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Escola estadual tentou abafar suposto assédio de professor

Caso foi denunciado pela aluna em rede social; direção falou em transferir estudante


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

09/10/2020 | 00:01


A direção da EE (Escola Estadual) Visconde de Mauá, da cidade de Mauá, tentou abafar o suposto caso de assédio virtual praticado por um professor de matemática e denunciado na rede social de uma aluna, uma adolescente de 16 anos. O Diário mostrou ontem que, assim como essa vítima, 77% das brasileiras entre 15 e 25 anos relataram na pesquisa Liberdade On-line? – Como Meninas e Jovens Mulheres Lidam com o Assédio nas Redes Sociais, realizada pela ONG (Organização Não Governamental) Plan International Brasil, terem passado por situação semelhante.

Em relato elaborado pela mãe da jovem para ser anexado à reclamação na Diretoria Regional de Ensino, C.F.B.D. (a mãe da aluna não quer ser identificada) afirma que foi chamada à escola depois que a filha publicou o caso no Facebook. Segundo o documento ao qual a equipe de reportagem teve acesso, a direção da escola afirmou que o que ela poderia fazer era convocar o professor para uma conversa pessoalmente com a família da aluna, que o papel da escola era “apaziguar a situação” e que, se fosse em outra unidade escolar do município, a adolescente já teria sido transferida.

A mãe da aluna questionou a escola sobre a afirmação de outras alunas de que os episódios de assédio são antigos e recorrentes, ao que a representante da unidade escolar, que não foi identificada, afirmou que a direção “não pode responder por algo que não era em sua gestão”. Em seu relato, a mãe da aluna afirma que foi orientada a assinar um papel na escola, mas que sequer lembrava do seu conteúdo e que não foi entregue uma cópia.

A Seduc (Secretaria de Educação do Estado de São Paulo) foi questionada sobre a conduta da direção e sobre o conteúdo do documento assinado pela mãe da aluna, mas relatou que não tinha nenhuma informação adicional, reiterando que o professor já foi afastado das suas funções docentes e que foi aberto um processo administrativo para apurar o ocorrido.  



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Escola estadual tentou abafar suposto assédio de professor

Caso foi denunciado pela aluna em rede social; direção falou em transferir estudante

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

09/10/2020 | 00:01


A direção da EE (Escola Estadual) Visconde de Mauá, da cidade de Mauá, tentou abafar o suposto caso de assédio virtual praticado por um professor de matemática e denunciado na rede social de uma aluna, uma adolescente de 16 anos. O Diário mostrou ontem que, assim como essa vítima, 77% das brasileiras entre 15 e 25 anos relataram na pesquisa Liberdade On-line? – Como Meninas e Jovens Mulheres Lidam com o Assédio nas Redes Sociais, realizada pela ONG (Organização Não Governamental) Plan International Brasil, terem passado por situação semelhante.

Em relato elaborado pela mãe da jovem para ser anexado à reclamação na Diretoria Regional de Ensino, C.F.B.D. (a mãe da aluna não quer ser identificada) afirma que foi chamada à escola depois que a filha publicou o caso no Facebook. Segundo o documento ao qual a equipe de reportagem teve acesso, a direção da escola afirmou que o que ela poderia fazer era convocar o professor para uma conversa pessoalmente com a família da aluna, que o papel da escola era “apaziguar a situação” e que, se fosse em outra unidade escolar do município, a adolescente já teria sido transferida.

A mãe da aluna questionou a escola sobre a afirmação de outras alunas de que os episódios de assédio são antigos e recorrentes, ao que a representante da unidade escolar, que não foi identificada, afirmou que a direção “não pode responder por algo que não era em sua gestão”. Em seu relato, a mãe da aluna afirma que foi orientada a assinar um papel na escola, mas que sequer lembrava do seu conteúdo e que não foi entregue uma cópia.

A Seduc (Secretaria de Educação do Estado de São Paulo) foi questionada sobre a conduta da direção e sobre o conteúdo do documento assinado pela mãe da aluna, mas relatou que não tinha nenhuma informação adicional, reiterando que o professor já foi afastado das suas funções docentes e que foi aberto um processo administrativo para apurar o ocorrido.  

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