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Santuário do Caraça, em Minas Gerais, vai muito além do nome curioso

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Tomado pela natureza, o local atrai quem gosta de história e cultura


Redação
Do Rota de Férias

05/10/2020 | 10:48


Situado na Serra do Caraça, em Minas Gerais, o Santuário do Caraça é ótimo destino para quem pretende viajar com isolamento. Tomado pela natureza, o local também atrai quem gosta de história e cultura. Curiosidades não faltam por lá, a começar pela origem de seu nome.

Quer ganhar um e-book exclusivo com dicas de viagem? Assine nossa newsletter neste link.

Santuário do Caraça

Segundo Márcio Mol, gerente geral do Santuário do Caraça, há duas teorias em torno do nome do local.

“Há quem defenda que a palvra “caraça” viria do formato de um rosto humano na Serra do Espinhaço. Essa explicação chegou a ser comentada por Dom Pedro II em seu diário (11-13 de abril de 1881). Todavia, pesa contra ela o fato de que o nome nunca tenha sido citado no masculino (Serra do Caraça), como deveria ser caso se referisse a uma ‘cara grande'”, explica.

LEIA MAIS: 6 CACHOEIRAS NA SERRA DA CANASTRA, EM MINAS GERAIS
REGIÃO DE MINAS GERAIS OFERECE PASSEIO DE MARIA FUMAÇA

Outra tese aponta que caraça se refere a um grande desfiladeiro da Serra do Espinhaço. “Essa foi a explicação dada por Auguste de Saint-Hilaire (1816) e acolhida por José Ferreira Carrato, em sua tese de doutorado sobre o Caraça (As Minas Gerais e os Primórdios do Caraça), publicada em 1963”, aponta Márcio.

“Isso porque caraça, em tupi-guarani, significa desfiladeiro ou bocaina, como hoje é chamado o portentoso vale entre os Picos do Sol e do Inficionado. Essa teoria, inclusive, parece ter mais força. De qualquer forma, vale a pena conhecer as belezas naturais do local e pensar, in loco, a respeito das razões que levaram à escolha do nome”, conclui Márcio.

O que fazer no Santuário do Caraça

Gastronomia

A gastronomia do Caraça é um ponto que merece atenção especial dos visitantes. Além da experiência de comer em um refeitório histórico, com toda a simplicidade e variedade de sabores da comunica mineira, é possível ir a uma adega para ver o processo de produção de vinho tinto, hidromel e fermentados de laranja, jabuticaba e morango.

Há também uma padaria, que fabrica pães, bolos e biscoitos, e uma doceria, com geleias e compotas. O queijo minas artesanal, cujo processo de fabricação existe há mais de 200 anos, é uma das iguarias mais procuradas no Santuário do Caraça e serve de matéria-prima para vários pratos da região em concursos e festivais gastronômicos.

A hora do lobo

Um dos grandes atrativos do Santuário do Caraça é a famosa hora do lobo. A tradição de aguardar a visita do lobo todas as noite teve início em maio de 1982, quando algumas lixeiras começaram a aparecer derrubadas e reviradas.

Num primeiro momento, pensou-se que cachorros eram responsáveis por isso. Depois, descobriram que o baderneiro, na verdade, era um tal de Chrysocyon brachyurus, que quer dizer “animal dourado de rabo curto”. É o famoso lobo-guará, chamado assim porque em, tupi-guarani, guará significa “vermelho”.

Desde então, começaram a colocar bandejas de carne nos portões em frente ao santuário, e aos poucos os lobos se aproximaram da escada da igreja. Hoje, a bandeja é colocada no adro e atraem não apenas lobos-guarás, mas também cachorros-do-mato e até uma anta.

A prática de alimentar esses animais no Santuário do Caraça persiste até os dias atuais para manter o hábito de caça dos bichinhos. Por este motivo, o lobo-guará não tem hora para aparecer. Mesmo assim, a partir das 18h30, começa a vigília chamada a “hora do lobo”.

Fonte de conhecimento

O complexo do Santuário do Caraça é tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e Estadual. Foi escolhido como uma das Sete Maravilhas da Estrada Real.

Conta com um amplo conjunto arquitetônico que destaca a primeira igreja de estilo neogótico do Brasil, o prédio do antigo Colégio (hoje Museu e Biblioteca) e um hotel com 54 apartamentos e quartos, com capacidade para até 230 pessoas. Isso sem contar a Fazenda do Engenho, com 26 apartamentos.

