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Usuário sofre com falta de colírio de alto custo

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No Mário Covas, em Santo André, remédios para tratamento de glaucoma estão sem previsão de reposição


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

16/10/2020 | 00:01


Não é de hoje que moradores do Grande ABC sofrem com a escassez de medicamentos nas farmácias de alto custo especializadas. Dessa vez, dois colírios estão em falta na unidade do Hospital Mário Covas, em Santo André: o latanoprosta (xalatan) e o maleato de timolol, ambos são utilizados para tratamento de glaucoma do aposentado José Francisco dos Santos, 70 anos, morador da Vila Conceição, em Diadema.

A filha de José, a servidora pública Maria de Fátima Campanella, 39, se preocupa com a situação, já que, em setembro, no primeiro mês que tentaram retirar os medicamentos, não conseguiram, e a situação já se estende para o segundo mês. Além dos dois colírios que estão em falta na unidade, o aposentado utiliza um terceiro medicamento, o brinzolamida, que possui em estoque na farmácia de Santo André.

“Antes, nós conseguíamos comprar, mas com a pandemia e as contas mais restritas, buscamos as farmácias de alto custo. Logo no primeiro mês não conseguimos”, detalha Maria de Fátima. De acordo a servidora pública, os três remédios custavam, em média, R$ 600 por mês.

Além da falta da medicação, a munícipe reclama do sistema da farmácia. “Vejo que, infelizmente, tem muitos idosos na fila reclamando da demora e, também, da falta de medicamentos. Graças a Deus eu consigo buscar para o meu pai, mas tem idosos que moram sozinhos e dependem deles mesmos”, lamenta Fátima. “Me deparei com uma realidade que eu não conhecia e fiquei muito decepcionada”, relembra.

A preocupação da filha é pelo medicamento xalatan, principal remédio do tratamento, que precisa ficar na geladeira para uso. A suspensão do uso pode fazer com que o aposentado corra o risco de perder a visão. Mesmo diante da urgência, funcionários da farmácia do Márcio Covas disseram a Maria de Fátima que, por enquanto, não há previsão para reposição no local.

A servidora destaca que já fez reclamações para a ouvidoria. “Antes eu estava indo até a farmácia (de alto custo) para saber sobre estes medicamentos, pois, se tiver, já trago para casa e refrigero, mas agora eu ligo, se tiver, eu vou até lá”, explica.

Questionado sobre a falta do colírio, a Secretaria de Saúde do Estado informou que a responsabilidade de aquisição e fornecimento dos medicamentos é do Ministério da Saúde. O Estado apenas redistribui para os municípios conforme os lotes chegam a São Paulo. “O envio dos medicamentos citados tem sido irregular pelo governo federal, impactando na distribuição e assistência aos pacientes das Farmácias de Medicamentos Especializados”, explica, em nota.

Com relação à situação do morador de Diadema, a pasta comentou que, para atendê-lo, “no terceiro trimestre de 2020 foram solicitadas pelo menos 63 mil unidades de latanoprosta e nenhum quantitativo ainda foi entregue. A secretaria tem mantido contato com o ministério para que o reabastecimento do estoque ocorra o mais breve possível”.

O Ministério da Saúde informou que o medicamento latanoprosta "não está em falta". No última dia 9 de outubro, o Ministério da Saúde destinou 61.952 unidades do medicamento à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.  



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Usuário sofre com falta de colírio de alto custo

No Mário Covas, em Santo André, remédios para tratamento de glaucoma estão sem previsão de reposição

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

16/10/2020 | 00:01


Não é de hoje que moradores do Grande ABC sofrem com a escassez de medicamentos nas farmácias de alto custo especializadas. Dessa vez, dois colírios estão em falta na unidade do Hospital Mário Covas, em Santo André: o latanoprosta (xalatan) e o maleato de timolol, ambos são utilizados para tratamento de glaucoma do aposentado José Francisco dos Santos, 70 anos, morador da Vila Conceição, em Diadema.

A filha de José, a servidora pública Maria de Fátima Campanella, 39, se preocupa com a situação, já que, em setembro, no primeiro mês que tentaram retirar os medicamentos, não conseguiram, e a situação já se estende para o segundo mês. Além dos dois colírios que estão em falta na unidade, o aposentado utiliza um terceiro medicamento, o brinzolamida, que possui em estoque na farmácia de Santo André.

“Antes, nós conseguíamos comprar, mas com a pandemia e as contas mais restritas, buscamos as farmácias de alto custo. Logo no primeiro mês não conseguimos”, detalha Maria de Fátima. De acordo a servidora pública, os três remédios custavam, em média, R$ 600 por mês.

Além da falta da medicação, a munícipe reclama do sistema da farmácia. “Vejo que, infelizmente, tem muitos idosos na fila reclamando da demora e, também, da falta de medicamentos. Graças a Deus eu consigo buscar para o meu pai, mas tem idosos que moram sozinhos e dependem deles mesmos”, lamenta Fátima. “Me deparei com uma realidade que eu não conhecia e fiquei muito decepcionada”, relembra.

A preocupação da filha é pelo medicamento xalatan, principal remédio do tratamento, que precisa ficar na geladeira para uso. A suspensão do uso pode fazer com que o aposentado corra o risco de perder a visão. Mesmo diante da urgência, funcionários da farmácia do Márcio Covas disseram a Maria de Fátima que, por enquanto, não há previsão para reposição no local.

A servidora destaca que já fez reclamações para a ouvidoria. “Antes eu estava indo até a farmácia (de alto custo) para saber sobre estes medicamentos, pois, se tiver, já trago para casa e refrigero, mas agora eu ligo, se tiver, eu vou até lá”, explica.

Questionado sobre a falta do colírio, a Secretaria de Saúde do Estado informou que a responsabilidade de aquisição e fornecimento dos medicamentos é do Ministério da Saúde. O Estado apenas redistribui para os municípios conforme os lotes chegam a São Paulo. “O envio dos medicamentos citados tem sido irregular pelo governo federal, impactando na distribuição e assistência aos pacientes das Farmácias de Medicamentos Especializados”, explica, em nota.

Com relação à situação do morador de Diadema, a pasta comentou que, para atendê-lo, “no terceiro trimestre de 2020 foram solicitadas pelo menos 63 mil unidades de latanoprosta e nenhum quantitativo ainda foi entregue. A secretaria tem mantido contato com o ministério para que o reabastecimento do estoque ocorra o mais breve possível”.

O Ministério da Saúde informou que o medicamento latanoprosta "não está em falta". No última dia 9 de outubro, o Ministério da Saúde destinou 61.952 unidades do medicamento à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.  

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