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Candidatos evitam o acelera de 2016


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

10/10/2020 | 00:01


Em 2016, o hoje governador João Doria (PSDB) foi o grande cabo eleitoral de candidatos tucanos no Grande ABC. Postulantes à vereança e às prefeituras se estapeavam por imagem ao lado do empresário, que concorria à época à prefeitura de São Paulo com discurso de modernizar, com seu olhar do setor privado, o poder público. Passados quatro anos, a popularidade de Doria caiu. Ele passou por pouco no teste das urnas em 2018, quando se elegeu governador – havia prometido ficar quatro anos como prefeito paulistano, descumpriu a promessa e teve de se justificar toda a campanha. Agora, após virar adversário do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), tem visto todo aquele poderio eleitoral estar em xeque. Não à toa, os candidatos da região neste ano escondem a figura de Doria. Nos núcleos das campanhas do PSDB, começa a se tornar consenso que atrelar-se à imagem do governador, neste momento, mais ônus do que bônus traz.

Notificação
Nesta semana, a Prefeitura de São Bernardo informou a este Diário que não havia sido notificada sobre inquérito instaurado pelo Ministério Público da cidade a respeito de despejos de famílias em áreas invadidas no município. Porém, esta coluna teve acesso a cópia do processo que mostra que o governo Orlando Morando (PSDB), além de ter sido notificado, respondeu aos questionamentos iniciais na apuração. Houve respostas assinadas por Ricardo Monte Oliva, que integra o time da Procuradoria-Geral do Município, e do secretário de Habitação, João Abukater Neto – eles negaram que as remoções estejam acontecendo sem prévio aviso ou ordem judicial.

Apuração
Integrantes do Conselho Nacional do Ministério Público, Lindomar Tiago Rodrigues e Adriana Medeiros Gurgel de Faria encaminharam resposta sobre pedido de apuração de conduta de promotores de São Paulo em denúncias feitas contra a gestão do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), na questão dos contratos emergenciais para compra de merenda escolar e alimentação hospitalar – em território paulista, a investigação foi arquivada, mas o MPF (Ministério Público Federal) identificou problemas e denunciou Morando e mais 12 por corrupção.

Apuração – 2
Os pareceres desses integrantes do CNMP foram para que o conselho estadual do Ministério Público abram apuração sobre o trabalho de Flávio Eduardo Turessi, João Antônio Bastos Garreta Prats, Maria Lourenço Monassi e Bruno Servello Ribeiro. A atuação do quarteto foi levada ao CNMP pelo munícipe Rogério e Silva, conhecido como Rogério da Lupa.

Agenda cheia
O vereador Amaury Dias (PSDB), de Ribeirão Pires, anda com agenda bastante atribulada. Além de correr atrás de votos para se reeleger, dá aulas – em época de provas, aliás – na Etec de Rio Grande da Serra, segue com treinos de crossfit e encontra, mesmo com a correria, tempo para cornetar o São Paulo, time de seu coração.

Renúncias
Viúva do ex-prefeito de Diadema Gilson Menezes, Regina Ponce (PSDB) não foi a única política da cidade a renunciar sua candidatura à vereança. Antonio Almeida, que concorria pelo PL (partido que está no arco de aliança do ex-prefeito José de Filippi Júnior, do PT), também comunicou à Justiça Eleitoral sua desistência no pleito deste ano.

Luto
Vereador de São Caetano de 1969 a 1983, Roberto Leandrini morreu na quinta-feira, aos 84 anos, vítima de infarto. Colunista da página de Memória deste Diário, Ademir Medici traçou um breve histórico de Leandrini e da família. “Roberto Leandrini ingressou na política partidária por meio do irmão mais novo, Floriano, também ex-vereador e que, em 1969, mesmo ano da primeira eleição do irmão, havia sido candidato a prefeito de São Caetano, com 30 anos, sem conseguir se eleger. Floriano elegeu-se, posteriormente, à Assembleia Legislativa. Os Leandrini são fundadores da Vila Gerty, para onde chegou o pai, Vergílio, na primeira metade do século passado. Eram 11 irmãos, dos quais estão vivos Leandro e Maria. Roberto, filho do Sr. Vergílio e de dona Maria Panarielo, parte aos 84 anos. Deixa a mulher, Jacira, os filhos Roberto Junior, Kátia e Rosana e seis netos.” 



