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Inflação de serviços sai de -0,47% em agosto para 0,17% em setembro, aponta IBGE

Marcello Casal Jr/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


09/10/2020 | 12:42


A reabertura de atividades econômicas e flexibilização do isolamento social de combate à pandemia podem estar por trás de aumentos de preços em setembro em itens ligados ao turismo, como passagem aérea, aluguel de veículos e pacote turístico, avaliou Pedro Kislanov da Costa, gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A inflação de serviços saiu de uma queda de 0,47% em agosto para um avanço de 0,17% em setembro, dentro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No acumulado do ano, a inflação de serviços recua 0,05%.

"Acho que não dá pra falar numa pressão (de demanda) ainda sobre o setor de serviços. Mas, de fato, há uma diferença nessa trajetória", disse Kislanov. Em setembro, os dois principais impactos foram de alimentação fora de casa e passagem aérea.

"Pelo lado da demanda, a gente tem efeito, principalmente, sobre preços dos alimentos", avaliou Kislanov, acrescentando que o pagamento do auxílio emergencial fez as famílias de renda mais baixa destinarem mais recursos à aquisição de alimentos básicos. "Agora, temos que ver como vai se dar essa flexibilização, de forma gradual, a gente tem que aguardar os próximos meses para ver o impacto (nos preços)", disse ele.

"O cenário é de incerteza não só na economia, mas também na saúde. Se fala em segunda onda de covid. O que dá para notar é que realmente os serviços apresentaram uma alta em alguns componentes, o que pode indicar melhora da atividade econômica e pode ser efeito da flexibilização", completou.

Para Kislanov, o repasse de preços mais elevados do atacado para o varejo se dá apenas em algumas categorias de produtos e ainda depende do aquecimento da atividade econômica. Ele lembra que a inflação no atacado é mais sensível a câmbio e preços de commodities.

"No IPCA fica mais difícil o repasse dos preços do produtor ao consumidor final. Claro que em grande medida acabam repassados, como o caso do arroz e do óleo de soja, mas quando você tem estoque maior fica mais fácil não repassar", disse Kislanov.

Ainda no IPCA, a inflação de bens e serviços monitorados saiu de uma elevação de 0,78% em agosto para alta de 0,13% em setembro. Segundo Kislanov, ainda não há previsão de retomada da coleta presencial do IPCA. O indicador permanece com coleta totalmente remota.



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Inflação de serviços sai de -0,47% em agosto para 0,17% em setembro, aponta IBGE


09/10/2020 | 12:42


A reabertura de atividades econômicas e flexibilização do isolamento social de combate à pandemia podem estar por trás de aumentos de preços em setembro em itens ligados ao turismo, como passagem aérea, aluguel de veículos e pacote turístico, avaliou Pedro Kislanov da Costa, gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A inflação de serviços saiu de uma queda de 0,47% em agosto para um avanço de 0,17% em setembro, dentro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No acumulado do ano, a inflação de serviços recua 0,05%.

"Acho que não dá pra falar numa pressão (de demanda) ainda sobre o setor de serviços. Mas, de fato, há uma diferença nessa trajetória", disse Kislanov. Em setembro, os dois principais impactos foram de alimentação fora de casa e passagem aérea.

"Pelo lado da demanda, a gente tem efeito, principalmente, sobre preços dos alimentos", avaliou Kislanov, acrescentando que o pagamento do auxílio emergencial fez as famílias de renda mais baixa destinarem mais recursos à aquisição de alimentos básicos. "Agora, temos que ver como vai se dar essa flexibilização, de forma gradual, a gente tem que aguardar os próximos meses para ver o impacto (nos preços)", disse ele.

"O cenário é de incerteza não só na economia, mas também na saúde. Se fala em segunda onda de covid. O que dá para notar é que realmente os serviços apresentaram uma alta em alguns componentes, o que pode indicar melhora da atividade econômica e pode ser efeito da flexibilização", completou.

Para Kislanov, o repasse de preços mais elevados do atacado para o varejo se dá apenas em algumas categorias de produtos e ainda depende do aquecimento da atividade econômica. Ele lembra que a inflação no atacado é mais sensível a câmbio e preços de commodities.

"No IPCA fica mais difícil o repasse dos preços do produtor ao consumidor final. Claro que em grande medida acabam repassados, como o caso do arroz e do óleo de soja, mas quando você tem estoque maior fica mais fácil não repassar", disse Kislanov.

Ainda no IPCA, a inflação de bens e serviços monitorados saiu de uma elevação de 0,78% em agosto para alta de 0,13% em setembro. Segundo Kislanov, ainda não há previsão de retomada da coleta presencial do IPCA. O indicador permanece com coleta totalmente remota.

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