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‘É preciso engatar marcha de renovação de pautas públicas’

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Raphael Rocha
Diário do Grande ABC

06/10/2020 | 00:01


O empresário Saul Klein (PSD), 66 anos, ingressou na política eleitoral pela primeira vez, como candidato a vice na chapa encabeçada pelo ex-vereador Fabio Palacio (PSD) à Prefeitura de São Caetano. Em entrevista exclusiva ao Diário, relatou que buscou novo desafio por ver falta de futuras perspectivas econômicas do município. “O declínio econômico de São Caetano nas últimas quatro décadas, e particularmente neste século, está cada vez mais evidente, com os problemas sociais decorrentes disso”, citou. “São Caetano deve ser vista além de uma cidade de idosos que carregam histórias pessoais e profissionais de sucesso. Há uma leva de juventude aflorando e que exige novas perspectivas num mundo em transformação”, emendou o pessedista, filho do fundador da Casas Bahia, uma das empresas mais emblemáticas do País e que nasceu em São Caetano. Saul garante não ter encontrado objeção da família para encarar as urnas, disse que viu em Palacio a representação dessa juventude são-caetanense que ele pretende mirar e também faz uma avaliação do momento do Azulão, time de futebol do município que viveu seu auge com a família Klein auxiliando financeiramente. “Atuo apenas como um colaborador em busca de novos colaboradores”, finalizou.


Por que ingressar na política neste momento?
É apenas uma questão de coerência com o que penso sobre o futuro do Brasil e, particularmente, de São Caetano. Entendo que há situações na vida em que somos levados a enfrentar desafios. O declínio econômico de São Caetano nas últimas quatro décadas, e particularmente neste século, está cada vez mais evidente, com os problemas sociais decorrentes disso. Há indicadores nos dois campos que exigem iniciativas que poderiam ser mais viáveis com pessoas que quebrariam paradigmas que já não dão resultados.

Como o senhor vê a política de São Caetano neste momento?
Acho que o quadro político de São Caetano recomenda renovação de valores e de conceitos. Estamos há muito tempo presos ao piloto automático de valor até determinado ponto. E esse ponto já passou. É preciso engatar uma marcha de renovação de atores e pautas públicas.

Por que apoiar Fabio Palacio?
Entendo que ele representa uma grande parcela de jovens de São Caetano cujo compromisso com a cidade apresenta grau de responsabilidade à altura do legado que receberam. E a equipe que pretende montar terá uma visão complementar que dará um formato todo especial que contemplará todos os espectros da população. São Caetano deve ser vista além de uma cidade de idosos que carregam histórias pessoais e profissionais de sucesso. Há uma leva de juventude aflorando e que exige novas perspectivas num mundo em transformação.

Quais ideias o senhor agregou à campanha de Palacio?
Já conversamos o suficiente, mas não o integralmente necessário, para que se consolide um casamento de nossas características. Minha vivência profissional como executivo da Casas Bahia, cuja história se confunde com a de São Caetano, será implementada nas políticas públicas na área de desenvolvimento econômico. Aprendemos na vida a produzir.

Como o senhor analisa a condução da área econômica do município?
Totalmente em desacordo com o que aprendemos e executamos na Casas Bahia e também fora do que complementei na teoria como diplomado da Fundação Getulio Vargas na área de administração. São Caetano retrocede a cada ano em riqueza produzida e riqueza distribuída. Estamos com sérios problemas de sustentação de mobilidade social. Quando se perde a capacidade de gerar famílias de classe rica e de classe média, além de uma classe de proletariados com perspectivas de avanço, é sinal de que é preciso agir. E estamos demorando demais.

Como sua família reagiu ao fato de o sr ingressar na política neste momento?
Uma família de empreendedores privados jamais se oporia à ideia de transplantar para o campo público medidas que podem contribuir com a sociedade.

Seu irmão Michael retomou o controle da Casas Bahia recentemente. O senhor tem desempenhado papel dentro da empresa? Quais os planos futuros da Casas Bahia?
Desde 2009 tenho me mantido como herdeiro de ações do meu pai, Samuel Klein, e minhas também. Sem qualquer participação na Casas Bahia ou na Via Varejo.

Depois das recentes mudanças na AD São Caetano, no futebol do time, qual papel o sr tem desempenhado no clube?
Todos sabem que o São Caetano (futebol) e a (AD) São Caetano fazem parte da história da família Klein. Acredito que nossa contribuição esteja escrita em longos capítulos. Por isso, na medida do possível atuo para encontrar patrocinadores que, de alguma forma, reduzam o peso de manter um time profissional de qualidade. Há mais de duas décadas fiz do São Caetano uma extensão de minha vida, sobremodo como patrocinador e doador de recursos. Agora atuo apenas como um colaborador em busca de novos colaboradores.

Como o sr vê o atual momento do Azulão?
Acabamos de reconquistar um lugar entre os 16 clubes mais importantes do Estado de São Paulo ao conquistar o acesso à Série A-1. Espero que o título a ser disputado seja o complemento do sucesso. Tomara que também no campo política o resultado coloque no horizonte uma São Caetano esportiva e administrativa no caminho certo.
 



