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IBGE: final de setembro teve saída de formais, mas alta na ocupação é tendência

Marcello Casal Jr/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


16/10/2020 | 13:03


O aumento na taxa de desemprego na quarta semana de setembro pode ter sido provocado pela dispensa de trabalhadores formais, uma vez que a taxa de informalidade cresceu no País ante a terceira semana do mês. No entanto, a tendência do mercado de trabalho permanece sendo de aumento na ocupação, acompanhada também de elevação no número de desempregados, afirmou Maria Lucia Vieira, coordenadora de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de desemprego no País subiu a 14,4% na quarta semana de setembro, o maior resultado já alcançado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid) semanal, iniciada em maio pelo IBGE.

"A população ocupada vinha crescendo, e nessa semana teve uma variação negativa. É muito difícil afirmar que postos de trabalho foram destruídos. A expectativa para esse fim de ano seria a partir de agora que a ocupação passasse a aumentar, devido às festas de fim de ano, de Natal", afirmou Maria Lucia.

A taxa de informalidade subiu a 34,2% na quarta semana de setembro, ante 33,6% na semana anterior. O resultado sugere que as vagas fechadas na última semana da pesquisa fossem de trabalhadores formais. "Nessa semana podem ter sido (dispensados os trabalhadores) formais", concordou Maria Lucia.

Em apenas uma semana, houve aumento no número de pessoas buscando emprego, e redução no total de trabalhadores ocupados. A população desempregada foi estimada em um recorde de 14,0 milhões de pessoas na quarta semana de setembro, cerca de 700 mil a mais que o registrado na semana anterior. Já o total de pessoas trabalhando desceu a 83,0 milhões, 700 mil a menos que o patamar da semana anterior.

"É muito volátil. A tendência é a desocupação aumentando sim, mas tem uma tendência de aumento da população ocupada desde meados de julho", ponderou a coordenadora do IBGE. A população fora da força de trabalho - que não estava trabalhando nem procurava por trabalho - somou 73,4 milhões na quarta semana de setembro, cerca de 200 mil a menos que na semana anterior. Entre os inativos, cerca de 25,6 milhões de pessoas disseram que gostariam de trabalhar. Economistas acreditam que a volta de parte dessa população à busca por trabalho deva pressionar as próximas leituras da taxa de desemprego no País.

O IBGE decidiu encerrar as divulgações semanais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid), mas manterá a coleta telefônica de informações para garantir as publicações da Pnad Covid mensal até o fim de 2020.

Segundo Maria Lucia, a equipe de análise dos dados estava sobrecarregada pela prorrogação da pesquisa além dos três meses planejados inicialmente. Aliado a isso, as variações pouco significativas dos principais indicadores do mercado de trabalho fizeram o órgão decidir que não havia necessidade de prorrogar as publicações semanais, optando por manter apenas as mensais.

"A divulgação mensal já respondia (sobre o mercado de trabalho) de forma mais rápida que a Pnad Contínua", concluiu Maria Lucia Vieira.



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IBGE: final de setembro teve saída de formais, mas alta na ocupação é tendência


16/10/2020 | 13:03


O aumento na taxa de desemprego na quarta semana de setembro pode ter sido provocado pela dispensa de trabalhadores formais, uma vez que a taxa de informalidade cresceu no País ante a terceira semana do mês. No entanto, a tendência do mercado de trabalho permanece sendo de aumento na ocupação, acompanhada também de elevação no número de desempregados, afirmou Maria Lucia Vieira, coordenadora de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de desemprego no País subiu a 14,4% na quarta semana de setembro, o maior resultado já alcançado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid) semanal, iniciada em maio pelo IBGE.

"A população ocupada vinha crescendo, e nessa semana teve uma variação negativa. É muito difícil afirmar que postos de trabalho foram destruídos. A expectativa para esse fim de ano seria a partir de agora que a ocupação passasse a aumentar, devido às festas de fim de ano, de Natal", afirmou Maria Lucia.

A taxa de informalidade subiu a 34,2% na quarta semana de setembro, ante 33,6% na semana anterior. O resultado sugere que as vagas fechadas na última semana da pesquisa fossem de trabalhadores formais. "Nessa semana podem ter sido (dispensados os trabalhadores) formais", concordou Maria Lucia.

Em apenas uma semana, houve aumento no número de pessoas buscando emprego, e redução no total de trabalhadores ocupados. A população desempregada foi estimada em um recorde de 14,0 milhões de pessoas na quarta semana de setembro, cerca de 700 mil a mais que o registrado na semana anterior. Já o total de pessoas trabalhando desceu a 83,0 milhões, 700 mil a menos que o patamar da semana anterior.

"É muito volátil. A tendência é a desocupação aumentando sim, mas tem uma tendência de aumento da população ocupada desde meados de julho", ponderou a coordenadora do IBGE. A população fora da força de trabalho - que não estava trabalhando nem procurava por trabalho - somou 73,4 milhões na quarta semana de setembro, cerca de 200 mil a menos que na semana anterior. Entre os inativos, cerca de 25,6 milhões de pessoas disseram que gostariam de trabalhar. Economistas acreditam que a volta de parte dessa população à busca por trabalho deva pressionar as próximas leituras da taxa de desemprego no País.

O IBGE decidiu encerrar as divulgações semanais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid), mas manterá a coleta telefônica de informações para garantir as publicações da Pnad Covid mensal até o fim de 2020.

Segundo Maria Lucia, a equipe de análise dos dados estava sobrecarregada pela prorrogação da pesquisa além dos três meses planejados inicialmente. Aliado a isso, as variações pouco significativas dos principais indicadores do mercado de trabalho fizeram o órgão decidir que não havia necessidade de prorrogar as publicações semanais, optando por manter apenas as mensais.

"A divulgação mensal já respondia (sobre o mercado de trabalho) de forma mais rápida que a Pnad Contínua", concluiu Maria Lucia Vieira.

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