O destino é marcado por um aenorme diversidade de fauna e flora. São 386 espécies de aves, 42 de répteis, 12 de peixes e 76 de mamíferos. Nas serras da região há nascentes, ribeirões e lagos com águas de coloração escura, que carregam material orgânico em suspensão.

O solo da região é muito rico em minérios, que foram explorados nos séculos anteriores. Há grande concentração de quartzito ou rocha metamórfica. Desde 2011, passou a ser preservado contra exploração comercial. O clima tem baixas temperaturas e elevada umidade do ar, ambos comuns em ambientes de mata.

O território do Santuário do Caraça integra ainda a Área de Proteção Ambiental ao Sul da Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde começam duas grandes bacias hidrográficas, a do rio São Francisco e a do rio Doce. Ambas abastecem aproximadamente 70% da população de Belo Horizonte e 50% da população de sua região metropolitana.

Biblioteca

A Biblioteca do Santuário do Caraça está hoje instalada no prédio onde funcionava o célebre colégio local, que abriga também um museu, um arquivo e um centro de convenções

Museu

O museu, montado a partir de mobiliário e artefatos diversos de uso diário, pertencentes ao próprio Caraça e conta com algumas peças remanescentes de séculos passados. O local é muito procurado pelos hóspedes e visitantes, que podem fazer percursos guiados pelos monitores ou por conta própria.

Igreja Neogótica

O Santuário do Caraça é a primeira igreja neogótica do Brasil, construída sem mão-de-obra escrava e com material regional. Na obra foram usadas pedra-sabão (retirada de perto da Cascatona), mármore (das proximidades de Mariana e Itabirito, Gandarela) e quartzito (da região do Caraça e vizinhanças), unidas com produtos com base de cal, pó de pedra e óleo.

Medidas de segurança

Obedecendo ao decreto municipal 94/2020, da Prefeitura de Catas Altas, o Santuário do Caraça não está recebendo, neste momento, quem pertence ao grupo de risco do novo coronavírus, como maiores de 60 anos, hipertensos, diabéticos, gestantes e imunodeprimidos ou portadores de doenças crônicas.

Para os que estão liberados para a visita, é importante seguir algumas orientações repassadas ao turista na entrada com complexo:

  • Utilize máscara, de preferência caseira, durante todo período de permanência fora do quarto;
  • Realize a higienização das mãos ao entrar no estabelecimento, acessar balcões de atendimento, ao realizar check-in e check-out e ao sair do estabelecimento;
  • Evitar conversar, manusear o telefone celular, ou tocar no rosto, nariz, olhos e boca, durante sua permanência no interior do estabelecimento;
  • Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e boca com um lenço descartável, descartá-lo imediatamente e realizar higienização das mãos. Caso não tenha disponível um lenço descartável, cobrir o nariz e boca com o braço flexionado.
  • Será realizada a aferição da temperatura corporal com um termômetro laser, no momento de acesso pela portaria principal, bem como entregue uma ficha de avaliação de saúde durante o processo de entrada;
  • A recepção, bem como outros espaços no Santuário do Caraça, está sinalizada com faixas no chão e fitas coloridas, obedecendo as regras de distanciamento de segurança, a obediência à demarcação é obrigatória.

Áreas comuns:

  • O uso da máscara é obrigatório em todos os lugares do Santuário do Caraça, como corredores, estacionamento, espaços abertos, trilhas e outros;
  • Os ambientes de uso comum no Santuário do Caraça estarão fechados e ou desativados. São eles: Centro de Visitantes, Museu, Biblioteca, Sala de TV e Sala de Jogos;
  • Não haverá missas e outras celebrações religiosas com a presença de hóspedes.
  • A lanchonete e a loja de suvenir e artigos religiosos terão o horário de funcionamento limitado, de 8h as 11h e de 14h as 16h45. O atendimento será feito de um hóspede por vez, solicitamos a gentileza de aguardar seu atendimento dentro das áreas demarcadas.
  • O acesso ao refeitório será controlado e serão feitas aferições de temperatura a cada acesso;
  • Foram estabelecidos novos protocolos de segurança para o serviço de almoço e jantar. O uso da máscara é obrigatório para acessar o “buffet”, bem como a higienização das mãos, e uso de luva plástica (fornecida no local) para servir;
  • Os ambientes comuns serão limpos e higienizados com maior frequência por soluções sanitizantes e álcool 70%.