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Candidatos evitam o acelera de 2016

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

10/10/2020 | 00:01


Em 2016, o hoje governador João Doria (PSDB) foi o grande cabo eleitoral de candidatos tucanos no Grande ABC. Postulantes à vereança e às prefeituras se estapeavam por imagem ao lado do empresário, que concorria à época à prefeitura de São Paulo com discurso de modernizar, com seu olhar do setor privado, o poder público. Passados quatro anos, a popularidade de Doria caiu. Ele passou por pouco no teste das urnas em 2018, quando se elegeu governador – havia prometido ficar quatro anos como prefeito paulistano, descumpriu a promessa e teve de se justificar toda a campanha. Agora, após virar adversário do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), tem visto todo aquele poderio eleitoral estar em xeque. Não à toa, os candidatos da região neste ano escondem a figura de Doria. Nos núcleos das campanhas do PSDB, começa a se tornar consenso que atrelar-se à imagem do governador, neste momento, mais ônus do que bônus traz.

Notificação
Nesta semana, a Prefeitura de São Bernardo informou a este Diário que não havia sido notificada sobre inquérito instaurado pelo Ministério Público da cidade a respeito de despejos de famílias em áreas invadidas no município. Porém, esta coluna teve acesso a cópia do processo que mostra que o governo Orlando Morando (PSDB), além de ter sido notificado, respondeu aos questionamentos iniciais na apuração. Houve respostas assinadas por Ricardo Monte Oliva, que integra o time da Procuradoria-Geral do Município, e do secretário de Habitação, João Abukater Neto – eles negaram que as remoções estejam acontecendo sem prévio aviso ou ordem judicial.

Apuração
Integrantes do Conselho Nacional do Ministério Público, Lindomar Tiago Rodrigues e Adriana Medeiros Gurgel de Faria encaminharam resposta sobre pedido de apuração de conduta de promotores de São Paulo em denúncias feitas contra a gestão do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), na questão dos contratos emergenciais para compra de merenda escolar e alimentação hospitalar – em território paulista, a investigação foi arquivada, mas o MPF (Ministério Público Federal) identificou problemas e denunciou Morando e mais 12 por corrupção.

Apuração – 2
Os pareceres desses integrantes do CNMP foram para que o conselho estadual do Ministério Público abram apuração sobre o trabalho de Flávio Eduardo Turessi, João Antônio Bastos Garreta Prats, Maria Lourenço Monassi e Bruno Servello Ribeiro. A atuação do quarteto foi levada ao CNMP pelo munícipe Rogério e Silva, conhecido como Rogério da Lupa.

Agenda cheia
O vereador Amaury Dias (PSDB), de Ribeirão Pires, anda com agenda bastante atribulada. Além de correr atrás de votos para se reeleger, dá aulas – em época de provas, aliás – na Etec de Rio Grande da Serra, segue com treinos de crossfit e encontra, mesmo com a correria, tempo para cornetar o São Paulo, time de seu coração.

Renúncias
Viúva do ex-prefeito de Diadema Gilson Menezes, Regina Ponce (PSDB) não foi a única política da cidade a renunciar sua candidatura à vereança. Antonio Almeida, que concorria pelo PL (partido que está no arco de aliança do ex-prefeito José de Filippi Júnior, do PT), também comunicou à Justiça Eleitoral sua desistência no pleito deste ano.

Luto
Vereador de São Caetano de 1969 a 1983, Roberto Leandrini morreu na quinta-feira, aos 84 anos, vítima de infarto. Colunista da página de Memória deste Diário, Ademir Medici traçou um breve histórico de Leandrini e da família. “Roberto Leandrini ingressou na política partidária por meio do irmão mais novo, Floriano, também ex-vereador e que, em 1969, mesmo ano da primeira eleição do irmão, havia sido candidato a prefeito de São Caetano, com 30 anos, sem conseguir se eleger. Floriano elegeu-se, posteriormente, à Assembleia Legislativa. Os Leandrini são fundadores da Vila Gerty, para onde chegou o pai, Vergílio, na primeira metade do século passado. Eram 11 irmãos, dos quais estão vivos Leandro e Maria. Roberto, filho do Sr. Vergílio e de dona Maria Panarielo, parte aos 84 anos. Deixa a mulher, Jacira, os filhos Roberto Junior, Kátia e Rosana e seis netos.” 

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