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A importância do voto


Do Diário do Grande ABC

17/10/2020 | 09:46


 Realizadas em plena pandemia do novo coronavírus, as eleições municipais de 2020 ganharam contornos especiais, sendo a principal novidade a mudança das datas, de outubro para novembro. As alterações, todavia, não minimizam a importância do exercício democrático do processo eleitoral, uma das principais expressões de cidadania e reconquistada a duras penas pelos brasileiros, após 25 anos de ditadura. Por isso, causa preocupação a hipótese de o País registrar uma das mais altas abstenções da história. Tudo por causa da possibilidade de o cidadão justificar sua ausência no dia da eleição via aplicativo. Especialistas argumentam que a medida pode tornar o pleito facultativo.

É evidente que a escolha dos próximos prefeitos e vereadores, inclusive os das sete cidades do Grande ABC, não sofrerá nenhum prejuízo se a maior parte da população se acomodar à facilidade tecnológica e, recorrendo a alguma desculpa, justificar a ausência nas urnas, dando plena quitação de suas obrigações eleitorais. A vitória dos candidatos, como se sabe, é determinada pela porcentagem dos votos válidos e não pelo número de eleitores que compareceram às cabines de votação. A reduzida participação do cidadão no processo, todavia, pode, quando apropriada por pessoas dispostas a fragilizar o cenário democrático, abrir brechas para futuro questionamento da legitimidade dos eleitos.

Participar de todo o processo, desde a escolha dos candidatos até a hora de exprimir suas convicções nas urnas eletrônicas, é a melhor maneira de ajudar na consolidação da jovem democracia brasileira, restabelecida em 1985. Como, aliás, expressou, em perfeita síntese da importância do momento, a então presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministra Rosa Weber, a propósito do último pleito, que elegeu presidente, governadores, senadores e deputados, dois anos atrás. Após dizer que o voto é a expressão máxima da soberania popular, admoestou: “Não deixemos que nada tumultue a nossa escolha livre e consciente sobre o que entendamos ser o melhor para o País”. Às urnas, pois.



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A importância do voto

Do Diário do Grande ABC

17/10/2020 | 09:46


 Realizadas em plena pandemia do novo coronavírus, as eleições municipais de 2020 ganharam contornos especiais, sendo a principal novidade a mudança das datas, de outubro para novembro. As alterações, todavia, não minimizam a importância do exercício democrático do processo eleitoral, uma das principais expressões de cidadania e reconquistada a duras penas pelos brasileiros, após 25 anos de ditadura. Por isso, causa preocupação a hipótese de o País registrar uma das mais altas abstenções da história. Tudo por causa da possibilidade de o cidadão justificar sua ausência no dia da eleição via aplicativo. Especialistas argumentam que a medida pode tornar o pleito facultativo.

É evidente que a escolha dos próximos prefeitos e vereadores, inclusive os das sete cidades do Grande ABC, não sofrerá nenhum prejuízo se a maior parte da população se acomodar à facilidade tecnológica e, recorrendo a alguma desculpa, justificar a ausência nas urnas, dando plena quitação de suas obrigações eleitorais. A vitória dos candidatos, como se sabe, é determinada pela porcentagem dos votos válidos e não pelo número de eleitores que compareceram às cabines de votação. A reduzida participação do cidadão no processo, todavia, pode, quando apropriada por pessoas dispostas a fragilizar o cenário democrático, abrir brechas para futuro questionamento da legitimidade dos eleitos.

Participar de todo o processo, desde a escolha dos candidatos até a hora de exprimir suas convicções nas urnas eletrônicas, é a melhor maneira de ajudar na consolidação da jovem democracia brasileira, restabelecida em 1985. Como, aliás, expressou, em perfeita síntese da importância do momento, a então presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministra Rosa Weber, a propósito do último pleito, que elegeu presidente, governadores, senadores e deputados, dois anos atrás. Após dizer que o voto é a expressão máxima da soberania popular, admoestou: “Não deixemos que nada tumultue a nossa escolha livre e consciente sobre o que entendamos ser o melhor para o País”. Às urnas, pois.

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