55 fotos de Minas Gerais

Conhecida pela boa gastronomia, pelo povo simpático e pela cultura, Minas Gerais reúne inúmeros atrativos para o viajante. O estado do Sudeste é repleto de paisagens verdes deslumbrantes e abriga diversas cidades com casario colonial, igrejas e palácios que ajudam a contar a história do Brasil.

Confira no álbum 55 fotos de Minas Gerais.

  • Crédito: Pedro Vilela
    Belo Horizonte
  • Crédito: Pedro Vilela
    Vila do Biribiri, Diamantina
  • Crédito: Pedro Vilela
    São José da Serra, Jaboticatubas
  • Crédito: Pedro Vilela
    Serra do Cipó, Jaboticatubas
  • Crédito: Pedro Vilela
    Serra do Cipó, Jaboticatubas
  • Crédito: Pedro Vilela
    Serra de São José, Tiradentes
  • Crédito: Pedro Vilela
    Serra da Contagem, Jaboticatubas
  • Crédito: Pedro Vilela
    Romaria, Congonhas
  • Crédito: Pedro Vilela
    Praça da Estação, Belo Horizonte
  • Crédito: Pedro Vilela
    Parque Serra do Cipó, Santana do Riacho
  • Crédito: Pedro Vilela
    Parque Américo Renne Giannetti, Belo Horizonte
  • Crédito: Pedro Vilela
    Parque Américo Renne Giannetti, Belo Horizonte
  • Crédito: Pedro Vilela
    Palácio dos Governadores, Ouro Preto
  • Crédito: Pedro Vilela
    Palácio da Liberdade, Belo Horizonte
  • Crédito: Pedro Vilela
    Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte
  • Crédito: Pedro Vilela
    Museu da Tipografia, Diamantina
  • Crédito: Pedro Vilela
    Museu da Inconfidência, Ouro Preto
  • Crédito: Pedro Vilela
    Museu da Inconfidência, Ouro Preto
  • Crédito: Pedro Vilela
    Memorial Tancredo Neves, São João Del Rei
  • Crédito: Pedro Vilela
    Matriz de Santo Antônio, Tiradentes
  • Crédito: Pedro Vilela
    Lavras Novas, Ouro Preto
  • Crédito: Pedro Vilela
    Lagoa da Pampulha, Belo Horizonte
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igrejas S.F. de Assis e N.S. do Carmo, Mariana
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja São Pedro dos Clérigos, Mariana
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja São Francisco de Assis, Diamantina
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja São Francisco de Assis, Belo Horizonte
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja São Francisco de Assis, Belo Horizonte
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja São Bartolomeu, Ouro Preto
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja S.Francisco de Paula, Ouro Preto
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja S.Francisco de Assis, Mariana
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja N.S. do Rosário, São João Del Rei
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja N.S. do Rosário, Ouro Preto
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja N.S. do Rosário, Jaboticatubas
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja N.S. do Rosário, Tiradentes
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja N.S. do Carmo, São João Del Rei
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja N.S. do Carmo, Mariana
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja N.S. do Carmo, Diamantina
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja N.S. das Mercês, São João Del Rei
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja N.S. da Conceição, Jaboticatubas
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja N.S. da Conceição, Congonhas
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja N.S. D'Ajuda, Congonhas
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja Matriz de São José, Congonhas
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja Matriz de Santo Antônio, Diamantina
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja de Santa Efigênia, Ouro Preto
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja Antônio Dias_N.S. da Conceição, Ouro Preto
  • Crédito: Pedro Vilela
    Estádio do Mineirão, Belo Horizonte
  • Crédito: Pedro Vilela
    Estação Ferroviária, Congonhas
  • Crédito: Pedro Vilela
    Diamantina
  • Crédito: Pedro Vilela
    Centro Histórico, Tiradentes
  • Crédito: Pedro Vilela
    Centro Histórico, Diamantina
  • Crédito: Pedro Vilela
    Centro Histórico de Mariana
  • Crédito: Pedro Vilela
    Centro Cultural Banco do Brasil, Belo Horizonte
  • Crédito: Pedro Vilela
    Catedral Nossa Senhora da Assunção, Mariana
  • Crédito: Pedro Vilela
    Catedral N.S. do Pilar, São João Del Rei
  • Crédito: Pedro Vilela
    Casa de Câmara e Cadeia, Mariana