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‘É preciso engatar marcha de renovação de pautas públicas’

Raphael Rocha
Diário do Grande ABC

06/10/2020 | 00:01


O empresário Saul Klein (PSD), 66 anos, ingressou na política eleitoral pela primeira vez, como candidato a vice na chapa encabeçada pelo ex-vereador Fabio Palacio (PSD) à Prefeitura de São Caetano. Em entrevista exclusiva ao Diário, relatou que buscou novo desafio por ver falta de futuras perspectivas econômicas do município. “O declínio econômico de São Caetano nas últimas quatro décadas, e particularmente neste século, está cada vez mais evidente, com os problemas sociais decorrentes disso”, citou. “São Caetano deve ser vista além de uma cidade de idosos que carregam histórias pessoais e profissionais de sucesso. Há uma leva de juventude aflorando e que exige novas perspectivas num mundo em transformação”, emendou o pessedista, filho do fundador da Casas Bahia, uma das empresas mais emblemáticas do País e que nasceu em São Caetano. Saul garante não ter encontrado objeção da família para encarar as urnas, disse que viu em Palacio a representação dessa juventude são-caetanense que ele pretende mirar e também faz uma avaliação do momento do Azulão, time de futebol do município que viveu seu auge com a família Klein auxiliando financeiramente. “Atuo apenas como um colaborador em busca de novos colaboradores”, finalizou.


Por que ingressar na política neste momento?
É apenas uma questão de coerência com o que penso sobre o futuro do Brasil e, particularmente, de São Caetano. Entendo que há situações na vida em que somos levados a enfrentar desafios. O declínio econômico de São Caetano nas últimas quatro décadas, e particularmente neste século, está cada vez mais evidente, com os problemas sociais decorrentes disso. Há indicadores nos dois campos que exigem iniciativas que poderiam ser mais viáveis com pessoas que quebrariam paradigmas que já não dão resultados.

Como o senhor vê a política de São Caetano neste momento?
Acho que o quadro político de São Caetano recomenda renovação de valores e de conceitos. Estamos há muito tempo presos ao piloto automático de valor até determinado ponto. E esse ponto já passou. É preciso engatar uma marcha de renovação de atores e pautas públicas.

Por que apoiar Fabio Palacio?
Entendo que ele representa uma grande parcela de jovens de São Caetano cujo compromisso com a cidade apresenta grau de responsabilidade à altura do legado que receberam. E a equipe que pretende montar terá uma visão complementar que dará um formato todo especial que contemplará todos os espectros da população. São Caetano deve ser vista além de uma cidade de idosos que carregam histórias pessoais e profissionais de sucesso. Há uma leva de juventude aflorando e que exige novas perspectivas num mundo em transformação.

Quais ideias o senhor agregou à campanha de Palacio?
Já conversamos o suficiente, mas não o integralmente necessário, para que se consolide um casamento de nossas características. Minha vivência profissional como executivo da Casas Bahia, cuja história se confunde com a de São Caetano, será implementada nas políticas públicas na área de desenvolvimento econômico. Aprendemos na vida a produzir.

Como o senhor analisa a condução da área econômica do município?
Totalmente em desacordo com o que aprendemos e executamos na Casas Bahia e também fora do que complementei na teoria como diplomado da Fundação Getulio Vargas na área de administração. São Caetano retrocede a cada ano em riqueza produzida e riqueza distribuída. Estamos com sérios problemas de sustentação de mobilidade social. Quando se perde a capacidade de gerar famílias de classe rica e de classe média, além de uma classe de proletariados com perspectivas de avanço, é sinal de que é preciso agir. E estamos demorando demais.

Como sua família reagiu ao fato de o sr ingressar na política neste momento?
Uma família de empreendedores privados jamais se oporia à ideia de transplantar para o campo público medidas que podem contribuir com a sociedade.

Seu irmão Michael retomou o controle da Casas Bahia recentemente. O senhor tem desempenhado papel dentro da empresa? Quais os planos futuros da Casas Bahia?
Desde 2009 tenho me mantido como herdeiro de ações do meu pai, Samuel Klein, e minhas também. Sem qualquer participação na Casas Bahia ou na Via Varejo.

Depois das recentes mudanças na AD São Caetano, no futebol do time, qual papel o sr tem desempenhado no clube?
Todos sabem que o São Caetano (futebol) e a (AD) São Caetano fazem parte da história da família Klein. Acredito que nossa contribuição esteja escrita em longos capítulos. Por isso, na medida do possível atuo para encontrar patrocinadores que, de alguma forma, reduzam o peso de manter um time profissional de qualidade. Há mais de duas décadas fiz do São Caetano uma extensão de minha vida, sobremodo como patrocinador e doador de recursos. Agora atuo apenas como um colaborador em busca de novos colaboradores.

Como o sr vê o atual momento do Azulão?
Acabamos de reconquistar um lugar entre os 16 clubes mais importantes do Estado de São Paulo ao conquistar o acesso à Série A-1. Espero que o título a ser disputado seja o complemento do sucesso. Tomara que também no campo política o resultado coloque no horizonte uma São Caetano esportiva e administrativa no caminho certo.
 

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