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Oito entre dez jovens mulheres no Brasil sofrem assédio virtual

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pesquisa inédita entrevistou mais de 14 mil garotas entre 15 e 25 anos em 22 países


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

08/10/2020 | 00:01


Uma aluna da EE (Escola Estadual) Visconde de Mauá, na cidade de Mauá, usou o Facebook dia 5 de outubro para relatar que foi vítima de assédio virtual. O agressor teria sido seu professor de matemática. A garota, que é menor de idade e por isso não terá o nome revelado, integra o contingente de jovens mulheres que relatam sofrer assédio virtual. Segundo a pesquisa Liberdade On-line? – Como Meninas e Jovens Mulheres Lidam com o Assédio nas Redes Sociais, realizada pela ONG (Organização Não Governamental) Plan International Brasil, 77% das entrevistadas brasileiras são vítimas da prática. Entre as mais de 14 mil entrevistadas, 22 países, 55% relataram a situação.

A pesquisa vai ser apresentada hoje no seminário Conectadas e Seguras – Desafios para a presença de meninas no espaço on-line, a partir das 17h, em parceria com o MP-SP (Ministério Público de São Paulo) e a Escola Nacional do Ministério Público, com transmissão pelo YouTube do MP-SP. Entre as jovens que afirmam ter sofrido assédio, 62% das brasileiras disseram que a situação aconteceu no Facebook (39% no estudo global) e 44% no Instagram (23% no global). No País, os ataques via WhatsApp também são relevantes, com 40%.

Gerente técnica de programas da Plan Brasil, Nicole Campos afirmou que, embora não haja comparativo entre os assédios antes da pandemia – a pesquisa foi feita após o início da onda de contaminação da Covid-19 –, é provável que o problema tenha aumentado na medida em que as pessoas passaram a ter mais contato virtual.
“É preciso que haja identificação e punição, mas, principalmente, educação, para que esse tipo de coisa seja combatido”, afirmou. “Não se pode mais aceitar comportamentos machistas, racistas, homotransfóbicos, disfarçados de opinião”, completou Nicole.

VIRTUAL E REAL
As reações à postagem da aluna de Mauá que denunciou o assédio virtual mostram que o comportamento inadequado do professor é antigo (veja na arte). O Diário conversou com outra aluna da EE Visconde de Mauá que também sofreu assédio por parte do docente. Segundo a jovem, que tem 15 anos, em 2018 foram inúmeras as vezes em que ele fez comentários inadequados com ela e com colegas. O caso foi levado à direção, mas ignorado pelos responsáveis.



Em nota, a Seduc-SP (Secretaria da Educação do Estado de São Paulo) informou que, assim que soube do caso, tomou todas providências quanto às denúncias apresentadas contra o docente. Que um processo administrativo foi aberto e o professor foi imediatamente afastado das atividades docentes. “A pasta está à disposição dos pais e responsáveis pelos alunos para quaisquer esclarecimentos.” 



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Oito entre dez jovens mulheres no Brasil sofrem assédio virtual

Pesquisa inédita entrevistou mais de 14 mil garotas entre 15 e 25 anos em 22 países

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

08/10/2020 | 00:01


Uma aluna da EE (Escola Estadual) Visconde de Mauá, na cidade de Mauá, usou o Facebook dia 5 de outubro para relatar que foi vítima de assédio virtual. O agressor teria sido seu professor de matemática. A garota, que é menor de idade e por isso não terá o nome revelado, integra o contingente de jovens mulheres que relatam sofrer assédio virtual. Segundo a pesquisa Liberdade On-line? – Como Meninas e Jovens Mulheres Lidam com o Assédio nas Redes Sociais, realizada pela ONG (Organização Não Governamental) Plan International Brasil, 77% das entrevistadas brasileiras são vítimas da prática. Entre as mais de 14 mil entrevistadas, 22 países, 55% relataram a situação.

A pesquisa vai ser apresentada hoje no seminário Conectadas e Seguras – Desafios para a presença de meninas no espaço on-line, a partir das 17h, em parceria com o MP-SP (Ministério Público de São Paulo) e a Escola Nacional do Ministério Público, com transmissão pelo YouTube do MP-SP. Entre as jovens que afirmam ter sofrido assédio, 62% das brasileiras disseram que a situação aconteceu no Facebook (39% no estudo global) e 44% no Instagram (23% no global). No País, os ataques via WhatsApp também são relevantes, com 40%.

Gerente técnica de programas da Plan Brasil, Nicole Campos afirmou que, embora não haja comparativo entre os assédios antes da pandemia – a pesquisa foi feita após o início da onda de contaminação da Covid-19 –, é provável que o problema tenha aumentado na medida em que as pessoas passaram a ter mais contato virtual.
“É preciso que haja identificação e punição, mas, principalmente, educação, para que esse tipo de coisa seja combatido”, afirmou. “Não se pode mais aceitar comportamentos machistas, racistas, homotransfóbicos, disfarçados de opinião”, completou Nicole.

VIRTUAL E REAL
As reações à postagem da aluna de Mauá que denunciou o assédio virtual mostram que o comportamento inadequado do professor é antigo (veja na arte). O Diário conversou com outra aluna da EE Visconde de Mauá que também sofreu assédio por parte do docente. Segundo a jovem, que tem 15 anos, em 2018 foram inúmeras as vezes em que ele fez comentários inadequados com ela e com colegas. O caso foi levado à direção, mas ignorado pelos responsáveis.



Em nota, a Seduc-SP (Secretaria da Educação do Estado de São Paulo) informou que, assim que soube do caso, tomou todas providências quanto às denúncias apresentadas contra o docente. Que um processo administrativo foi aberto e o professor foi imediatamente afastado das atividades docentes. “A pasta está à disposição dos pais e responsáveis pelos alunos para quaisquer esclarecimentos.” 

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