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Santuário do Caraça, em Minas Gerais, vai muito além do nome curioso

Tomado pela natureza, o local atrai quem gosta de história e cultura

Redação
Do Rota de Férias

05/10/2020 | 10:48


Situado na Serra do Caraça, em Minas Gerais, o Santuário do Caraça é ótimo destino para quem pretende viajar com isolamento. Tomado pela natureza, o local também atrai quem gosta de história e cultura. Curiosidades não faltam por lá, a começar pela origem de seu nome.

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Santuário do Caraça

Segundo Márcio Mol, gerente geral do Santuário do Caraça, há duas teorias em torno do nome do local.

“Há quem defenda que a palvra “caraça” viria do formato de um rosto humano na Serra do Espinhaço. Essa explicação chegou a ser comentada por Dom Pedro II em seu diário (11-13 de abril de 1881). Todavia, pesa contra ela o fato de que o nome nunca tenha sido citado no masculino (Serra do Caraça), como deveria ser caso se referisse a uma ‘cara grande'”, explica.

LEIA MAIS: 6 CACHOEIRAS NA SERRA DA CANASTRA, EM MINAS GERAIS
REGIÃO DE MINAS GERAIS OFERECE PASSEIO DE MARIA FUMAÇA

Outra tese aponta que caraça se refere a um grande desfiladeiro da Serra do Espinhaço. “Essa foi a explicação dada por Auguste de Saint-Hilaire (1816) e acolhida por José Ferreira Carrato, em sua tese de doutorado sobre o Caraça (As Minas Gerais e os Primórdios do Caraça), publicada em 1963”, aponta Márcio.

“Isso porque caraça, em tupi-guarani, significa desfiladeiro ou bocaina, como hoje é chamado o portentoso vale entre os Picos do Sol e do Inficionado. Essa teoria, inclusive, parece ter mais força. De qualquer forma, vale a pena conhecer as belezas naturais do local e pensar, in loco, a respeito das razões que levaram à escolha do nome”, conclui Márcio.

O que fazer no Santuário do Caraça

Gastronomia

A gastronomia do Caraça é um ponto que merece atenção especial dos visitantes. Além da experiência de comer em um refeitório histórico, com toda a simplicidade e variedade de sabores da comunica mineira, é possível ir a uma adega para ver o processo de produção de vinho tinto, hidromel e fermentados de laranja, jabuticaba e morango.

Há também uma padaria, que fabrica pães, bolos e biscoitos, e uma doceria, com geleias e compotas. O queijo minas artesanal, cujo processo de fabricação existe há mais de 200 anos, é uma das iguarias mais procuradas no Santuário do Caraça e serve de matéria-prima para vários pratos da região em concursos e festivais gastronômicos.

A hora do lobo

Um dos grandes atrativos do Santuário do Caraça é a famosa hora do lobo. A tradição de aguardar a visita do lobo todas as noite teve início em maio de 1982, quando algumas lixeiras começaram a aparecer derrubadas e reviradas.

Num primeiro momento, pensou-se que cachorros eram responsáveis por isso. Depois, descobriram que o baderneiro, na verdade, era um tal de Chrysocyon brachyurus, que quer dizer “animal dourado de rabo curto”. É o famoso lobo-guará, chamado assim porque em, tupi-guarani, guará significa “vermelho”.

Desde então, começaram a colocar bandejas de carne nos portões em frente ao santuário, e aos poucos os lobos se aproximaram da escada da igreja. Hoje, a bandeja é colocada no adro e atraem não apenas lobos-guarás, mas também cachorros-do-mato e até uma anta.

A prática de alimentar esses animais no Santuário do Caraça persiste até os dias atuais para manter o hábito de caça dos bichinhos. Por este motivo, o lobo-guará não tem hora para aparecer. Mesmo assim, a partir das 18h30, começa a vigília chamada a “hora do lobo”.

Fonte de conhecimento

O complexo do Santuário do Caraça é tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e Estadual. Foi escolhido como uma das Sete Maravilhas da Estrada Real.

