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Pix e as facilidades no dia a dia

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Simpi

07/10/2020 | 00:08


Na segunda-feira foi aberto o prazo para as pessoas se cadastrarem para utilizar o novo modo de pagamento chamado Pix. Este novo meio de pagamento foi lançado pelo Banco Central e deve começar a funcionar a partir do dia 16 de novembro. As pessoas poderão fazer o cadastro nos bancos, fintechs, instituições financeiras e demais agentes financeiros que devem operar com o novo sistema de pagamentos instantâneos. Ao fazer o cadastro, cada pessoa receberá uma chave de identificação que será usada para fazer os pagamentos.

Em entrevista ao programa de TV A Hora e a Vez da Pequena Empresa, o diretor executivo da ABFintechs (Associação Brasileira de Fintechs), Diego Perez, explicou que o pagamento será mais rápido. “O que muda é que agora as pessoas vão ter um novo mecanismo de pagamento sem precisar estar conectadas, por exemplo, a uma maquininha. Você pode transacionar pagamentos simplesmente com o seu celular, transmitindo valores entre pessoas ou entre pessoas e estabelecimentos. Tudo isso feito na hora.”

As transações deverão ser realizadas em um ambiente digital. “O Pix vai funcionar como se fosse uma praça digital, onde esses agentes vão se encontrar e oferecer serviços para a população por meio de plataformas eletrônicas. É um ambiente de conexão, então tanto grandes bancos e instituições financeiras tradicionais quanto fintechs ou novos agentes que vão surgir estarão no Pix para oferecer os seus serviços, sempre focado em pagamentos”, revela.

Segundo ele, o formato deverá coexistir com o cartão de crédito e outras formas tradicionais de transferência de dinheiro. “Porém, por ele ser instantâneo, no qual o crédito é imediato, provavelmente tende a migrar para esse sistema, porque vai buscar um mecanismo que disponibiliza o recurso de maneira rápida. Se você utiliza meios tradicionais, por exemplo, um DOC demora 24 horas e bandeiras de cartão de crédito podem levar de dois a 30 dias. No Pix, porém, serão alguns segundos, independentemente do horário, se for um dia útil ou não, entre outros benefícios. Imaginamos que vai permitir com que esses pequenos estabelecimentos tenham uma forma de trabalhar melhor o recurso que eles têm para receber nas transações”, explica.

A expectativa é que este sistema de pagamento ajude a diminuir os custos das operações e também proporcione novos serviços. Um dos atrativos é que o Banco Central estabeleceu que a cada dez transações pelo Pix será cobrado apenas R$ 0,01. Em operações como o TED, por exemplo, a taxa pode ser de até R$ 10 cada transação. “Num ambiente onde existem várias entidades exercendo a mesma atividade, o usuário final vai escolher aquela que não só oferece o melhor serviço, mas também com o menor custo. Se o custo, mesmo acumulado em dez transações, é muito baixo, uma estratégia de aquisição de novos usuários pode ser usada. Essas entidades podem até pagar para manter o seu usuário e ganhar dinheiro de outras formas, com serviços adicionais, com outras modalidades de engajamento do cliente”, conta.

Perez explica que o novo sistema de pagamentos faz parte de agenda de inovação do Banco Central e ajudará a diversificar o sistema financeiro. “Esses movimentos são muito importantes para trazer uma eficiência para o mercado financeiro, além de diversidade para as entidades que vão operar daqui para frente. Com a promoção da inovação, o uso da tecnologia e a competição, você tende a criar produtos melhores, mais adequados e mais eficientes que se adaptaram às novas realidades, principalmente nesse mundo digital. No fim do dia, entendemos que o principal beneficiário de tudo isso será o usuário final, o consumidor, a pessoa física ou pequeno estabelecimento que acessa serviços financeiros no seu dia a dia e precisa disso para viver e continuar prosperando”, finaliza.
 



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Pix e as facilidades no dia a dia

Simpi

07/10/2020 | 00:08


Na segunda-feira foi aberto o prazo para as pessoas se cadastrarem para utilizar o novo modo de pagamento chamado Pix. Este novo meio de pagamento foi lançado pelo Banco Central e deve começar a funcionar a partir do dia 16 de novembro. As pessoas poderão fazer o cadastro nos bancos, fintechs, instituições financeiras e demais agentes financeiros que devem operar com o novo sistema de pagamentos instantâneos. Ao fazer o cadastro, cada pessoa receberá uma chave de identificação que será usada para fazer os pagamentos.

Em entrevista ao programa de TV A Hora e a Vez da Pequena Empresa, o diretor executivo da ABFintechs (Associação Brasileira de Fintechs), Diego Perez, explicou que o pagamento será mais rápido. “O que muda é que agora as pessoas vão ter um novo mecanismo de pagamento sem precisar estar conectadas, por exemplo, a uma maquininha. Você pode transacionar pagamentos simplesmente com o seu celular, transmitindo valores entre pessoas ou entre pessoas e estabelecimentos. Tudo isso feito na hora.”

As transações deverão ser realizadas em um ambiente digital. “O Pix vai funcionar como se fosse uma praça digital, onde esses agentes vão se encontrar e oferecer serviços para a população por meio de plataformas eletrônicas. É um ambiente de conexão, então tanto grandes bancos e instituições financeiras tradicionais quanto fintechs ou novos agentes que vão surgir estarão no Pix para oferecer os seus serviços, sempre focado em pagamentos”, revela.

Segundo ele, o formato deverá coexistir com o cartão de crédito e outras formas tradicionais de transferência de dinheiro. “Porém, por ele ser instantâneo, no qual o crédito é imediato, provavelmente tende a migrar para esse sistema, porque vai buscar um mecanismo que disponibiliza o recurso de maneira rápida. Se você utiliza meios tradicionais, por exemplo, um DOC demora 24 horas e bandeiras de cartão de crédito podem levar de dois a 30 dias. No Pix, porém, serão alguns segundos, independentemente do horário, se for um dia útil ou não, entre outros benefícios. Imaginamos que vai permitir com que esses pequenos estabelecimentos tenham uma forma de trabalhar melhor o recurso que eles têm para receber nas transações”, explica.

A expectativa é que este sistema de pagamento ajude a diminuir os custos das operações e também proporcione novos serviços. Um dos atrativos é que o Banco Central estabeleceu que a cada dez transações pelo Pix será cobrado apenas R$ 0,01. Em operações como o TED, por exemplo, a taxa pode ser de até R$ 10 cada transação. “Num ambiente onde existem várias entidades exercendo a mesma atividade, o usuário final vai escolher aquela que não só oferece o melhor serviço, mas também com o menor custo. Se o custo, mesmo acumulado em dez transações, é muito baixo, uma estratégia de aquisição de novos usuários pode ser usada. Essas entidades podem até pagar para manter o seu usuário e ganhar dinheiro de outras formas, com serviços adicionais, com outras modalidades de engajamento do cliente”, conta.

Perez explica que o novo sistema de pagamentos faz parte de agenda de inovação do Banco Central e ajudará a diversificar o sistema financeiro. “Esses movimentos são muito importantes para trazer uma eficiência para o mercado financeiro, além de diversidade para as entidades que vão operar daqui para frente. Com a promoção da inovação, o uso da tecnologia e a competição, você tende a criar produtos melhores, mais adequados e mais eficientes que se adaptaram às novas realidades, principalmente nesse mundo digital. No fim do dia, entendemos que o principal beneficiário de tudo isso será o usuário final, o consumidor, a pessoa física ou pequeno estabelecimento que acessa serviços financeiros no seu dia a dia e precisa disso para viver e continuar prosperando”, finaliza.
 

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