa a ser apresentada às 7h de domingo. Um estímulo maior ao seu criador, Milton Parron, que estava virando o rei das madrugadas.

Um sinal de que história e memória no rádio ganham muito em reconhecimento

Ao saudar o Grupo Bandeirantes pela providência, recorremos ao professor Antonio de Andrade, que estuda a história da televisão brasileira. 

Andrade, ouvinte do Parron, ilustra a fala de João Jorge Saad da última audição de Memória. 

‘Seo’ João, num depoimento dado anos atrás ao próprio Milton Parron e à atriz Vida Alves, dizia que a Bandeirantes obtivera concessão em 1951 para pôr no ar a sua TV, o que só veio a ocorrer em 1967, “por questões políticas”.

O Palácio Encantado do Saad

Texto: Antonio de Andrade 

A concessão à Rádio Bandeirantes foi dada por Getúlio Vargas em agradecimento pelo forte apoio dado por Saad e emissoras de rádio do grupo Bandeirantes durante a campanha vitoriosa de 1950 à Presidência. 

Em 1961 a concessão foi cassada pelo presidente Jânio Quadros, ferrenho adversário de Adhemar.

Com a renúncia de Jânio instalou-se a crise ocasionada pelos militares que não aceitavam a posse de João Goulart. A Bandeirantes apoiou firmemente a posse do vice-presidente Goulart. Logo que assumiu a presidência, Goulart tratou de devolver a concessão.

A Bandeirantes foi o primeiro canal de televisão brasileiro instalado num edifício especificamente projetado para receber emissoras de rádio e televisão. A construção teve início em 1961, levou mais de cinco anos para ser concluída e ficou conhecida como o “Palácio Encantado de Saad”. 

A inauguração foi sendo adiada por anos, pois Saad exigia que tudo estivesse em perfeitas condições. O empresário repudiava improvisações como eram comuns nas demais emissoras. 

A questão da segurança foi colocada em primeiro plano. Tudo em vão. Em 16 de julho de 1969 um violento incêndio destruiu tudo. A emissora ficou precariamente no ar, utilizando os caminhões de reportagens externas para a retransmissão de uma programação improvisada. 

João Saad soube tirar proveito da tragédia. Optou por reconstruir as instalações no mesmo local e tomou uma decisão ousada: decidiu pela compra de equipamentos preparados para a transmissão em cores. Com isso estava preparado, antes das demais emissoras, para a programação colorida que teria início apenas em 1972.

Diário há meio século

Sábado, 17 de outubro de 1970 – ano 13, edição 1361

Manchete – Canadá em estado de guerra

São Caetano – Termina o Censo em São Caetano: população do município é de 150.043 habitantes.

Novidade – Tem início a I Feira de Artesanato Hippie do Grande ABC: começa neste sábado (17 de outubro de 1970) no Ocara, Centro de Santo André.

Futebol – Suspenso o supercampeonato da Divisão Principal de Santo André. Excluída, a SE Vila Alice vai à Justiça e “mela” a competição.

Esportes – Começam, em Bauru, os XXXV Jogos Abertos do Interior. Cobertura pelo Diário: Luis Romão, Pedro Martinelli e Alberto do Carmo Araujo (Giba); serviço local: Salvador Silva.

Beleza – Cecília Elisabete Salotti, de São Bernardo, eleita miss objetiva do Interior, em desfile realizado no Clube Atlético Ipiranga.

Em 17 de outubro de...

1920 – Corinthians, de Santo André, joga amistosamente em seu estádio com o Jaceguay FC, da Capital: rodada tripla entre os 1º, 2º e 3º quadros.

Família real belga retorna à Europa a bordo do navio ‘São Paulo’, que partiu do Porto do Rio de Janeiro.

1930 – Revolução em marcha. Mulheres oferecem serviços voluntários na Cruz Vermelha.

Na região, reservistas devem se apresentar à junta militar, instalada no pavimento superior da Prefeitura, à Rua Coronel Oliveira Lima, nº 1.

1955 – Inaugurada a nova agência do DCT (Departamento de Correios e Telégrafos) de São Caetano, à Rua Pará, 34.

Hoje

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