Conta com um amplo conjunto arquitetônico que destaca a primeira igreja de estilo neogótico do Brasil, o prédio do antigo Colégio (hoje Museu e Biblioteca) e um hotel com 54 apartamentos e quartos, com capacidade para até 230 pessoas. Isso sem contar a Fazenda do Engenho, com 26 apartamentos.

O destino é marcado por um aenorme diversidade de fauna e flora. São 386 espécies de aves, 42 de répteis, 12 de peixes e 76 de mamíferos. Nas serras da região há nascentes, ribeirões e lagos com águas de coloração escura, que carregam material orgânico em suspensão.

O solo da região é muito rico em minérios, que foram explorados nos séculos anteriores. Há grande concentração de quartzito ou rocha metamórfica. Desde 2011, passou a ser preservado contra exploração comercial. O clima tem baixas temperaturas e elevada umidade do ar, ambos comuns em ambientes de mata.

O território do Santuário do Caraça integra ainda a Área de Proteção Ambiental ao Sul da Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde começam duas grandes bacias hidrográficas, a do rio São Francisco e a do rio Doce. Ambas abastecem aproximadamente 70% da população de Belo Horizonte e 50% da população de sua região metropolitana.

Biblioteca

A Biblioteca do Santuário do Caraça está hoje instalada no prédio onde funcionava o célebre colégio local, que abriga também um museu, um arquivo e um centro de convenções

Museu

O museu, montado a partir de mobiliário e artefatos diversos de uso diário, pertencentes ao próprio Caraça e conta com algumas peças remanescentes de séculos passados. O local é muito procurado pelos hóspedes e visitantes, que podem fazer percursos guiados pelos monitores ou por conta própria.

Igreja Neogótica

O Santuário do Caraça é a primeira igreja neogótica do Brasil, construída sem mão-de-obra escrava e com material regional. Na obra foram usadas pedra-sabão (retirada de perto da Cascatona), mármore (das proximidades de Mariana e Itabirito, Gandarela) e quartzito (da região do Caraça e vizinhanças), unidas com produtos com base de cal, pó de pedra e óleo.

Medidas de segurança

Obedecendo ao decreto municipal 94/2020, da Prefeitura de Catas Altas, o Santuário do Caraça não está recebendo, neste momento, quem pertence ao grupo de risco do novo coronavírus, como maiores de 60 anos, hipertensos, diabéticos, gestantes e imunodeprimidos ou portadores de doenças crônicas.

Para os que estão liberados para a visita, é importante seguir algumas orientações repassadas ao turista na entrada com complexo:

  • Utilize máscara, de preferência caseira, durante todo período de permanência fora do quarto;
  • Realize a higienização das mãos ao entrar no estabelecimento, acessar balcões de atendimento, ao realizar check-in e check-out e ao sair do estabelecimento;
  • Evitar conversar, manusear o telefone celular, ou tocar no rosto, nariz, olhos e boca, durante sua permanência no interior do estabelecimento;
  • Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e boca com um lenço descartável, descartá-lo imediatamente e realizar higienização das mãos. Caso não tenha disponível um lenço descartável, cobrir o nariz e boca com o braço flexionado.
  • Será realizada a aferição da temperatura corporal com um termômetro laser, no momento de acesso pela portaria principal, bem como entregue uma ficha de avaliação de saúde durante o processo de entrada;
  • A recepção, bem como outros espaços no Santuário do Caraça, está sinalizada com faixas no chão e fitas coloridas, obedecendo as regras de distanciamento de segurança, a obediência à demarcação é obrigatória.

Áreas comuns:

  • O uso da máscara é obrigatório em todos os lugares do Santuário do Caraça, como corredores, estacionamento, espaços abertos, trilhas e outros;
  • Os ambientes de uso comum no Santuário do Caraça estarão fechados e ou desativados. São eles: Centro de Visitantes, Museu, Biblioteca, Sala de TV e Sala de Jogos;
  • Não haverá missas e outras celebrações religiosas com a presença de hóspedes.
  • A lanchonete e a loja de suvenir e artigos religiosos terão o horário de funcionamento limitado, de 8h as 11h e de 14h as 16h45. O atendimento será feito de um hóspede por vez, solicitamos a gentileza de aguardar seu atendimento dentro das áreas demarcadas.
  • O acesso ao refeitório será controlado e serão feitas aferições de temperatura a cada acesso;
  • Foram estabelecidos novos protocolos de segurança para o serviço de almoço e jantar. O uso da máscara é obrigatório para acessar o “buffet”, bem como a higienização das mãos, e uso de luva plástica (fornecida no local) para servir;
  • Os ambientes comuns serão limpos e higienizados com maior frequência por soluções sanitizantes e álcool 70%.

55 fotos de Minas Gerais

Conhecida pela boa gastronomia, pelo povo simpático e pela cultura, Minas Gerais reúne inúmeros atrativos para o viajante. O estado do Sudeste é repleto de paisagens verdes deslumbrantes e abriga diversas cidades com casario colonial, igrejas e palácios que ajudam a contar a história do Brasil.

Confira no álbum 55 fotos de Minas Gerais.

  • Crédito: Pedro Vilela
    Belo Horizonte
  • Crédito: Pedro Vilela
    Vila do Biribiri, Diamantina
  • Crédito: Pedro Vilela
    São José da Serra, Jaboticatubas
  • Crédito: Pedro Vilela
    Serra do Cipó, Jaboticatubas
  • Crédito: Pedro Vilela
    Serra do Cipó, Jaboticatubas
  • Crédito: Pedro Vilela
    Serra de São José, Tiradentes
  • Crédito: Pedro Vilela
    Serra da Contagem, Jaboticatubas
  • Crédito: Pedro Vilela
    Romaria, Congonhas
  • Crédito: Pedro Vilela
    Praça da Estação, Belo Horizonte
  • Crédito: Pedro Vilela
    Parque Serra do Cipó, Santana do Riacho
  • Crédito: Pedro Vilela
    Parque Américo Renne Giannetti, Belo Horizonte
  • Crédito: Pedro Vilela
    Parque Américo Renne Giannetti, Belo Horizonte
  • Crédito: Pedro Vilela
    Palácio dos Governadores, Ouro Preto
  • Crédito: Pedro Vilela
    Palácio da Liberdade, Belo Horizonte
  • Crédito: Pedro Vilela
    Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte
  • Crédito: Pedro Vilela
    Museu da Tipografia, Diamantina
  • Crédito: Pedro Vilela
    Museu da Inconfidência, Ouro Preto
  • Crédito: Pedro Vilela
    Museu da Inconfidência, Ouro Preto
  • Crédito: Pedro Vilela
    Memorial Tancredo Neves, São João Del Rei
  • Crédito: Pedro Vilela
    Matriz de Santo Antônio, Tiradentes
  • Crédito: Pedro Vilela
    Lavras Novas, Ouro Preto
  • Crédito: Pedro Vilela
    Lagoa da Pampulha, Belo Horizonte
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igrejas S.F. de Assis e N.S. do Carmo, Mariana
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja São Pedro dos Clérigos, Mariana
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja São Francisco de Assis, Diamantina
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja São Francisco de Assis, Belo Horizonte
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja São Francisco de Assis, Belo Horizonte
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja São Bartolomeu, Ouro Preto
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    Igreja S.Francisco de Paula, Ouro Preto
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    Igreja S.Francisco de Assis, Mariana
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja N.S. do Rosário, São João Del Rei
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja N.S. do Rosário, Ouro Preto
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja N.S. do Rosário, Jaboticatubas
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja N.S. do Rosário, Tiradentes
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja N.S. do Carmo, São João Del Rei
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja N.S. do Carmo, Mariana
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja N.S. do Carmo, Diamantina
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja N.S. das Mercês, São João Del Rei
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    Igreja N.S. da Conceição, Jaboticatubas
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja N.S. da Conceição, Congonhas
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja N.S. D'Ajuda, Congonhas
  • Crédito: Pedro Vilela
    Igreja Matriz de São José, Congonhas
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    Igreja Matriz de Santo Antônio, Diamantina
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    Igreja de Santa Efigênia, Ouro Preto
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    Igreja Antônio Dias_N.S. da Conceição, Ouro Preto
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    Estádio do Mineirão, Belo Horizonte
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    Estação Ferroviária, Congonhas
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    Diamantina
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    Centro Histórico, Tiradentes
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    Centro Histórico, Diamantina
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    Centro Histórico de Mariana
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    Centro Cultural Banco do Brasil, Belo Horizonte
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    Catedral Nossa Senhora da Assunção, Mariana
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    Catedral N.S. do Pilar, São João Del Rei
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